SECRETÁRIO DO TESOURO PEDE APROVAÇÃO DA PREVIDÊNCIA

SECRETÁRIO DO TESOURO PEDE APROVAÇÃO DA PREVIDÊNCIA

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que continua no cargo no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), disse nesta quinta-feira, 22, em evento do BTG Pactual que, sem a reforma da Previdência, não há ajuste fiscal. Já se o texto passar no Congresso e Bolsonaro conseguir avançar com sua agenda, incluindo medidas para melhorar o ambiente de negócios, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil pode crescer acima de 3% ao ano. Mansueto ressaltou que medidas aprovadas pelo governo de Michel Temer, como a que fixa um teto para a alta dos gastos públicos, fazem com que o novo governo já comece tendo que fazer um ajuste fiscal, ou vai precisar burlar as regras. O teto, disse ele, dá mais realidade ao Orçamento Federal, pois já fixa um limite para a alta da despesa no próximo ano.

Historicamente no Brasil, disse Mansueto, sempre se tentou fazer o ajuste fiscal pelo lado da carga tributária, elevando impostos. O governo Temer, dada a elevada carga tributária, tentou fazer pelo lado da despesa, com corte de gastos. Mas este tipo de ajuste é gradual e, ressaltou o secretário, o mercado aceita este gradualismo. O secretário do Tesouro mencionou que a dívida pública bruta do Brasil em relação ao PIB é quase o dobre da média de emergentes. Além disso, 90% dos gastos do Orçamento são rígidos, ou seja, são atreladas a leis e, por isso, são difíceis de serem reduzidas. Ao defender a reforma da Previdência, Mansueto disse que o Brasil gasta hoje com aposentadorias e pensões o mesmo que países ricos como o Japão. Além disso, a população brasileira está envelhecendo rapidamente.

Mansueto disse que um dos objetivos de ter ficado no Tesouro no governo de Bolsonaro é tentar melhorar a comunicação da entidade com a sociedade. “É preciso melhorar a transmissão de dados para a sociedade”, disse ele, ressaltando que, sem isso, a população não entende a urgência e a necessidade de reformas, como a da Previdência.

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