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ROBERTO DURAN - PRESIDENTE DA SALVADOR DESTINATION


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“Dos nomes ventilados, o melhor é Lula. E, se ficarmos juntos com Lula, Cacá fica junto também!”.


João Leão, vice-governador da Bahia (PP),


Colocando fim à celeuma criada após declarações de seu filho, Cacá, sobre um possível apoio ao presidenciável Rodrigo Maia (DEM)









ENTREVISTAS
 
ROBERTO DURAN - PRESIDENTE DA SALVADOR DESTINATION


BE- Roberto você está assumindo hoje o posto de presidente da Salvador Destination, quais os maiores desafios que o turismo pode enfrentar em 2018?

RD -
O turismo na Bahia passou no ano de 2016 um período muito ruim. A crise nacional aliada a falta de iniciativas e ações do governo do estado fez com que o segmento tivesse que fechar as portas e demitir muito. Nós chegamos a ter quase dois mil bares e restaurantes com problemas financeiros fechando portas e demitindo. Em 2017, devido a mudança no cenário econômico a situação parou de ser negativa e começou a se estabilizar. Principalmente por causa do turismo de lazer. Não podemos dizer que saímos da crise, porém a situação já é um pouco melhor. Muito pelas ações que a prefeitura tem desenvolvido. Como exemplo o Centro de Convenções, que para o turismo de negócio é muito importante. O governo não tirou o Centro de Convenções do papel e a prefeitura pelo menos já tem um projeto pronto. Isso ajuda muito. Ações como essa fazem com que o setor continue sua caminha para sair da crise. Em 2017 conseguidos um crescimento médio próximo de 10% e em 2018 esperamos pelo menos manter a média ou aumentar.

BE- Falando sobre o Centro de Convenções existia um questionamento sobre a utilização do espaço que muitas vezes era apenas utilizado para formaturas. Qual a importância do equipamento para o turismo de negócio?

RD-
Existem dois momentos que devemos analisar. O primeiro é o turismo de lazer. Esse está conseguindo ajudar o segmento a sair da crise. Nesse final de ano comemoramos 99% de ocupação hoteleira na cidade. Esse é um reflexo que o turista está aqui. O turismo de negócio é que necessita do Centro de Convenções e outras ações. Nos últimos anos temos perdido espaço e congressos no nordeste devido à falta de estrutura e infraestrutura que a cidade tem com a falta do Centro de Convenções. O equipamento que desde da década de 2000 já vem carecendo de uma grande manutenção acabou desabando. E o turismo de negócio da Bahia tem sofrido muito com isso. Estamos a meses fechando abaixo do limite necessário para o pagamento das contas em hotéis e isso é muito ruim para o setor.

BE- Em relação ao aeroporto de Salvador a chegada da Vinci vai resolver o problema que colocou o modal como o pior do país?

RD-
É importante que se diga que o aeroporto de Salvador perdeu muito espaço nos últimos anos devido à falta de ação do governo estadual. Fomos o aeroporto que menos recebeu recursos para obras da copa do mundo e mesmo com o governador sendo do mesmo partido do presidente. As reformas foram se acumulando e hoje existe uma necessidade de uma grande intervenção. Nós imaginamos que três pontos devem ser focados nas obras. O novo terminal de embarque e desembarque e a nova área de check- in. Precisamos acabar com as filas que se formam no aeroporto de Salvador. Outro detalhe importante é que precisamos de novos atrativos para as empresas áreas se mobilizarem para instalar seus hubs na capital. Nós perdemos dois hubs ano passado, um da Gol e outro da Azul por causa de falta de ação do governo estadual. Eles só baixaram as cotas de ICMS bem depois que as empresas aéreas já haviam anunciado que iriam para outros estados. Vamos precisar acordar nesse aspecto.

BE – E a nova pista de pouso?

RD-
Não existe necessidade imediata de uma terceira pista de pouso para o aeroporto de Salvador.  Os estudos internacionais imaginam que para existir uma terceira pista de Pouso no aeroporto é preciso que se tenha uma movimentação de passageiros na casa dos 30 milhões. O aeroporto de Salvador tem 9 milhões. Precisamos crescer muito para chegar a essa necessidade. Outro detalhe importante é que o aeroporto de Salvador tem uma pista adicional, construída no governo de Paulo Gaudenzi, como secretário de turismo, que tem a mesma dimensão e qualidade da pista principal. Ela hoje não é utilizada, porém se algum dia for necessário fazer uma reforma na pista principal ela pode ser utilizada normalmente. A qualidade dela é a mesma da pista principal e foi construída para solucionar um problema de manobra que as aeronaves tinham aqui no aeroporto.

BE- o trade turístico da Bahia reclama muito da questão do Prodetur. Um programa que tem recursos para investir na Bahia de todos os Santos e nenhuma obra foi feita pelo governo. O que o senhor poderia falar a respeito

RD-
Muito complicado. Em 2015 nós fomos até o governador e entregamos a ele uma lista com 25 pontos importantes dentre eles quatro fundamentais. O prodetur, o Centro de Convenções, o Aeroporto de Salvador, e a divulgação de Salvador. O prodetur tem recursos na ordem de U$ 85 milhões para revitalização da Bahia de todos os Santos. Até o momento, nenhum projeto foi utilizado e apresentado. Ou seja, estamos com dinheiro liberado e não utilizamos. Corremos o risco de quando os projetos aparecerem o dinheiro tenha sido retirado. Esse ponto mostra a ineficiência do estado com o setor que representa 7% do PIB.               

   


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