ESTADOS UNIDOS E IRÃ DEVEM FECHAR ACORDO EM BREVE

WASHINGTON, DC - APRIL 30: (CHINA OUT, SOUTH KOREA OUT) U.S. President Donald Trump speaks during a joint press conference with Nigerian President Muhammadu Buhari at the Rose Garden at the White House April 30, 2018 in Washington, DC. The two leaders also met in the Oval Office to discuss a range of bilateral issues earlier in the day. (Photo by The Asahi Shimbun via Getty Images) - Foto: The Asahi ShimbunO presidente americano, Donald Trump, ameaça "desmantelar" o acordo nuclear com o Irã. Mas, antes de tomar a sua decisão nesta semana, tem à disposição uma série de opções mais ou menos drásticas, das quais depende o destino do pacto de 2015. Em outubro, Trump se negou a "certificar" que o "plano de ação" firmado entre Irã e as principais potências do mundo - Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha - era coerente com os interesses de segurança nacional, embora os inspetores internacionais acreditem que Teerã esteja respeitando seus compromissos, dirigidos a evitar que consiga uma bomba atômica. Mas esta falta de certificação se manteve simbólica e sua decisão pode ter implicações mais concretas.
Em troca dos compromissos assumidos por Teerã, Washington suspendeu suas sanções relacionadas com o programa nuclear iraniano. Mas a lei americana requer que o presidente se pronuncie sobre a renovação desta suspensão a cada 120 ou 180 dias, de acordo com os tipos de medidas punitivas. No sábado (12) vence a suspensão de algumas sanções, dirigidas contra o Banco Central iraniano e a renda petroleira de Teerã. Contudo, a retirada de grande parte das sanções permanece vigente até meados de julho, o que dá várias possibilidades a Trump.
Esta é a hipótese menos provável, já que Trump parece ter intenções de se manter firme. Mas se quiser dar uma oportunidade à iniciativa francesa de um "novo acordo" com o Irã, poderia adiar o ultimato, ao menos até o prazo de meados de julho. Trump também pode restabelecer todas as sanções retiradas no âmbito do acordo e, inclusive, acrescentar novas. Seria uma forma de "destruir" o texto, provavelmente empurrando o Irã a se considerar desligado de seus compromissos.



