SALVADOR TEM O DEVER EXALTAR REVOLTA DOS BÚZIOS, DIZ HILTON

SALVADOR TEM O DEVER EXALTAR REVOLTA DOS BÚZIOS, DIZ HILTON

O vereador e deputado estadual eleito, Hilton Coelho (PSOL), prestou homenagem pela passagem dos  219 anos da Revolta dos Búzios. Em nota enviada á imprensa, o edil afirma:

 “Salvador, a capital da resistência, tem o dever de lembrar, exaltar as lutas em defesa da democracia, da liberdade, do combate ao racismo que está cravada nas ruas e nas nossas praças, a exemplo da Praça da Piedade onde encontramos os bustos dos alfaiates Manuel Faustino e João de Deus e dos soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas, enforcados em 8 de novembro de 1799 na Revolta dos Búzios. São heróis que a população da Bahia em geral e de Salvador, em especial, precisa exaltar”.

A Revolta dos Búzios, também conhecida como Revolta dos Alfaiates ou Conjuração Baiana, teve início no dia 12 de agosto de 1798. A Revolta dos Búzios foi formada por pessoas de várias etnias e classes sociais, desde escravizados, negros livres, soldados, oficiais militares, sapateiros, comerciantes, padres, etc.

“O movimento teve um caráter de raça e classe. Os revoltosos foram sendo presos e os castigos mais severos como a morte foram impostos aos negros e membros das camadas sociais mais desprovidas. Para os intelectuais brancos e detentores do poder econômico encontraram logo forma de perdão”, destaca Hilton Coelho.

O legislador conclui afirmando que “no dia 12 de agosto de 1798 lia-se colocado nas paredes o manifesto que afirmava ‘Animai-vos, ó povo bahiense. Está para chegar o tempo feliz da nossa liberdade. O tempo em que todos seremos irmãos. O tempo em que todos seremos iguais’. Nós reafirmamos essas palavras e comungamos dos mesmos ideais.

Assim como os revoltosos acreditamos que há muito por conquistar para a construção de um Brasil verdadeiramente livre e igual. Assim como eles lutamos contra a desigualdade econômica, política e social, além de combatermos o racismo, o machismo e a homofobia. Seguimos em luta pelo direito à vida e contra a matança da juventude negra. Seguimos em luta pelo direito à cidade e contra o encarceramento”.

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