GEDDEL, LÚCIO VIEIRA LIMA E MÃE SÃO DENUNCIADOS POR PECULATO

GEDDEL, LÚCIO VIEIRA LIMA E MÃE SÃO DENUNCIADOS POR PECULATO

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou o deputado federal Lúcio Vieira Lima, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, a mãe dos dois políticos, Marluce Vieira Lima, e outras cinco pessoas pelo crime de peculato. Relatório da Polícia Federal concluído no início de novembro mostra que os Vieira Lima cometeram o crime ao pagarem empregados domésticos com verbas da Câmara dos Deputados. A denúncia foi protocolada pela chefe do Ministério Público Federal ontem, e mostra que, somados, os valores desviados ultrapassam R$ 5,2 milhões. Além de Geddel, Lúcio e Marluce, foram denunciados o irmão dos políticos, Afrísio de Souza Vieira Lima Filho, Valério Sampaio Sousa Júnior, Cláudia Ribeiro Santana, Milene Pena Miranda Santana e Paulo Cezar Batista de Melo e Silva.

“Muitos assessores trabalhavam para suprir os interesses domésticos, pessoais e dos negócios particulares de membros da família Vieira Lima. Dirigiam os dois carros privados (nunca viaturas, ou carros alugados com verba parlamentar); transportavam filhos e esposas no dia a dia; iam ao mercado, faziam compras; organizavam as contas do posto de gasolina da família; faziam contabilidade dos negócios agropecuários; cuidavam da saúde do pai doente, Afrísio Vieira Lima, nos últimos dias de vida, e também de Marluce, pessoa idosa. Foram, portanto, empregados domésticos pagos com dinheiro público”, diz Raquel Dodge.

No documento, Raquel Dodge pediu que os acusados respondam por peculato com pena acrescida pela quantidade de vezes em que o crime foi praticado. Lúcio praticou o crime de peculato 520 vezes, de acordo com o MPF. A procuradora-geral também requereu que os envolvidos sejam obrigados a ressarcir os cofres públicos por danos materiais e que o valor seja corrigido desde a data do recebimento indevido e que paguem indenização por danos morais em valor equivalente ao dobro do total desviado. Por fim, a procuradora-geral pediu que seja decretada a perda da função pública dos acusados que ocupam cargo ou emprego público ou mandato eletivo.

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