ENTREVISTA COM JUTHAY JR. – CANDIDATO AO SENADO PELO PSDB

ENTREVISTA COM JUTHAY JR. - CANDIDATO AO SENADO PELO PSDB

Por João Paulo Almeida

BE- Candidato como o senhor avalia a questão da montagem da chapinha que contempla PTB, PPL SD e PSC dentro da chapa de oposição ao governo? A chapinha enfraquece o candidato Zé Ronaldo?

JM- Essa foi uma decisão dos partidos, que visaram ter uma possibilidade maior de eleição dos seus candidatos a Deputado Federal. Eu considero normal a disputa, porém fui pego de surpresa, pois quando o PSC entrou na chapa com a colocação de Lázaro, eu imaginava que eles fariam parte do chapa que contempla a maioria dos partidos. Para esse é um assunto superado. Eu sempre resolvo as questões políticas olhando para sempre e para o objetivo maior de eleição. Vamos focar em sermos eleitos.

BE- A desistência da vida pública de Gualberto pode prejudicar a legenda nas eleições? Ele ainda vai fazer campanha para o senhor?

JM- Gualberto não desistiu da vida pública. Ele não quis sair candidato nessa eleição. Eu ainda conto com ele como presidente do PSDB Bahia. Então ele ainda apóia a candidatura de José Ronaldo e eu também tenho o apoio dele como candidato ao senado.

BE- O ex-presidente da assembleia legislativa comentou que existiria a possibilidade de esse ano serem eleitos dois senadores sendo um de cada coligação. Como o senhor avalia as pesquisas que apontam o ex-governador Jaques Wagner o seu companheiro de chapa Irmão Lazaro como eleitos? 

JM- Ninguém ganha eleição antes do voto. É preciso se entender que nossa candidatura vai crescer muito com a propaganda eleitoral gratuita. As pessoas ainda não sabem que eu sou candidato ao senado. Muita gente me encontra na rua e diz que eu sou candidato a Deputado Federal, onde tive mandato por oito vezes. Então a campanha e as pesquisas não estão aptas a traçar uma realidade. Ainda. Mas eu tenho certeza que nós vamos ser fortes quando a campanha começar no rádio e na televisão. As pessoas procuram candidatos que sejam ficha limpa, e que tenha bons projetos apresentados durante seu mandato. Eu tenho projetos como a proibição da propaganda de cigarros, como a lei do benefício continuado, dentre outros. Então, nós vamos crescer muito.

BE- Outro desafio para a oposição é o fato de que o candidato José Ronaldo é pouco conhecido em Salvador, o maior colégio eleitoral do estado. Como lidar com essa questão?

JM- José Ronaldo é uma pessoa muito bem vista nos locais que as pessoas conhecem ele. Eu posso dizer. Quem conhece Zé Ronaldo vota nele. O problema é que ele ainda não é conhecido. Mas vai ficar quando começar a propaganda eleitoral gratuita. A Bahia vai poder conhecer mais o candidato. Então eu tenho certeza que o eleitorado dele de Salvador vai crescer quando começar a propaganda

BE- Em relação à pesquisa IBOPE que coloca Lula na liderança das intenções de voto, como o senhor avalia essa questão?

JM- Eu sou advogado, com especialidade em direito eleitoral. Hoje, se o Tribunal Superior Eleitoral julgar o registro da candidatura de Lula vai indeferir seu registro. Ele está enquadrado na lei da ficha limpa e não pode ser candidato. Quem criou essa lei foi o governo dele mesmo. Então as pesquisas vão ter que entender que ele não pode ser candidato.

BE-Sobre as últimas pesquisas Geral Alckmin não aparece entre os candidatos que iriam para o segundo turno. O que o senhor poderia falar sobre os dados das pesquisas?

JM- Eu acredito que com o inicio da campanha de televisão Geraldo terá o tempo necessário para apresentar a população sua história, seus projetos e sua proposta para mudar o Brasil. Isso vai ser um fator decisivo para que a população conheça Geraldo Alckmin. Historicamente o tempo de rádio e televisão são decisivos para a escolha dos candidatos, então eu acredito muito num crescimento do Geraldo durante esse período de televisão e rádio.

BE- Em relação a questão politica nacional, as pesquisas apontam que o candidato de Lula e Jair Bolsonaro podem fazer um eventual segundo turno. De que lado o PSDB deve ficar nessa situação? Existe a possibilidade de apoio a um candidato apoiado por Lula? 

JM- Eu estou convencido que o Geraldo Alckmin irá para o segundo turno. A expectativa é que seja ou contra Bolsonaro ou contra o candidato de Lula. Porém não existe como se dizer hoje como vão acontecer as alianças no segundo turno. Eu acredito que o Geraldo chega em condições de chegar e ganhar as eleições. Mas não descarto nem comento nenhuma possibilidade de aliança num segundo turno.

BE- O Candidato do seu partido Geraldo Alckmin fez aliança com o grupo de partidos chamado Centrão, que tem uma grande quantidade de parlamentares envolvidos e investigados em esquema de corrupção. Essa aliança pode prejudicar o seu candidato a presidência?

JM- A aliança com o centrão se deu por uma coisa que eu chama de “ética da responsabilidade”. Geraldo escolheu nesse grupo de partido a melhor vice de todas que é a Ana Mélia. Uma mulher, integra e que representa a renovação na política. Outra questão é que o Geraldo se aliou com centrão para poder criar as condições de governar da melhor maneira possível. Era preciso ter tempo de campanha, ter apoio no congresso para se fazer as mudanças necessárias que o país precisa para crescer.

 

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