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“Dos nomes ventilados, o melhor é Lula. E, se ficarmos juntos com Lula, Cacá fica junto também!”.


João Leão, vice-governador da Bahia (PP),


Colocando fim à celeuma criada após declarações de seu filho, Cacá, sobre um possível apoio ao presidenciável Rodrigo Maia (DEM)









ENTREVISTAS
 
RICARDO ALBAN - PRESIDENTE DA FIEB

 


B.E. – Presidente 2018 será um ano de eleições. Temos alguns nomes colocados como Lula, Dória, Bolsonaro. Qual seria a melhor escolha para Bahia?   

R.A. -
O melhor candidato para o país é aquele que estiver conectado com o melhor pensamento econômico para indústria. Pela primeira vez na história do país a menos de um ano das eleições nós ainda não temos a certeza clara de quem serão os candidatos. Não sabemos quais as propostas de governo. Nesse cenário fica muito difícil se fazer uma avalição clara do que pode acontecer. Não podemos criar uma expectativa grande em cima de um projeto com uma indefinição política tão grande.  Hoje eu diria que o candidato que seria bom para Bahia seria aquele que tivesse um pensamento transformador para indústria nacional. A8inda não sabemos quem tem essa proposta pois nenhum projeto de governo foi apresentado.

B.E. – A indústria de produção de gás na Bahia sofreu muito com a redução de investimentos da Petrobrás. Esse fator teve relação com o aumento no preço dos combustíveis?

R.A. -
Queda dos investimentos da Petrobrás foi uma questão muito ruim para Bahia e seu setor de gás e combustível. Mas fazendo uma análise maior, no início do ano existiu um movimento grande de queda no preço dos combustíveis. E pensando a Petrobrás como uma empresa que precisa gerar lucro, esse movimento atual de alta dos preços dos combustíveis é perfeitamente aplicável. A empresa precisa colocar seus custos e trabalhar de olho no mercado. Isso faz parte de uma nova política de gestão da Petrobrás. Tem também a questão do PIS e COFINS que o governo aplicou sobre a empresa. Então é preciso se analisar o seguinte. A alta dos combustíveis aumenta o custo sim da indústria, principalmente no escoamento, porém a Petrobrás tem seus motivos claros para aplicar essa política.
 
B.E. – A indústria de produção de gás na Bahia sofreu muito com a redução de investimentos da Petrobrás. Quais as consequências e alternativas?

R.A. -
O setor de gás na Bahia tem um potencial grande dentro do país. Falta investimentos principalmente no sistema de escoamento.  A construção de um sistema eficiente para escoar essa produção é fundamental. A Petrobrás está passando por uma grande reformulação de gestão. Isso leva um certo tempo, então é preciso que fique muito claro que o setor carece sim de investimentos, mas a empresa está se reformulando e a expectativa é que investimentos em setores como a produção e escoamento de gás na Bahia venham a crescer a medida que a Petrobrás se organize. Esperamos que já em 2018 a empresa esteja de volta a um patamar grande internacional e que esses investimentos possam voltar a Bahia”.
 
BE. A confiança do empresário industrial tem crescido segundo o IBGE isso seria reflexo de uma melhora do setor industrial?

R.A. -
A confiança do empresário industrial é um fato curioso de se destacar. Hoje eu faço uma pergunta a você? Qual o grupo de empresário industrial baiano a nível nacional que tem sua sede instalada na Bahia? Apenas a Odebrecht, porém a empresa passa por uma reformulação. A 10 anos atrás eu fiz essa mesma pergunta a uma reunião de sindicatos que eu participei e a resposta foi pior ainda. Nenhuma. Se você for para outras capitais do Nordeste, você perde a conta de grandes sedes de empresas que se instalam. Então é preciso se trabalhar a questão e pensar. Por que os grandes empresários da Bahia não estão montando suas sedes industriais em Salvador e na Bahia? Seria falta de confiança na economia local? Seria mercado que ele não encontra aqui e encontra em Recife e Pernambuco? Seriam impostos que paga aqui e não paga em Aracaju. Esse é um ponto que precisa se destacar na confiança da indústria e do seu empresário.
 
B.E – Em termos de investimentos qual a perspectiva do sistema FIEB para 2018

R.A. -
Em termos de números oficiais eu posso garantir a você que em 2018 o sistema FIEB vai investir mais de R$100 milhões de reais em 2018. São R$ 68 milhões do Senai, R$ 34 milhões do SESI e R$ 661 mil no sistema do IEL. Esses investimentos eles não estão englobados as novas construções que o sistema está fazendo, como a nova unidade de saúde para o campo da odontologia na avenida Orlando Gomes em Salvador e outras unidades e projetos que estamos fazendo que seguramente vão custar mais de R$ 100 milhões de reais. Esses números provam que estamos fazendo um trabalho constante de investimento e crescimento e estamos enfrentando a pior crise de nossa história trabalhando forte.     
 
B.E – como vai ficar a geração de empregos em 2017 e 2018?

R.A. -
A geração de empregos na indústria tem uma particularidade. Se você observar a indústria sempre é a última a contratar e a última a demitir. Isso por que existe uma complexidade de fatores de treinamento que em alguns casos demora muito e existe uma escassez de mão de obra. A principal força de geração de empregos da indústria é o setor da construção civil. Esse com certeza vai ser o grande foco da criação de vagas em 2018. Esperamos que os investimentos prometidos se concretizem e que isso possa gerar uma melhora significativa no segmento no ano que vem. Outro ponto importante é que com a finalização das obras do metrô existia uma demanda grande de trabalhadores que poderiam ir para o mercado novamente, porém, com as obras do VLT e do BRT pode ser possível que esses trabalhadores continuam trabalhando precisamos esperar um pouco mais para saber”.  
 
B.E - O que nós podemos esperar da indústria da Bahia em 2018?

R.A. -
O que nós podemos esperar da indústria da Bahia em 2018 é um cenário onde as empresas precisam ser competitivas no mercado internacional. Se você analisar essa questão com o câmbio favorável vai ser possível se ampliar um pouco os investimentos no mercado internacional e isso pode trazer uma oscilação menor em termos de crescimento industrial para Bahia. A expectativa é um crescimento próximo a 2% em 2018 e próximo a 3% em 2019. Esses são números reais, porém a economia precisa continuar dando sinais de melhora caso contrário voltaremos para um cenário de crise muito ruim. A atração de investimentos deve ter um destaque especial no ano que vem. Vamos trabalhar duro ao lado do governo do estado através da SDE e da SEFAZ para conseguir fazer com que as indústrias procurem a Bahia para instalarem suas fábricas. Esse é um fundamental para o desenvolvimento do ramo. O governo precisa trabalhar ao lado do setor industrial, com uma política de custos competitiva, uma política de investimentos constate, e só assim a indústria pode se recuperar completamente.   



 


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