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“Eu sou o PRC – Partido de Rui Costa. Minha bandeira é a bandeira do governador. Se o partido que faço parte aderir o projeto antagônico, devo sair e procurar outra sigla”

Zé Trindade (PSL)
Vereador 









ENTREVISTAS
 
PRESIDENTE DO SEBRAE - GUILHERME AFIF DOMINGOS


BE- PRESIDENTE, EM RELAÇÃO AO EVENTO, QUAIS AS PRINCIPAIS MUDANÇAS NO SIMPLES QUE PODEM BENEFICIAR O MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL?

GD -
Para o próximo ano, teremos várias mudanças que vão beneficiar os empresários de micro e pequenas empresas. Entre essas mudanças estão o aumento do teto anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), que passará de R$ 60 mil para R$ 81 mil. Também entra em vigor uma faixa de transição, de até R$ 4,8 milhões de receita bruta anual, para as empresas que ultrapassarem o teto de R$ 3,6 milhões (pequenas empresas). Isso vai facilitar a transição do Simples para o regime do lucro presumido. Outra novidade é a progressão de alíquota, nos moldes já praticados no Imposto de Renda de Pessoa Física. Ou seja, quando uma empresa exceder o limite de faturamento da sua faixa, a nova alíquota será aplicada somente no montante ultrapassado. A lei também reduziu o número de tabelas do Simples, de seis para cinco, e de faixas, de 20 para seis. Além disso, a partir do próximo ano, pequenas cervejarias, vinícolas, produtores de licores e destilarias poderão se tornar optantes do Simples Nacional. Os ajustes que temos feito na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa são para melhorar o ambiente de negócios e facilitar a vida do empreendedor. A aprovação e a sanção do Crescer sem Medo foi uma das grandes lutas do Sebrae no ano passado. Essa foi a oitava alteração na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa.
 
 
BE- AS REFORMAS APROVADAS PELO GOVERNO TEMER IMPULSIONARAM A GERAÇÃO DE EMPREGOS NO BRASIL E NA BAHIA NO ÚLTIMO TRIMESTRE. PORÉM NUM RITMO MAIS LENTO DO QUE O PLANEJADO. COMO O SENHOR ANALISA ESSA QUESTÃO?

GD -
Pelo levantamento que fazemos mensalmente com base nos dados do Caged, as micro e pequenas empresas dos setores de Serviços e Comércio foram as que mais contrataram no mês de setembro, com a abertura de, respectivamente, 25 mil vagas e 15,2 mil vagas, em todo o país. No acumulado do ano, o setor de Serviços foi o que teve o maior aumento no número de vagas: 234,3 mil. O Comércio ainda apresenta um pequeno saldo negativo de 3,4 mil vagas, mas acredito que até o começo do ano que vem esse quadro irá reverter. Acredito que o Brasil está no caminho da retomada do crescimento da economia. De acordo com a última Sondagem Conjuntural dos Pequenos Negócios, uma pesquisa trimestral que fazemos no Sebrae, a expectativa de aumentar, ou pelo menos manter, o quadro atual de funcionários está crescendo entre os donos de micro e pequenas empresas: 85% dos empresários desse segmento que têm empregados não pretendem demitir funcionários nos próximos 12 meses, sendo que, destes, 25% afirmam que vão contratar novos empregados e 60% não devem alterar a quantidade de funcionários, contra 15% que declaram que pretendem demitir. Esse dado pode ser reflexo de uma expectativa de melhoria da economia para o próximo ano.

BE- O CENÁRIO POLÍTICO BRASILEIRO É DE COMPLETA INCONSISTÊNCIA. ESSA QUESTÃO NÃO É ATRATIVA PARA OS INVESTIDORES QUE ESTÃO RECEOSOS EM COLOCAR DINHEIRO NO BRASIL. COMO O SENHOR ANALISA ESSA QUESTÃO PARA O CENÁRIO ECONÔMICO?

GD -
O país vive um momento difícil, de depuração de suas instituições, de enfrentamento deste mal que é a corrupção. Governar em meio a tanta instabilidade é um desafio enorme. É muito ruim para o país a instabilidade institucional provocada pelas crises. Quando os governos desandam, quem paga o maior preço são os menos favorecidos. As reformas estruturais ficam travadas, não promovem as mudanças para ter um Estado mais eficiente, que conduza as políticas sociais, que consiga trazer investimentos. E precisamos de um Brasil mais justo, em que a economia possa seguir seu curso sem a intervenção do Estado, com liberdade para gerar riquezas e empregos. Tenho defendido em Brasília, com ONGs e integrantes da sociedade civil, uma ampla e profunda reforma político-partidária, pela adoção do voto distrital misto, a proibição de coligações nas eleições proporcionais, a cláusula de desempenho, para barrar as legendas de aluguel, e uma forma definitiva e menos onerosa para o erário de financiamento das campanhas, que moralize a prestação de contas, iniba o caixa dois e ponha fim aos escândalos. Por outro lado, voltando à Sondagem Conjuntural, pesquisa que citei há pouco, 66% dos empresários ouvidos acreditam que a economia vai melhorar ou permanecer como está nos próximos 12 meses. Além disso, a maior parte dos entrevistados se mostra otimista: 46,4% enxergam perspectivas de melhoria para o próprio negócio. O estudo também constatou um incremento do otimismo do empresariado, acompanhado da crença de crescimento do faturamento para os próximos 12 meses. Comparado ao resultado da pesquisa anterior, houve aumento do percentual de entrevistados que acreditam em aumento da receita, frente à redução dos pessimistas.
 
BE- A COBRANÇA DE IMPOSTOS SEMPRE FOI UM PROBLEMA PARA O MICROEMPREENDEDOR. O BRASIL TEM UMA DAS MAIORES TAXAS DE IMPOSTOS DO MUNDO. COMO O SENHOR ANALISA ESSA QUESTÃO?
 
GD -
Eu sempre digo que vivemos em meio a um manicômio tributário, cujas incongruências afetam a instalação de um ambiente de negócios saudável e até o aumento do Produto Interno Bruto (PIB). O Sebrae vem contribuindo para a simplificação, investindo R$ 200 milhões junto à Receita Federal, permitindo a criação de dez sistemas para diminuir a complexidade e o tempo gasto no cumprimento das obrigações tributárias, previdenciárias, trabalhistas e de formalização das empresas. Infelizmente, a mentalidade predominante no órgão ainda é a de privilegiar o sistema de arrecadação e não de simplificação. Há mudanças que podem antecipar uma reforma tributária mais ampla, por exemplo, a padronização das notas fiscais eletrônicas estaduais, o que representará uma redução da complexidade para administração contábil das empresas. O Simples Nacional unifica oito impostos em uma única guia de pagamento e é um modelo a ser seguido. Até hoje encontra resistências, mas na prática ele arrecada mais a cada ano. Ainda há, no entanto, iniciativas que prejudicam o regime Simples, como a implementação da substituição tributária nos estados, que foi nefasta.
 
BE- AÇÕES COMO A LIQUIDA SALVADOR E BLACK FRIDAY ESTÃO CADA VEZ MAIS OCUPANDO SEU ESPAÇO NA ECONOMIA DA BAHIA E DO BRASIL. SÃO MOMENTOS QUE O MICROEMPREENDEDOR CONSEGUE AUMENTAR AS VENDAS. COMO O SENHOR ANALISA ESSA QUESTÃO?
 
GD -
Avalio de forma bastante positiva esse tipo de movimento de mercado. Toda oportunidade de aumento de venda deve ser aproveitada pelos empreendedores da área de comércio como forma de incrementar os lucros e conquistar clientes. Por isso, é importante criar estratégias que alcancem o consumidor em datas comemorativas e acompanhar tendências, como o Black Friday, até porque elas permitem a organização antecipada dos estoques. Também é essencial investir nas vendas on-line. De acordo com um estudo do Sebrae de 2016, realizado em parceria com E-commerce Brasil, 90% do total de empresas que vendem exclusivamente pela internet são de pequeno porte, sendo que 45% são microempreendedores individuais (MEI). Outro dado interessante é que 73% das empresas avaliadas atuavam, principalmente, no comércio. Ou seja, é um segmento com alto potencial para as vendas on-line.

BE- NA SEMANA PASSADA UMA PESQUISA DIVULGADA NA BAHIA APONTOU QUE OS CUSTOS DE MANUTENÇÃO DOS SHOPPINGS DA CAPITAL ESTÃO CRESCENDO MUITO E DIFICULTANDO OS MICROEMPREENDEDORES QUE MONTAM SUAS LOJAS NOS GRANDES ESTABELECIMENTOS MANTEREM AS PORTAS ABERTAS. COMO O SENHOR ANALISA?  
 
GD -
Para o dono de pequeno negócio, o shopping oferece um espaço seguro e com movimento constante de clientes, mas também cobra um preço alto para quem quer se manter lá, na forma de aluguel, luvas, condomínio etc. O empreendedor, antes de optar por ter sua empresa dentro de um shopping, precisa analisar cuidadosamente a viabilidade dessa escolha. Para isso, o Sebrae está de portas abertas para orientar quem está empreendendo, no sentido de buscar as melhores soluções financeiras ou mesmo acesso a crédito, se for o caso. Para aqueles que já têm seus espaços instalados dentro desses centros comerciais, penso que sempre é possível sentar à mesa e negociar, pois é interesse também do shopping diversificar o seu mix de lojas e ter o máximo possível de estabelecimentos em funcionamento. Não está fácil para ninguém, por isso, nessas horas as parcerias e o diálogo são importantes. Os pequenos negócios são a mola propulsora de nossa economia e precisam receber todo o apoio possível para o seu sucesso.





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