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"Eu vou para federal porque o ambiente da política na minha região proporciona um fato inusitado: não tem nenhum candidato da base em Feira"

Zé Neto 
Deputado Estadual 









ENTREVISTAS
 
CARLOS DE SOUZA ANDRADE - PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO-BA



BE - O Comércio no Brasil tem alternado momentos de alta e momentos de baixa durante todo o semestre, segundo dados do IBGE. A crise política instalada no país fez com que a economia sofresse no ano passado. Os números desse primeiro semestre já asseguram que o comércio voltou a crescer?
 
CA -
Os números asseguram que o comércio está deixando o fundo do poço, mas não é possível dizer que já voltou a crescer. Em algumas regiões do país existem dados positivos, muito tênues, mas enquanto isso a média ainda é de queda segundo o IBGE, como é o caso do nosso Estado. Os dados da PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista) da Fecomercio-BA também mostram essa dificuldade em retomar de forma definitiva o trilho do crescimento. O caminho está sendo percorrido, mas com muita dificuldade.
 
BE - Quais os critérios adotados pelo setor para minimizar os efeitos da crise política que o país enfrenta?

CA -
Manter a normalidade institucional e não promover alarmes, mesmo diante dos momentos mais difíceis. Também é importante ressaltar que a economia atravessou três anos de crise, gerou 14 milhões de desempregados e mostrar que alimentar uma crise institucional agora não fará bem a ninguém.
 
BE - Quais os segmentos do comércio que podem crescer mais no ano de 2017?

CA-
Ainda Supermercados e Farmácias, por suas características específicas, como a necessidade dos produtos que estão ali disponíveis. Além disso, é esperada, quase que totalmente por motivos estatísticos, a retomada da venda de Veículos, que em 2016 atingiu o pior patamar dos últimos 10 ou 12 anos. De forma geral será um ano ainda de baixo desempenho.
 
BE - O comércio sempre foi um dos segmentos que mais gerou empregos no país. Nos últimos anos o setor tem demitido mais do que contratado. Qual a importância da reforma trabalhista que tramita no Congresso para a volta da geração de empregos do setor?

CA -
A reforma trabalhista é de suma importância. Mais do que qualquer coisa essa reforma reduz o risco jurídico e o grau de incerteza das relações entre o Capital e o Trabalho. Sem essa reforma a propensão a contratar fica prejudicada, sem dúvida.
 
BE - Quais os pontos da reforma trabalhista que vão trazer mais segurança e estabilidade na hora de contratar para o comércio brasileiro?

CA -
A Terceirização nas empresas e a garantia de que o negociado entre as partes prevaleça sobre o legislado.  Isso vai equilibrar a relação capital – trabalho no âmbito da Justiça do Trabalho, favorecendo a geração de mais empregos.
 
BE - Em relação às datas comemorativas. O primeiro semestre de 2017 foi marcado por vários feriados enforcados, ou prolongados. Isso foi bom para setor? As datas comemorativas, como Dia das Mães e Páscoa, atenderam a demanda ou expectativa do setor?

CA -
Os feriados não são bons, de forma geral, para a economia. Há perda de vendas, de consumo, de produção, e isso gera desemprego e desinvestimento. O país não pode abraçar a ideia de que quanto mais feriados e mais folgas melhor, principalmente diante de uma crise econômica da magnitude que atravessamos. Quanto às datas, após três anos de quedas, as Datas Comemorativas tiveram desempenho relativamente positivo. Mas é importante lembrar que é a atividade econômica que puxa as datas e não o contrário. Um dia apenas não tem o poder de resolver o problema de caixa de uma empresa pelo ano todo.
 
BE - O programa Simplifica da Prefeitura promete simplificar a abertura de empresas e gerar mais emprego. A iniciativa da Prefeitura é positiva, como o senhor avalia a questão?

CA -
Ações que facilitem e estimulem negócios, diminuindo a burocracia, são sempre positivas. Mais empresas significam mais empregos, maior movimentação e dinamismo econômico. A Prefeitura de Salvador tem se diferenciado ao implantar um programa arrojado como o Salvador 360 graus, com ações em diversas frentes como esta.
 
BE - Quais as expectativas para comércio no segundo semestre de 2017?

CA -
Eram melhores do que para o primeiro semestre, mas, diante da mais recente crise que coloca um Governo em uma posição delicada e tem gerado insegurança e paralisia, fica difícil se fazer alguma previsão muito assertiva para qualquer fenômeno econômico no Brasil nos próximos meses. Estamos a reboque do desenrolar dessa crise para que se possa novamente fazer prognósticos minimamente calcados em parâmetros razoáveis.




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