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Michel Temer
Presidente do Brasil









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BRASIL TENTA REVERTER IMAGEM RUIM PÓS OPERAÇÃO CARNE FRACA
22/03 - 09:01hs -
 
 
Enquanto o Brasil tenta conter os prejuízos no mercado internacional em meio às suspensões de importação de carne por causa do escândalo de adulteração e corrupção no setor, outros países enxergam o fato como oportunidade. Grandes produtores de carne, como Estados Unidos e Austrália, estão de olho em mercados em que Brasil tinha força, como a China e a União Europeia. Também de olho no espaço que será deixado pelo Brasil, mas com menor potencial de exportação, estão Argentina, Irlanda e Nova Zelândia.
 
Especialistas, ainda assim, dizem acreditar que o Brasil tenha uma vantagem: outros países terão dificuldade de suprir a demanda de um dos maiores exportadores de carne do mundo. Hong Kong impõe barreira A indústria da carne brasileira exporta o equivalente a US$ 12 bilhões por ano, de acordo com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Só de carne bovina foram gerados US$ 5,5 bilhões, com as 1,4 milhão de toneladas enviadas a 150 países em 2016, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
 
O maior comprador é Hong Kong - região administrativa especial da China -, que importou 330 mil toneladas, gerando US$ 1,1 bilhão para o Brasil. Na terça-feira, autoridades sanitárias do Japão e de Hong Kong suspenderam a exportação de carne brasileira, na esteira de restrições já impostas por China, Chile, União Europeia e Suíça. Os Estados Unidos, maior importador de carne processada do Brasil, anunciaram que aumentarão a fiscalização sobre os produtos.
 
A expectativa é que outros mercados ainda venham a impor barreiras ao Brasil, o que traz oportunidades para competidores. "Estados Unidos e Austrália geram preocupação", comentou o presidente da AEB, José Augusto de Castro. "É possível que nesses primeiros meses o Brasil perca mercados, especialmente de frango e carne bovina, para grandes produtores", disse. A proximidade geográfica com a China - segundo maior importador de carne brasileira - pode dar vantagens à Austrália, enquanto os Estados Unidos miram os países europeus.
 
A estimativa da AEB é que o Brasil tenha prejuízos de até US$ 2 bilhões este ano no mercado internacional, influenciado tanto pelas restrições como por uma provável queda do preço da carne brasileira. O preço da carne brasileira já era relativamente baixo, segundo Castro. Os preços de frango, carne bovina e suína tinham recuado, em média, 25% entre 2011 e 2016. No último ano, os frigoríficos brasileiros vinham conseguindo vender a preços melhores, com aumento de 40% no preço da carne suína, 20% do frango e 10% da carne bovina.
 
"Espera-se que essa valorização seja toda perdida", lamenta Castro. O que pode salvar o mercado brasileiro é a dificuldade de outros países de produzir a quantidade que o Brasil hoje exporta. "O Brasil é o maior produtor de carne de frango e de longe o maior exportador, então acho improvável que alguém consiga substituí-lo", afirmou à BBC Brasil Liz Murphy, CEO da Associação Internacional de Comércio de Carnes (IMTA, na sigla em inglês). Além disso, países exportadores enfrentam seus próprios desafios para competir internacionalmente.
 
A Austrália, segundo maior exportador de carne bovina, recupera-se de uma forte seca no último ano, que afetou rebanhos e elevou os preços do seu produto. Já os Estados Unidos enfrentam um surto de gripe aviária. E, antes da crise, o país era visto, inclusive, como oportunidade para o mercado brasileiro. Argentina, Irlanda e NZ. A Argentina também tem expectativas: a Câmara Argentina de Feedlot (pecuária intensiva) afirmou à agência Diarios y Noticias (DyN) que o país vizinho "não teria dificuldade" em colocar seus produtos na Europa e em países asiáticos depois do que ocorreu no Brasil.



 





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