LEVY FIDELIX PRTB- PRÉ-CANDIDATO A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

LEVY FIDELIX PRTB- PRÉ-CANDIDATO A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Por João paulo Almeida

BE – O Brasil passou por uma crise econômica e política muito grande nos anos de 2016 e 2017. Com isso os investimentos diminuíram muito. A troca de governo iniciou o processo de recuperação da economia, porém, num ritmo mais lento do que o esperado. Qual a sua proposta para retomar o investimento no país?

LF- O investimento está muito ligado a questão do mercado consumidor no país. O Brasil é um país com uma excelente mão de obra, porém é preciso se qualificar mais. A política implantada pelo ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles não é a adequada para um país que tem tanto potencial econômico de produção como o Brasil. O governo só pensava em privatizar as empresas. A meu ver esse não é o melhor caminho. Os investimentos no Brasil precisam vim para serem acrescidos aos brasileiros. Não como o governo quer de simplesmente privatizar e entregar nossas riquezas. Na minha gestão vou fortalecer as empresas produtoras, como a Petrobras e a Vale, para que o capital internacional tenha que consumir o produto já acabado e não a nossa matéria prima. Além disso vou criar novas regras de taxas de importação e exportação para fazer o segmento crescer.

BE- A China hoje é um dos maiores do país. O país asiático investe hoje em grandes obras no país, dentre elas a Ponte Salvador Itaparica. Como o senhor vai tratar a questão do investimento chinês no Brasil?

LF- Veja bem, temos que ter muito cuidado com o investimento chinês no Brasil. A China hoje compra em grande quantidade a soja e o minério do Brasil. Esses investimentos em matéria prima não são de tudo bons para economia do país. O governo Chinês anda comprando concessões pelo Brasil e as tarifas e taxas pagas para utilização dos equipamentos que a China constrói no Brasil são motivo de muitas criticas. No meu governo vou acabar isso. O Brasil não pode se uma colônia da China. Eles vêm aqui, compram nossas matérias primas, e não entregam o retorno esperado. Constroem sem pagar impostos e lucram por 30 anos. Vamos criar políticas regulatórias de investimentos estrangeiros de forma que o país não fique dependendo exclusivamente do capital Chinês para trabalhar.

BE – A indústria do Minério e da Soja são aquelas que o governo Chinês mais investe no Brasil. Como o senhor vai fazer para que elas não tenham perdas com essa na política de investimos que o senhor pretende aplicar?

LF- Vamos ajudar a indústria a crescer através de investimentos em novas tecnologias e produção. Vamos modernizar a indústria do país. Hoje os investimentos compram nossas riquezas naturais, a matéria prima. Eu vou querer vender o produto acabado. Isso vai gerar muito mais emprego no país e fazer com que a população tenha uma melhor qualidade de vida. Outro detalhe importante que podemos destacar na indústria no país é a questão da invasão dos produtos chineses no país. Imagine você que hoje o Brasil está importante uma grande quantidade de produtos acabados da China. Então o emprego está sendo gerado lá na China e não no Brasil. São brinquedos, eletrônicos, vestuário. Tudo entrando no país muitas vezes sem imposto e substituindo a qualidade do produto brasileiro. Não podemos aceitar isso. Volto a falar a indústria precisa ser modernizada para competir no mercado internacional

BE- A Brasil hoje tem mais de 13 milhões de desempregados. O numero de pessoas que trabalham de maneira autônoma também cresceu muito. Qual a sua proposta para combater o desemprego no país?

LF- O desemprego trouxe como reflexo a brusca diminuição do investimento no país. Nós precisamos retomar os investimentos para que o desemprego volte a diminuir. Nossa proposta é investir em qualificação, investir em setores que hoje o Brasil tem um potencial grande como o de produção de derivados do minério e da soja e principalmente trabalhar com uma melhor distribuição de renda no país. Hoje 2% da população detêm quase 70% do patrimônio do país. Precisamos cobrar mais impostos dos mais ricos e menos dos mais pobres. O Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil é muito aquém da capacidade que o país tem para oferecer uma vida melhor para seu povo. O Brasil precisa de uma nova política de geração de empregos e é isso que novo projeto coloca na mesa. Mais investimento interno, menos capital internacional e mais controle.

BE- A política de preços da Petrobrás fez com que o Brasil sofresse uma das suas maiores greves da história. A chamada crise do desabastecimento foi oriunda do alto valor que a Petrobras cobra no preço do disel. Como o senhor avalia essa questão?

LF- A política de trabalho do Pedro Parente no comando da Petrobrás é a grande responsável pelo problema que tivemos no país, com o caminhoneiro. Eu acredito que aquela greve foi legitima e tem algumas razões que fizeram acontecer. A primeira é que a política de preços da Petrobrás só beneficia os investidores internacionais que compram ações da empresa. Esses investidores que querem controlar a Petrobrás lucram milhões com essas ações e o preço do combustível fica variando e prejudicando o povo brasileiro que consome. Nós vamos trabalhar o preço da Petrobrás da seguinte forma. Vamos investir na indústria de refino para que o país não precise vender a matéria prima e possa vender o produto já refinado, assim o preço ficará controlado e muito mais baixo. Outro detalhe da greve é atrelado à política de desvalorização do modal ferroviário no país, que se iniciou com Fernando Henrique Cardoso. Hoje o Brasil não tem grandes malhas ferroviárias nem alternativas ao modal rodoviário. Esse é um problema que nós estamos com propostas para resolver.

BE- O seu candidato na Bahia é o João Henrique Carneiro, que já foi duas vezes prefeito de Salvador, porém tem uma popularidade muito baixa. Como ocorreu a escolha de João Henrique?

LF – Nós optamos pelo João Henrique por ele ser um dos poucos políticos do Brasil, Ficha Limpa. Ele foi duas vezes prefeito de Salvador tem uma história na gestão municipal. Acreditamos no trabalho dele e vamos caminhar com ele até o final.

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