FALTA TRABALHO PARA 27,7 MILHÕES DE PESSOAS; NOVO RECORDE SEGUNDO IBGE

05-06-2014 - São Paulo - O MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro) entrou com ação civil pública pedindo que todos os selecionados para o programa de trabalho voluntário da Fifa para a Copa do Mundo sejam contratados com carteira de trabalho assinada. Foto Rafael Neddermeyer/ Fotos Publicas - Foto: 05-06-2014 - São Paulo - O MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro) entrou com ação civil pública pedindo que todos os selecionados para o programa de trabalho voluntário da Fifa para a Copa do Mundo sejam contratados com carteir...A taxa de subutilização da força de trabalho no Brasil atingiu um nível recorde no primeiro trimestre de 2018. São 27,7 milhões de trabalhadores que estão subutilizados, o que corresponde a 24,7% da força de trabalho no país, o maior percentual desde 2012, segundo informou hoje (17), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São consideradas subutilizadas as pessoas que estão desempregadas, as disponíveis para trabalhar mais horas, mas não encontram essa possibilidade, as que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego e as que procuraram, mas não estavam disponíveis para o trabalho.
O contingente de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) é de 4,6 milhões de pessoas, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). No último trimestre de 2017, esse grupo somava 4,3 milhões de pessoas. A taxa de desalento atinge 4,1% da força de trabalho ampliada no Brasil e é mais intensa na Região Nordeste, com 9,7%.
Detalhadamente, de acordo com a pesquisa, são 13,7 milhões de desempregados - pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias; 6,2 milhões de subocupados - pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais; 7,8 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial) - grupo que inclui 4,6 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,2 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.



