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LIDICE DA MATA - SENADORA DO PSB PELA BAHIA


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"Eu vou para federal porque o ambiente da política na minha região proporciona um fato inusitado: não tem nenhum candidato da base em Feira"

Zé Neto 
Deputado Estadual 









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LIDICE DA MATA - SENADORA DO PSB PELA BAHIA



BE- Senadora, as reformas do presidente Michel Temer, segundo o IBGE, conseguiram estabilizar a crise econômica que o país enfrentava. Ou seja o país saiu da recessão. Porém, em entrevista com o governador Rui Costa ele explicou que a melhora é aparente, pois o país ainda não recuperou o nível que estava antes da crise começar. Na sua opinião o andamento das reformas trabalhistas e da previdência ajudaram a economia do país?  
 
LM -
O País continua em recessão e as medidas tomadas pelo governo começaram a ter impacto, porém houve uma frustração, inclusive do próprio mercado. A queda da inflação se deu, mas a demanda por serviços e produtos foi aquém da esperada pelo próprio governo, uma vez que os brasileiros continuam com o freio de mão puxado e o País continua na casa dos 14 a 15 milhões de desempregados. A Reforma da Previdência é necessária, mas não esse modelo proposto pelo governo.
 
BE- Em relação a reforma política qual a sua opinião em relação ao financiamento de campanha? E em relação a criação do chamado distritrão?
 
LM  -
A Reforma Política é insuficiente. A crise política que enfrentamos mereceria uma resposta maior do Congresso Nacional. Essa resposta veio menor, pois ela é parte da crise. Como há uma fragmentação grande no número de pequenos partidos, fica difícil construir consensos e isso tem prejudicado o interesse do próprio Congresso em uma agenda mais popular. O Distritão eu considero uma aberração. Nenhum país do mundo democrático desenvolvido adotou esse sistema. A exigência constitucional dele é tão grande, que eu acho que ele deveria passar por um referendo ou um plebiscito. Ele é tão excludente que elegeria apenas os que estão hoje no Poder e isso foi identificado pela população, por isso seria urgente ouvir a população, caso ele passasse. Já o financiamento de campanha é parte da crise política que vivemos. O modelo empresarial que era praticado no Brasil chegou ao seu limite e esgotou, pois aprofundou as crises política e econômica pelas quais o País vive. O que o Congresso tentou foi buscar o oposto, que é o financiamento público de campanha, uma vez que o modelo testado em 2016 foi um financiamento misto, com uso do Fundo Partidário mais o privado, via pessoa física. Esse último, claramente beneficia os mais ricos. Não à toa, Dória elegeu-se prefeito em São Paulo. Isso rompe o princípio democrático da igualdade de condições.  
 
BE- Em relação a montagem da chapa do governo nas próximas eleições existe a possibilidade do ex-governador Jaques Wagner ser candidato a presidência devido a impossibilidade de Lula se candidatar. Nesse cenário abre uma vaga na chapa do governador Rui Costa. Como a senhora avalia a posição do PSB nesse cenário?
 
LM-
Esse é um cenário ainda indefinido. O ex-governador Jaques Wagner tem deixado clara a disposição de não ser candidato à Presidência e ir firme no plano de sustentar a candidatura do (ex) presidente Lula. Caso Lula não seja, aí temos outro cenário, pois há também as candidaturas de outros partidos. O desafio dos setores progressistas no Brasil é criar um movimento de unidade para retomar o avanço da democracia no Brasil, contraposta a uma situação de grandes retrocessos que o País vive.
 
BE - Em entrevista recente o governador Rui Costa afirmou que não existe a possibilidade de uma democracia funcionar com a criação de tantos partidos. Ele acredita que cada legenda deve defender uma posição muito especifica e apenas trabalhar em cima dela. Ou seja. existir apenas o lado A e o Lado B. Como a senhora avalia esse cenário político no Brasil?
 
LM -
A Cláusula de Barreira foi importante, pois precisam existir regras de competitividade dos partidos. Nesse formato que aí está, o espaço partidário tem servido como um balcão de negócios de vendas de legendas.
 
BE- O PSB foi uma das legendas cotadas a perder membros para a criação de uma nova legenda junto com o Democratas. A senhora já chegou a falar sobre a possibilidade afirmando que alguns vão sair e outros podem chegar. Como está este processo internamente na legenda?
 
LM-
Este processo teve a sua importância política reduzida. O partido teve três senadores que saíram – nenhum para o Democratas – e isso não nos abalou. O importante é que o PSB está redefinindo a sua linha política, se reencontrando com a sua história. Um partido deve ser formado em torno de ideias e não de pessoas.  





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