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"Nem me esperou chegar de Brasília, Correria? Vai ter que andar comigo no metrô, do Iguatemi ao CAB. Estamos juntos. Nada resiste ao trabalho"

Otto Alencar
Senador comentou a postagem do Facebook do governador Rui Costa indo trabalhar de metrô







NOTÍCIAS
 
WAGNER DIZ TER RECUSADO PROPOSTAS DA ODEBRECHT E FALA DA CERB
20/04 - 16:11hs -


 

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, esteve em Feira de Santana na manhã desta quinta-feira (20), para participar do Congresso da Agricultura Familiar, Terra e Produção de Alimentos. Durante o evento, ele falou sobre as acusações feitas contra ele de ter recebido dinheiro da Odebrecht para se beneficiar politicamente. Jaques Wagner disse estar tranquilo e revelou que recusou propostas que beneficiaram a Odebrecht em obras quando era governador da Bahia.
 
“A obra do metrô, que foi a maior do meu governo, eles se quer entraram na licitação. Queriam que eu colocasse um bilhão de reais a mais e eu não coloquei. A obra da Via Expressa, que foi a primeira grande do meu governo, eles também não entraram na licitação. Queriam que eu garantisse que a obra seria deles e eu disse que no meu governo era licitação.”, revelou.
 
Jaques Wagner diz que os delatores estão falando de doações para campanhas, mas não apontam obras superfaturadas na Bahia durante o governo dele, porque, segundo o ex-governador, não existem. “Vamos esperar, pois por enquanto só tem notícias de delatores que, para se safar da prisão, dizem o que querem, verdades e mentiras”, disse.
 
Sobre a denúncia de um dos delatores de que ele teria mediado o pagamento de uma dívida da Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) para a Odebrecht, o ex-governador negou. Ele afirmou que o estado foi condenado pelo judiciário e disse que se tem alguma coisa errada com o pagamento “vai ter que prender muita gente do judiciário”, uma vez que o Estado apenas cumpriu uma decisão da Justiça.
 
“Se tem alguma coisa errada com aquele pagamento, tem que prender muita gente do Judiciário, porque foi o Judiciário que condenou o Estado a pagar uma dívida antiga de 1989. A dívida do Estado era de R$ 1,4 bilhão e nós acabamos fazendo um acordo para pagar R$ 290 [milhões] em 100 parcelas, em oito anos. Eu, na verdade, só fiz beneficiar. Havia uma condenação transitada em julgado, já tinha até o pedido de penhora de máquinas da Cerb, e o valor de condenação era R$ 1,4 bi. Se acha que foi um mau negócio, aí eu não sei. Mas, vou repetir, se teve trambique, foi na condenação do Estado”, afirmou.





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