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Ministro da Fazenda do Brasil, falando sobre a votação da previdência  

 

 








ENTREVISTAS
 
RICARDO ALBAN- PRESIDENTE DA FIEB-BA



BE- A indústria apresenta seu quinto mês de alta, segundo dados do IBGE. Em maio, segundo a pesquisa o segmento cresceu 3,6%. Já é possível afirmar que a indústria saiu da crise ?

RA -
 Infelizmente não. Nós temos os números de comparação com abril que são muito animadores, mas o correto e dizer que a indústria parou de cair. Na verdade o Brasil viveu um momento muito delicado na última gestão e os segmentos começaram a mostrar um defict muito grande e isso, aliado a toda insegurança politica que o país viveu, faz com que os investimentos e principalmente o consumo sofram baixas significativas. Se compararmos com o mesmo período do ano passado e os últimos 12 meses a indústria ainda apresenta uma queda de 7% em relação a média nacional. 

BE - Mesmo com a alta do IBGE a produção industrial da Bahia está aquem da média nacional como o senhor poderia comentar esse fato?

RA-
Existem fatores claros que explicam particularmente por que a Bahia ficou abaixo da média nacional com um crescimento considerado pífio nesse mês da maio. As férias na refinaria Landufo Alves, a Ford, que é uma das maiores das nossas indústrias, e trabalhou o ano de 2016 e até recentemente com apenas dois turnos de trabalho. Só agora eles implantaram o terceiro turno, pois as vendas estavam muito baixas. Esses são um dos fatores que mostra que a indústria ainda não está crescendo. Acredito que ao longo do segundo semestre vamos convergir para média nacional. 

BE- A capacidade de consumo para segmento industrial da Bahia tem variado muito com o passar dos anos. O que o senhor poderia falar a respeito?

RA -
A falta de capacidade de consumo é um dos grandes fatores que tem prejudicado a índustria da Bahia e do Brasil. Nós vivemos em uma economia de exportação, a Bahia tem uma grande concentração de celulose que necessita de consumo e não estamos conseguindo grandes vendas. Esse é um fator que depende muito do momento econômico que o país vive. Está com PIB em alta não significa que os compradores vão está ativos no mercado e isso dificulta a produção industrial que precisa vender seus produtos. 

BE- O setor automobilistico da Bahia tem oscilado bastante com o passar dos anos. Como o senhor avalia esse fato?

RA -
É um dos fortes segmentos da indústria estadual. A Ford trabalhou o ano de 2016 praticamente todo com apenas dois turnos e agora eles conseguiram impantar o terceiro turno e isso vai trazer um impacto positicvo ao longo de todo ao ano de 2017, mas mesmo assim ainda é muito cedo para falar que a indústria voltou a crescer. é mais correto afirmar que ela parou de cair. Se você comparar os números com o mesmo periodo de 2016 e os últimos 12 meses nós ainda vamos apresentar números muito ruiins, falando ai no cenário geral da indústria.

BE - A Condenação do presidente Lula é um dos fatores que mosra a instabilidade política que o pais vive. O que o senhor poderia falar a respeito?

RA -
Em meio a tantar turbulências políticas que vem acontecendo no país, na área politica na área judicial, se tem algo que nós podemos dizer que não está indo tão ruim é a interferência desses fatores na economia. Ontem a bolsa subir descer está oscilando em patamares normais, dentro de uma economia oscilante como o Brasil. Em economia estáveis você falar em a Bolsa subir 1,6% é um fato grave. O principal fator para esse nível de estabilidade é a confiabilidade no trabalho da atual equipe economia que o governo colocou. O mercado confia nesses nomes. 

 





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