ENTREVISTAS

DAYANE PIMENTEL – DEPUTADA FEDERAL ELEITA PELO PSL
DAYANE PIMENTEL - DEPUTADA FEDERAL ELEITA PELO PSL

BE- Segundo informações da Tribuna da Bahia Bolsonaro pode colocar um político de grande expressão na Bahia no comando do PSL. Existe a possibilidade do PSL trocar de presidente na Bahia e colocar uma figura conhecida?

DP – Bolsonaro conhece todos os políticos baianos, trabalhou com muitos em Brasília e sabe do perfil de cada um. Quando eu era apenas uma cidadã comum fui a escolhida por ele para lhe representar na Bahia, agora eleita a deputada federal mais votada dessas eleições, na Bahia, uma política formada pelo próprio Bolsonaro, essa troca só existe na cabeça dos especuladores.

BE- A sua eleição como a deputada federal mais votada da Bahia foi uma surpresa visto que o estado tem em sua grande maioria apoio ao governo do estado que tem o PT no comando. A que a senhoria atribui essa votação expressiva no estado?

DP – Atribuo a Bolsonaro, que me trouxe para a política, a todos os eleitores que anseiam a mudança e a mim também, pois realizei um trabalho com muita dedicação, consegui conscientizar e entusiasmar milhares de brasileiros nesse processo de mudança política.

BE- O candidato derrotado nas últimas eleições o Irmão Lazaro afirmou que pensa em ser candidato a prefeitura de feira nas próximas eleições. Ele foi um defensor da campanha de Bolsonaro na Bahia. A senhora vai apoiar o nome de Lazaro na prefeitura de Feira ?

DP – Estou totalmente voltada para minha função (legislar). Quero ajudar Bolsonaro a consertar muitas coisas em nosso país. Analisarei, com calma, as eleições de 2020 para ofertar a minha opinião de forma que venha contribuir com o povo feirense e não com político A ou B.

BE- A rejeição de Bolsonaro no Nordeste chega a 57% segundo pesquisa datafolha. Como trabalhar essa questão no segundo turno para que ele cresça na região? 

DP – A diferença entre Bolsonaro e Haddad na Bahia já é mínima e iremos passar os petistas. Entendemos que somos a primeira opção aqui no estado. Os baianos estão com vontade de mudança e sabem que Haddad não nos representa. O Nordeste segue esse mesmo ritmo.

BE- Qual será a principal bandeira da Bahia que a senhora vai defender em Brasília?

DP – Não podemos mais priorizar determinada área entre tantas que são  essenciais. Vou trabalhar para garantir melhor Educação, mais geração de empregos, Segurança efetiva, mais dignidade na Saúde e investimentos na infraestrutura. É o mínimo que um governo pode oferecer.

BE- Como a senhora analisa a composição da câmara federal formada nas últimas eleições?

DP – Entramos, o PSL, com uma bancada extensa, renovada e com vontade de mudar o Brasil para melhor. Minhas expectativas são boas, teremos muito trabalho, claro, mas temos também muita disposição!

BE- Como a senhora analisa o segundo turno das eleições com Bolsonaro vencendo em cinco estados e Haddad no Nordeste ?

DP – Mesmo o Nordeste, região onde nosso povo vivenciou o assistencialismo perversamente, trabalhado pelos discursos imorais da esquerda, vejo que o nordestino está cada dia mais apto a discutir e fazer política de forma inovadora e consciente. Tenho certeza que o nosso amado e rico Nordeste será um marco nessas eleições, ajudando a garantir a vitória de Bolsonaro.

HENRIQUE MEIRELLES – CANDIDATO A PRESIDÊNCIA E EX-MINISTRO DA FAZENDA
HENRIQUE MEIRELLES - CANDIDATO A PRESIDÊNCIA E EX-MINISTRO DA FAZENDA

Henrique Meirelles (MDB) disse que ficará “independente” no 2.º turno da campanha entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Candidato derrotado à Presidência, ele abriu um sorriso, no entanto, quando soube que seu slogan “Chama o Meirelles” já foi transformado em “Chama o Bolsonaro”. “Podem me imitar à vontade”, afirmou o ex-ministro da Fazenda. Apesar de ter obtido apenas 1,2% dos votos, Meirelles disse que não se arrepende de nada. Seu plano, agora, é montar um canal digital para divulgar propostas para o País. Ele será uma espécie de “youtuber”.

ESP- Quem o sr. vai apoiar no segundo turno da eleição presidencial?

HM- A minha posição é de independência e de avaliação sobre o que os candidatos, de fato, pretendem fazer.

ESP- Com qual programa econômico o sr. se identifica mais?

HM- Depende de saber qual é. O programa do Haddad é o que está no plano de governo do PT ou o que foi o Lula no primeiro mandato? Se for o Lula 1, foi um bom governo do ponto de vista econômico. Se for o que foi a Dilma, é péssimo, um desastre. Do lado do Bolsonaro, se for o que está dito pelos economistas liberais, é um bom plano. Agora, se for produto mais direto do que o candidato tem dito, algumas vezes com conteúdo estatizante, aí é mais questionável.

ESP- Isso quer dizer que, dependendo do programa, o sr. pode ir para um lado ou outro?

HM- Como estamos em pleno curso da campanha do segundo turno, considero mais provável que isso só fique claro depois das eleições.

ESP- O publicitário Elsinho Mouco, que colaborou com sua campanha, lançou o slogan “Chama o Bolsonaro”. Como o sr. viu isso?

HM- Ótimo. Podem me imitar à vontade. Fico honrado.

ESP- Seria ministro novamente?

HM- Decisão não é como peru que morre na véspera. Dependendo de quem for eleito, se esse alguém me convidar para alguma coisa, vou analisar qual é o programa e a proposta.

ESP- Haddad disse que, se eleito, não terá um banqueiro no governo.

HM- É o embate político dele com Bolsonaro, por causa do Paulo Guedes (guru econômico do candidato do PSL).

ESP- O sr. parece ter gostado da política. Disputaria outra eleição?

HM- No momento, não tenho esses planos. A minha primeira medida concreta será a criação de um canal digital no qual vamos veicular conteúdos, com uma série de especialistas de diversas áreas para falar com todo esse público. Nas pesquisas que fiz, saí com boa imagem da eleição. Isso, de fato, me dá uma possibilidade muito grande de influenciar o debate.

ESP- E o que faltou para o voto?

HM- Vivemos um momento muito peculiar em que houve uma polarização muito grande. Houve um movimento de grande preocupação com segurança e aumento do sentimento de indignação. Houve um tsunami em direção aos extremos. Na minha campanha, eu disse com clareza: “Posso perder o seu voto, mas espero ganhar o seu respeito”. Isso eu consegui. Agora, talvez a verdade não tenha ganho voto.

ESP- Foi a Operação Lava Jato que influenciou esse quadro?

HM- Várias coisas influenciaram. Em primeiro lugar, a renda per capita, durante essa crise, caiu 9%. É brutal isso. Ao mesmo tempo, tivemos inflação alta, o que gerou um sentimento de revolta. Depois, tivemos todos esses episódios de denúncias. A eleição foi muito impulsionada pela indignação. Eu fiz até uma peça de propaganda, mostrando um motorista de ônibus dirigindo com venda nos olhos. Dizia o seguinte: “Não vote cego pela indignação, use a indignação para votar certo”.

ESP- Mas por que o sr. foi abandonado pelo MDB na campanha?

HM- Não me senti abandonado. Tive apoio muito grande das principais lideranças regionais.

ESP- Os candidatos têm como cumprir o que estão prometendo, como a capitalização da Previdência e o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda?

HM- Não há dúvida de que o regime de capitalização cria um problema. O maior problema de fazer isso é o grande déficit dos já aposentados. Se todos os que vão contribuir para o futuro deixam de pagar o custo dos aposentados que não têm a capitalização, esse recurso vai sair de onde? A Lei da Responsabilidade Fiscal obriga a definir fonte de recursos.

ESP- Qual a primeira medida que o futuro presidente deve tomar na área econômica?

HM- Promover o equilíbrio fiscal. É insustentável a presente situação. Precisamos ter um programa de eliminação do déficit primário num espaço de tempo realista, de três anos. E o equilíbrio fiscal passa pela reforma da Previdência. Não adianta tentar fazer mágica. São duas reformas fundamentais, a da Previdência e a tributária. Depois, há toda aquela série de medidas para aumentar a produtividade da economia. Segurança, educação e saúde vêm como consequência.

ESP- O sr. se arrepende de ter gasto tanto dinheiro (R$ 53,2 milhões) na campanha?

HM- Não me arrependo de nada.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

GUILHERME AFIF DOMINGOS – PRESIDENTE DO SEBRAE
GUILHERME AFIF DOMINGOS - PRESIDENTE DO SEBRAE

ESP – Candidatos ao Palácio do Planalto têm falado em revisão do Sistema S (que inclui nove instituições, entre elas Sebrae, Senai, Sesi e Sesc).

GD – Não são os candidatos, são os economistas. Persio Arida, da candidatura Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Guedes, de Jair Bolsonaro (PSL), Marcos Lisboa (citado por ele como um possível colaborador de Fernando Haddad, do PT)… Eles são economistas com a visão financeira. Querem mexer na contribuição ao Sistema S e mexer no Simples. Falam, mentirosamente, que o Simples é uma renúncia tributária.

ESP- Mas está nos dados oficiais da Receita o valor da renúncia.

GD – É uma premissa falsa a de que o Simples tem o maior limite (de adesão) do mundo. Nos outros países, o ambiente de negócios não é hostil. Não é esse massacre que nós temos. A empresa fora do Simples não sobrevive ao manicômio tributário. O que se tem é uma pressão de voracidade fiscal total.

ESP- Há uma pressão para reduzir os repasses do Sistema e mudar o Simples.

GD – Diante dessa realidade, vai ter uma bruta mobilização nossa, porque temos uma rede no Brasil inteiro para defender o nosso objeto, que é o Simples. Vamos nos armar com unhas e dentes. Para nós, o Simples é nossa linha de defesa. Se eles apresentarem um sistema tributário fantástico vamos rever o Simples, criar condições para o crescimento dentro do regime único. Temos de sentar à mesa, não posso adiantar. Ainda depende de um debate grande.

ESP- O que o Sebrae propõe para o Simples?

GD – Conseguimos travar um limite de R$ 3,6 milhões de faturamento anual para o ICMS e de R$ 4,8 milhões para os tributos da Receita. A ideia é juntar tudo num limite de R$ 4,8 milhões.

ESP- O sr. quer subir mais? O Brasil vai virar um país de micro e pequenas empresas?

GD – Já é. Nós somos 98% dos empregos e das empresas.

ESP- Depois da MP que retirou recursos do Sebrae para os museus, o sr. tem dito que o Sebrae é diferente do Sistema S. Por quê?

GD – O Sebrae é genericamente colocado como sistema S. Mas o sistema S foi originado de federações sindicais. O Sebrae foi criado como serviço social autônomo à semelhança do sistema das entidades sindicais, mas ele é excêntrico. Os demais têm uma administração vertical, sindical. O Sebrae não é assim.

ESP- Onde o sr. quer chegar?

GD- Vou direto ao ponto. A caixa preta é a administração de recursos do imposto sindical, protegido pela Constituição.

ESP- O sr. está falando das demais entidades do Sistema S?

GD – Das demais. Às vezes, misturava a conta do Sistema S com sindicato. Por isso, os trabalhadores estão bravos, porque cortaram o imposto sindical. Os sindicatos dizem ‘vocês cortaram nossa contribuição sindical’, mas eles continuam tendo acesso e gestão no Sistema S porque eles têm taxa de administração de sistema. E esses recursos do sindicato não têm auditoria por proteção constitucional. O Sebrae é inteirinho auditado pelo Tribunal de Contas, a CGU (Controladoria-Geral da União).

ESP- As demais entidades argumentam que também são auditadas.

GD – O Sistema S. O sindicato (patronal) não. E na hora que passa uma taxa de administração para o sindicato ele não responde. Não tem auditoria de sindicato. O Sebrae tem todas as auditorias.

ESP – Ter auditoria não significa ser transparente…

GD – É transparente. Está tudo no portal. Temos, sim, recursos, mas fazemos provisão. Temos R$ 2,4 bilhões no mercado financeiro e R$ 850 milhões para o fundo de aval e que garante cerca de R$ 5 bilhões em operações. E tem R$ 600 milhões de compromisso orçamentário para atender o governo, porque, com o teto de gastos, a Receita Federal ficou sem dinheiro para desenvolver projetos. São R$ 200 milhões para desenvolver a nota fiscal eletrônica para municípios, o E-Social. E mais R$ 400 milhões para o Turismo nos próximos quatro anos. Também temos de ter 20% em tesouraria, como reserva.

As entrevista foi realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

 

CLAUDIO TINOCO – SECRETÁRIO DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE SALVADOR
CLAUDIO TINOCO - SECRETÁRIO DE CULTURA DO MUNICÍPIO DE SALVADOR

BE- Qual a expectativa para o crescimento da movimentação financeira do turismo com a construção do novo centro de convenções?

CT- A nossa expectativa é de recuperar pelo menos algo em torno de R$ 700 milhões, por ano, com a realização de eventos que voltarão a acontecer na cidade, principalmente na área de negócios. Salvador já perdeu R$ 2 bilhões, segundo o trade turístico, após ter o antigo Centro de Convenções, administrado pelo governo do estado, fechado.

BE – A aquisição da área para construção do centro foi alvo de um processo judicial. Existe a possibilidade da justiça reaver a área para a iniciativa privada? 

CT- Não trabalhamos com essa hipótese, sobretudo depois da decisão do Presidente do Tribunal de Justiça, que derrubou a liminar concedida em primeira instância e autorizou a contratação e início imediato das obras de construção do Centro de Convenções de Salvador, que estão a pleno vapor.

BE – A secretaria já tem algum evento programado para o novo centro. Como está esse processo?

CT- A Secretaria, juntamente com a Salvador Destination, vem trabalhando fortemente para a atrair eventos, congressos, feiras e convenções de médio e grande portes, através das entidades nacionais e internacionais promotoras. Já temos 12 congressos nacionais apalavrados e mais 18 com a possibilidade de confirmação a partir de 2020. Esse trabalho de atração de eventos vai ser intensificado a partir da contratação da empresa gestora do CCS, que deverá ocorrer no início do próximo ano.

BE – O trade turístico tem reclamado muito da falta de divulgação do governo do estado. Segundo o trade, durante a novela segundo sol da rede globo era preciso que se tivesse uma inserção maior de vídeo na TV e rádio em outros estados para convidar as pessoas para virem para cá. Como o secretario avalia esse processo?  

CT- Concordo com a falta de promoção eficiente e de melhor resultado da Bahia. Simplesmente participar de feiras de turismo não é mais suficiente para projetar o destino Bahia. É preciso investir inteligentemente na ativação de outras formas de promoção, principalmente através do marketing digital. A novela mostra claramente que Salvador concentra boa parte dos atrativos e ícones do patrimônio e da cultura baiana e isso deve ser reconhecido pelo governo. Mas não vamos ficar nos lamentando. Hoje, a Prefeitura tem um planejamento bem estruturado e possui ferramentas e orçamento próprios para investir na promoção de Salvador.

BE – Quais as novidades que a Secult vai trazer para o turismo durante o verão?

 CT- Estamos finalizando e vamos lançar nos próximos dias duas webséries – Cozinha Raiz e Salvador Fashion Race, respectivamente, de gastronomia e moda, que serão reproduzidas no canal oficial de Salvador no YouTube (youtube.com/salvador). Na Casa Salvador, vamos intensificar o projeto Nosso Som de fomento a novos talentos da música e o projeto Trip dos youtubers, com os influenciadores digitais visitando a cidade e dando sua visão dos nossos atrativos. Teremos uma programação especial para a Casa do Carnaval, com um novo lançamento a cada mês. E vamos ter uma nova edição do Pelourinho Dia & Noite para aquecer a programação cultural do Centro Histórico.

MÔNICA BAHIA (PSDB) VICE NA CHAPA DE ZÉ RONALDO
MÔNICA BAHIA (PSDB) VICE NA CHAPA DE ZÉ RONALDO

A candidata a vice-governadora na chapa de Zé Ronaldo (DEM), a médica Mônica Bahia (PSDB), tem o perfil de uma mulher forte, de opiniões contundentes. Pode-se discordar da candidata, mas dificilmente alguém passa incólume à força dos seus argumentos, exposta em frases curtas, objetivas, sem muita divagação. Mônica vai direto ao ponto: “Nós vivemos num dos estados onde menos se investe em saúde”, prosseguindo com uma das principais críticas da oposição ao governo Rui Costa (PT): a fila da regulação.

Quando o assunto é a violência urbana, Mônica igualmente não segue o roteiro tradicional dos candidatos de evitar a polêmicas – ela é favor da revogação do estatuto do desarmamento, e embasa tal opinião em critérios, citando os determinantes presentes no Projeto de Lei que preveem que, para ter direito ao porte de arma, o cidadão deva cumprir determinados pré-requisitos, como treinamento e avaliação psicológica. Porém, essa medida está longe de ser tomada como algo isolado no combate á violência. A questão, como Mônica Bahia considera, é muito mais complexa.

BE – Candidata, a sua presença na chapa de Zé Ronaldo (DEM) tem sido questionada  em ação na Justiça Eleitoral, referente a uma suposta perda de prazo. Como tem lidado com a situação?

A jurisprudência está do nosso lado. Não houve perda de prazo. Os nossos advogados estão acompanhando o assunto e estamos tranquilos.

BE – A questão da segurança pública tem sido recorrente nos debates da campanha. Uma das questões sobre o assunto tem sido a questão da revogação do estatuto do desarmamento, perspectiva à qual a senhora é favorável. 

A Bahia é o estado onde mais se mata no Brasil, em 2016 houve esse estudo e a Bahia foi o estado no qual houve mais homicídios, em 2017 a situação se repetiu. É uma situação de intensa violência. O Brasil é um dos países mais violentos do mundo. O problema da violência é um problema multifatorial e resolver essa questão é uma situação complexa. Não se resolve apenas com uma única ação isolada.

BE – Os defensores da revogação do estatuto do desarmamento têm sido estigmatização sob a alegação de que defendem que bastaria entregar uma arma a cada pessoa como forma de lidar com a questão da violência.

Em nenhum momento foi dito nem por mim nem por ninguém que defenda a revogação do estatuto do desarmamento que simplesmente armar a população seja a solução.

BE – Então, qual o caminho para a solução do problema. Como podemos lidar com a questão?

A solução é múltipla. Trata-se de aumentar contingente policial, investir em inteligência, tomar conta das fronteiras, diminuir a sensação de impunidade, revendo nossas leis. A gente não pode viver num país no qual 90% dos homicídios não são elucidados. E ter uma arma, ou, melhor, ter o direito ao uso de uma arma, o que não é uma obrigação, é a nossa última fronteira de defesa. Quando o estado falha, eu quero ter a minha possibilidade de me defender. Porém, isso é uma coisa voluntária, tem quem quer, e, lógico, tem que haver critérios. O PL do Peninha [refere-se ao PL 3722, do deputado Rogério Peninha Mendonça – PMDB/SC]  determina tais critérios. Você não pode ter ficha criminal, não pode estar sendo investigado por nenhum crime, tem idade mínima, avaliação psicológica e treinamento. Os melhores estudos do mundo mostram que o cidadão de bem armado, mas qualificado e treinado, cria uma ação de inibição da criminalidade e mulheres, também, armadas, diminuem o número de estupros.

BE – A saúde tem sido um aspecto igualmente questionado pela chapa de Zé Ronaldo, com especial ênfase sua, que é médica, e, portanto, lida com o tema no seu cotidiano. 

Nós vivemos num dos estados onde menos se investe em saúde. São apenas os 12% obrigatórios pela constituição e isso é insuficiente. Nós tivemos uma redução de mais de três mil leitos nos últimos anos, num momento em que a população cresceu e empobreceu, pois vivemos num dos estados de maior desemprego no país e todas essas pessoas desaguaram no sistema público, pois perderam seus convênios ou não conseguiram mais pagar seus planos de saúde. E o que acontece? – houve uma desestruturação da assistência à saúde nas cidades do interior. Isso é visto muito claramente nas nossas viagens de campanha, em como a saúde do interior está desassistida. Isso fez com que as pessoas, no sistema de regulação, que é a solicitação de transferência para unidades hospitalares com tratamento mais adequado ou consultas com especialistas, simplesmente essas  pessoas ficaram retidas. Além do que o sistema de regulação não tem a transparência que deveria ter. O que nós pretendemos, se o povo achar que nós devemos ganhar, é fazer um estudo técnico do que fica mais represado, de quais especialidades têm mais problemas e vamos ver a ampliação dos leitos, reestruturar a assistência à saúde no interior, investindo nas santas casas e nos hospitais que já existem, melhorando a qualidade.  Tem muito a se fazer. No dia-dia nós vemos falta de exames, falta de material, equipes incompletas em várias unidades. Tem muito para ser feito. Temos muito trabalho a fazer e gostaríamos que a população nos desse essa oportunidade.

ROBERTO DURAN – PRESIDENTE DA SALVADOR DESTINATION
ROBERTO DURAN - PRESIDENTE DA SALVADOR DESTINATION

BE- O Centro de convenções da Bahia teve sua ordem de serviço assinada na ultima semana. O projeto deve ficar pronto em 2019. Qual a expectativa do setor turístico para o novo equipamento? 

RD – Ele será um divisor de aguas para o setor do turismo, tendo um impacto maior,  claro, no turismo de negocio, o qual vinha há  5 anos sem infra estrutura para alavancar o segmento, visto que um Centro de Convenções de grande porte é o principal indutor do destino neste seguimento, inclusive para os demais pequenos centros instalados nos hotéis.

BE – O governo do estado continua tramitando internamente o processo de licitação para o Centro de Convenções da paralela, que terá um grande complexo com hospitais e áreas de lazer. A previsão é de uma licitação até dezembro. O senhor acredita que esse projeto possa sair do papel?

RD – Gostaríamos muito de acreditar, porém já passamos da fase de promessas, embora continuamos na esperança de um dia termos um outro grande Centro de Convenções, visto que nossa Cidade tem potencial para termos mais de dois equipamentos e de porte muito maior.

BE- A Área do antigo Centro de Convenções ainda continua sendo alvo de um processo na justiça. O Trade já chegou a dizer que o melhor lugar para o Centro seria onde ele estava. A escolha da prefeitura para região do aeroclube agrada o trade?

RD – Sem sombra de duvida aquela região, além de ser geograficamente equidistante de todo parque hoteleiro de Salvador, ao longo dos 37 anos de funcionamento do antigo centro de convenções se estruturou com um conjunto de serviço para esta atividade, tornando esta localização a mais apropriada para a construção do novo Centro de Convenções.

BE- O Trade já começou as negociações para atração de eventos para o novo equipamento? Como está esse processo? 

RD – Sim, claro, desde o ano passado a Salvador Destination vem encabeçando este processo, buscando atrair congressos, feiras e convenções de medio e grande porte. Iniciamos o processo de captação com entidades e formadores de opinião regionais, avançamos este ano para os nacionais e já estamos implementando as ações para as grandes entidades internacionais e mundiais. Temos  apalavrado 12 congressos nacionais e internacionais para o novo equipamento, com possibilidade de outros 18 serem concretizados a partir de 2020.

BE- A Bahia tem um potencial grande de atração de negócios turísticos. Uma das regiões que mais tem a capacidade é a região sul e toda sua história e ligação com o cacau e o chocolate. Recentemente a região recebeu um mega evento do chocolate. Quais ações deveriam ser tomadas para o turismo de negócio se dissipar por toda Bahia?

RD – O primeiro passo a ser dado é o governo ter vontade politica em desenvolver esta atividade econômica. Se este passo for ultrapassado e o governador realmente demonstrar tal interesse é só trabalhar, visto que  qualificação e beleza naturais ja temos, faltando apenas a infra estrutura crucial para implementação desta atividade em condições de concorrer como o resto do mundo.

LÍDICE DA MATA – CANDIDATA A DEPUTADA FEDERAL PELO PSB
LÍDICE DA MATA - CANDIDATA A DEPUTADA FEDERAL PELO PSB

BE – Candidata, O PSB nacional optou por não apoiar nenhum candidato ao cargo de presidente do Brasil, porém a senhora está ao lado de Rui que defende a candidatura de Lula/ Haddad. A legenda vai seguir o curso da chapa e apoiar Haddad na Bahia?

LD- A tendência natural é essa, pois entendemos que o presidente Lula foi o único na história do Brasil a valorizar o Nordeste. Aqui na Bahia, ganhamos novas universidades federais, novos Institutos Federais de Educação, o povo teve acesso à comida e houve uma série de investimentos em áreas estratégicas, gerando emprego e renda para a população. Diante disso, devemos marchar juntos.

BE – Candidata, os números das pesquisas apontam que o candidato ao senado Ângelo Coronel não tem conseguido crescer nas intenções de voto. A falta de apoio do PSB a candidatura do PSD ao senado pode ser um dos fatores que levam aos números do presidente da Alba nas pesquisas?

LD – O PSB apoia a majoritária do governador Rui Costa. Os nossos deputados estaduais votam com a chapa e o nosso material de campanha tem o time completo, mas eu não posso garantir que todos os candidatos apoiem a chapa completa.

BE – Como a senhora avalia os primeiros números de intenções de voto ao governo do estado que apontam uma larga vantagem ao governador Rui Costa?

LD- Acredito que ele vai ter muito mais do que dizem as pesquisas. O governador Rui Costa fez uma excelente gestão, mesmo com todo o boicote do presidente da República e de seus aliados aqui na Bahia, que seguraram as verbas e impediram Rui de fazer muito mais. As intenções de voto são o reconhecimento ao trabalho que ele tem feito, sem perseguições e com muita dedicação ao povo da Bahia.

ENTREVISTA COM JUTHAY JR. – CANDIDATO AO SENADO PELO PSDB
ENTREVISTA COM JUTHAY JR. - CANDIDATO AO SENADO PELO PSDB

Por João Paulo Almeida

BE- Candidato como o senhor avalia a questão da montagem da chapinha que contempla PTB, PPL SD e PSC dentro da chapa de oposição ao governo? A chapinha enfraquece o candidato Zé Ronaldo?

JM- Essa foi uma decisão dos partidos, que visaram ter uma possibilidade maior de eleição dos seus candidatos a Deputado Federal. Eu considero normal a disputa, porém fui pego de surpresa, pois quando o PSC entrou na chapa com a colocação de Lázaro, eu imaginava que eles fariam parte do chapa que contempla a maioria dos partidos. Para esse é um assunto superado. Eu sempre resolvo as questões políticas olhando para sempre e para o objetivo maior de eleição. Vamos focar em sermos eleitos.

BE- A desistência da vida pública de Gualberto pode prejudicar a legenda nas eleições? Ele ainda vai fazer campanha para o senhor?

JM- Gualberto não desistiu da vida pública. Ele não quis sair candidato nessa eleição. Eu ainda conto com ele como presidente do PSDB Bahia. Então ele ainda apóia a candidatura de José Ronaldo e eu também tenho o apoio dele como candidato ao senado.

BE- O ex-presidente da assembleia legislativa comentou que existiria a possibilidade de esse ano serem eleitos dois senadores sendo um de cada coligação. Como o senhor avalia as pesquisas que apontam o ex-governador Jaques Wagner o seu companheiro de chapa Irmão Lazaro como eleitos? 

JM- Ninguém ganha eleição antes do voto. É preciso se entender que nossa candidatura vai crescer muito com a propaganda eleitoral gratuita. As pessoas ainda não sabem que eu sou candidato ao senado. Muita gente me encontra na rua e diz que eu sou candidato a Deputado Federal, onde tive mandato por oito vezes. Então a campanha e as pesquisas não estão aptas a traçar uma realidade. Ainda. Mas eu tenho certeza que nós vamos ser fortes quando a campanha começar no rádio e na televisão. As pessoas procuram candidatos que sejam ficha limpa, e que tenha bons projetos apresentados durante seu mandato. Eu tenho projetos como a proibição da propaganda de cigarros, como a lei do benefício continuado, dentre outros. Então, nós vamos crescer muito.

BE- Outro desafio para a oposição é o fato de que o candidato José Ronaldo é pouco conhecido em Salvador, o maior colégio eleitoral do estado. Como lidar com essa questão?

JM- José Ronaldo é uma pessoa muito bem vista nos locais que as pessoas conhecem ele. Eu posso dizer. Quem conhece Zé Ronaldo vota nele. O problema é que ele ainda não é conhecido. Mas vai ficar quando começar a propaganda eleitoral gratuita. A Bahia vai poder conhecer mais o candidato. Então eu tenho certeza que o eleitorado dele de Salvador vai crescer quando começar a propaganda

BE- Em relação à pesquisa IBOPE que coloca Lula na liderança das intenções de voto, como o senhor avalia essa questão?

JM- Eu sou advogado, com especialidade em direito eleitoral. Hoje, se o Tribunal Superior Eleitoral julgar o registro da candidatura de Lula vai indeferir seu registro. Ele está enquadrado na lei da ficha limpa e não pode ser candidato. Quem criou essa lei foi o governo dele mesmo. Então as pesquisas vão ter que entender que ele não pode ser candidato.

BE-Sobre as últimas pesquisas Geral Alckmin não aparece entre os candidatos que iriam para o segundo turno. O que o senhor poderia falar sobre os dados das pesquisas?

JM- Eu acredito que com o inicio da campanha de televisão Geraldo terá o tempo necessário para apresentar a população sua história, seus projetos e sua proposta para mudar o Brasil. Isso vai ser um fator decisivo para que a população conheça Geraldo Alckmin. Historicamente o tempo de rádio e televisão são decisivos para a escolha dos candidatos, então eu acredito muito num crescimento do Geraldo durante esse período de televisão e rádio.

BE- Em relação a questão politica nacional, as pesquisas apontam que o candidato de Lula e Jair Bolsonaro podem fazer um eventual segundo turno. De que lado o PSDB deve ficar nessa situação? Existe a possibilidade de apoio a um candidato apoiado por Lula? 

JM- Eu estou convencido que o Geraldo Alckmin irá para o segundo turno. A expectativa é que seja ou contra Bolsonaro ou contra o candidato de Lula. Porém não existe como se dizer hoje como vão acontecer as alianças no segundo turno. Eu acredito que o Geraldo chega em condições de chegar e ganhar as eleições. Mas não descarto nem comento nenhuma possibilidade de aliança num segundo turno.

BE- O Candidato do seu partido Geraldo Alckmin fez aliança com o grupo de partidos chamado Centrão, que tem uma grande quantidade de parlamentares envolvidos e investigados em esquema de corrupção. Essa aliança pode prejudicar o seu candidato a presidência?

JM- A aliança com o centrão se deu por uma coisa que eu chama de “ética da responsabilidade”. Geraldo escolheu nesse grupo de partido a melhor vice de todas que é a Ana Mélia. Uma mulher, integra e que representa a renovação na política. Outra questão é que o Geraldo se aliou com centrão para poder criar as condições de governar da melhor maneira possível. Era preciso ter tempo de campanha, ter apoio no congresso para se fazer as mudanças necessárias que o país precisa para crescer.

 

LIDICE BERMAN – PRODUTORA DO FESTIVAL HYPE
LIDICE BERMAN - PRODUTORA DO FESTIVAL HYPE

BE – Quais os principais desafios de sustentar uma loja colaborativa no Brasil?

LB- Os desafios sempre irão existir, em todos os tipos de lojas, o grande lance é saber vencer e superar os desafios através de soluções CRIATIVAS e que demandem de pouco investimento financeiro, pouca grana empregada naquilo. Mas, falando sobre a realidade das lojas colaborativas, os desafios estão muito ligadas ao tipo de parceria que você estabelece com a rede de empreendedores criativos. Eles são parte fundamental nesse processo.

BE- Existe algum incentivo fiscal do governo para quem tem esse projeto desenvolvido ou em desenvolvimento?

LB- Desconheço qualquer tipo de ação, seria ótimo se tivéssemos algo em desenvolvimento mesmo.

BE- A economia sustentável também é pauta no cenário politico atual. Existem alguns programas de governo que buscam incentivos para indústrias, que hoje são os maiores poluentes do mundo, investirem numa produção menos agressiva ao meio ambiente. O que a senhora poderia comentar a respeito?

LB- A nossa economia, a colaborativa e criativa, é feita por pessoas, para pessoas, feita através de histórias de vida, de amor pelo que se faz. A forma de produção é afetiva, muito mais consciente, a rede de negócios é voltada para trocas saudáveis e sustentáveis, se existisse qualquer tipo de ação ou programa de Governo, que fomentasse esse tipo de economia, certamente teríamos grandes números percentuais de sustentabilidade dos negócios. Dentro da programação das nossas feiras, procuramos sempre incentivar o que é produzido artesanalmente, o que utiliza soluções sustentáveis, os que realmente pensam em como contribuir para fazer a diferença no mundo e com isso o meio ambiente agradece!!!

BE – Me fala sobre o festival Hype que está sendo organizado por você. Qual a importância e expectativa do evento? 

LB – O Festival Hype é um projeto que nasceu do crescimento da feira coreto Hype. Foi pensado, foi gestado e está circulando pelas praças da nossa cidade com uma proposta leve, positiva e cheia de talentos, seja na área de música, na economia criativa e nas artes de uma forma geral. Onde passamos levamos o que amamos, o que acreditamos e o que faz o nosso coração palpitar de orgulho por esse projeto. Cada bairro é uma experiência nova, cada bairro com suas especificidades, com pessoas e culturas e desejos diferentes. O nosso Hype segue agora para São Tomé de Paripe, aquele lugar fenomenal, aquela atmosfera de casa na ilha, tudo ali bem pertinho de nois e poucas vezes prestigiado! Estamos felizes e prometemos uma ocupação cheia de inovação e positividade!

ENTREVISTA COM JOÃO HENRIQUE CARNEIRO – CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO
ENTREVISTA COM JOÃO HENRIQUE CARNEIRO - CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO

BE – Candidato um dos maiores problemas que a Bahia tem hoje é a questão da saúde. O sistema de regulação imposta pelo governo do estado não tem sido eficiente e as pessoas estão sofrendo muito nas filas. Qual a sua proposta para melhorar a saúde do estado?

JH- A saúde na Bahia precisa pensar de uma maneira diferente do que está acontecendo hoje. Nós vamos incentivar o investimento nos municípios em Programas Saúde da Família. Veja bem hoje em dias os hospitais e as Upas estão sobre lotadas de casos que poderiam ser evitados se as pessoas tivessem uma atenção básica através de programas de saúde preventivos. Através do governo federal, nós pretendemos criar programas para trazer a saúde básica direto para os municípios. Assim os hospitais públicos ficariam responsáveis apenas pelo atendimento de casos doenças mais graves de médio e grande porte. Hoje o estado tem um valor mínimo que deve ser investido em saúde que é 22%. Nós entendemos que esse valor, caso haja folga no orçamento deve ser ampliado. Mas se você observar, os estados estão tendo dificuldade até de aplicar esses 22%. A crise atingiu forte a arrecadação municipal e estadual. Então é preciso contar com o governo federal e ao lado do nosso candidato Jair Bolsonaro, que lidera todas as pesquisas nós vamos conseguir trazer todos os recursos necessários para a saúde da Bahia ter excelência.

BE- Candidato a oposição ao governador Rui Costa alega que nos quatro anos de governo Rui não inaugurou nenhuma escola nova. Além disso, existem equipamentos escolares que necessitam de reformas. Qual a sua proposta para melhorar a educação do estado?

JH- Esse tema educação é muito importante para a Bahia. Nós entendemos que a integração entre a gestão do governo na educação e a gestão militar deve acontecer. Nós valos militarizar a excelência do ensino militar na educação pública da Bahia. Esse termo militarização ele é muito complicado de ser dito. Nós não vamos transformar a escola num quartel. Queremos é trazer a excelência do ensino militar para o ensino público da Bahia. Um exemplo claro disso é que hoje não se ensina mais os princípios éticos e morais nas escolas publicas. Na minha época na década de 70 eu tinha disciplina de ética e moralidade na escola. Então esses conceitos do militarismo nós vamos trazer para educação. Precisamos formar mais pessoas de bens na escola. Valorizando o homem de bem. Outra questão é a valorização do professor. Na minha gestão como prefeito o professor municipal recebeu 150% de aumento em oito anos de governo. Eu entendo que a profissão de professor é uma das mais importantes do mundo. Eu não seria economista se não fosse meus professores. Na Irlanda, no Japão e muitos país os professores tem lugar de destaque na sociedade. Eu quero trazer isso para o Brasil. O professor tem que ter entusiasmo na hora de ir para sala de aula. Ele tem que se sentir valorizado. Essa é a questão da educação no estado e no país

BE- Candidato a segurança pública na Bahia é um dos assuntos mais questionados. O psol acredita que a desmilitarização da policia é a melhor solução para o combate a violência. Qual a sua proposta para segurança pública?

JH- A segurança pública no estado é um dos fatores mais preocupantes para os baianos. Pesquisa recente aponta que 45% dos baianos querem que a próxima gestão tenham como prioridade a segurança pública. Mais até que a questão do desemprego que tem aproximadamente 15%. A segurança pública tem causas e tem conseqüências e é preciso se entender esses processos de maneira clara. Nosso candidato a presidência Jair Bolsonaro tem esse entendimento. É preciso se investir na Inteligência da Policia. É preciso se ter ação de curto prazo, como instalação de câmaras de segurança para inibir cada vez mais os bandidos de abordarem a população. Transformar a cidade e os municípios num verdadeiro big brother de segurança. Utilizar mais o centro de inteligência do exercito brasileiro. Não estou falando para colocar o exercito para combater o crime. Eu quero é utilizar a inteligência do exercito que é muito boa, para ajudar a população a se sentir mais segura.

BE- Candidato o governo do estado anunciou um grande investimento na área de mobilidade Urbana. O metrô de Salvador é um deles. Porém, a integração proposta pelo governo do estado segundo as concessionárias está dando prejuízo ao sistema. Como o senhor pretende lidar com essa questão?

JH- Essa questão de valores de integração entre metrô e ônibus eu não sei dizer direito como está pois estava trabalhando no setor privado e agora voltando para a vida pública. Mas o que eu posso garantir em termos de mobilidade urbana é que a integração tem que acontecer. Nós não temos mais como garantir um fluxo de pessoas como Salvador se locomovendo sem a integração, Ônibus e metrô. Eu estudei economia no Canadá e no tempo eu pegava quatro conduções todos os dias e pagava uma passagem. Esse é o correto nos grandes países e vai continuar em Salvador quando eu for governador. Em relação ao valor da tarifa o que eu posso falar é que Salvador não pode ter como base as tarifas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro. Nordeste é uma coisa e Centro Sul é outra. Nós vivemos num estado pobre. Essa é a questão. Então o valor da tarifa tem que ser acessível a população. Nós não vamos tolerar que essa tarifa seja acima da capacidade de compra da população. Vamos sentar com as concessionárias e achar um termo para que as empresas possam recuperar os investimentos feitos. Vamos achar uma solução, que pode ser um ajuste no tempo de concessão, dentre outras alternativas. Mas a tarifa tem que ser acessível para população.

BE- A falta do centro de convenções é um problema gravíssimo para o turismo do estado. A prefeitura anunciou um equipamento e o governo tem um projeto de outro no parque de exposições. Na sua gestão o governo do estado vai construir um equipamento?  

JH- Nós vamos procurar a via que seja mais rápida. Veja bem. O importante é Salvador não ficar mais um Centro de Convenções. Esse é um absurdo dos absurdos. Estamos perdendo congressos e eventos para outras capitais do Nordeste. Não podemos continuar assim. O turismo chamado turismo de negócios na Bahia está sofrendo. A falta desses eventos faz a economia sofrer. O turista vem para o congresso de uma semana. Gera emprego, o taxista fica feliz por que ele anda de táxi e de Uber. O dono do restaurante fica Feliz por que ele lota seu estabelecimento. Sem falar na publicidade da cidade. O turista de negócio fala bem de Salvador os congressos voltam no ano seguinte e no seguinte e a capital acaba ficando na rota desses eventos o que é muito bom para economia e para o turismo. Vários outros setores da economia são beneficiados com esses congressos. A prefeitura anunciou um Centro de Convenções também. Mas será que eles vão fazer mesmo ou é só questão política envolvida? Vamos resolver a questão da maneira mais rápida possível. Isso quando eu for governador também será prioridade.