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"Se fosse fácil já teria votado.Vamos fazer todo o esforço para (a votação) ser na próxima semana”

Henrique Meirelles
Ministro da Fazenda do Brasil, falando sobre a votação da previdência  

 

 








ENTREVISTAS
 
JOĆO LEĆO - VICE GOVERNADOR DA BAHIA


BE- Secretário, a Ponte Salvador Itaparica está em vistas de ser apresentada ao governo federal. Até o momento o grupo Chinês CRBC é aquele que mais tem sido noticiado como investidor. Quais as maiores dificuldades que o governo pode enfrentar nesse processo daqui para frente? 
 
JL -
Os encaminhamentos que estamos realizando para o êxito do projeto Sistema Viário Oeste (SVO), que tem dentro dele a construção da Ponte do Desenvolvimento – Salvador/Ilha de Itaparica – tem demonstrado que estamos no caminho certo. Como todos sabemos uma obra orçada em torno de 7,5 bilhões necessariamente precisa ser revestida do máximo de legalidade e estar tecnicamente muito bem fundamentada nos seus diversos sub-projetos e todos estes aspectos tem sido alvo de uma cuidadosa atenção da equipe de profissionais da Seplan que está a frente do projeto interagindo com a PGE quanto a legalidade dos procedimentos; eu mesmo já apresentei e fizemos consulta ao TCE quanto a publicização do acesso de empresas interessadas em conhecer o projeto, sejam elas nacionais ou estrangeiras, apresentamos o projeto a presidente do Ministério Público Estadual e sua equipe e temos, também, dialogado intensamente com o governo federal através do Ministério dos Transportes, da Secretaria Especial do Programa de Parcerias em Investimento, do DNIT e da ANTT. Nossa expectativa é que os problemas porque passa o nosso país sejam superados rapidamente, pois isso facilitará a concretização deste que é um dos mais importantes projetos que a Bahia tem para estimular um maior desenvolvimento para centenas de municípios da RMS, recôncavo, baixo sul, litoral sul e mesmo do oeste do Estado. A logística de deslocamento entre as regiões é o mecanismo condutor do progresso, da descentralização da riqueza e de uma melhor qualidade de vida para os baianos.
 
BE-O senhor já chegou a noticiar que a Ponte não teria problema de dinheiro. Como essa obra será paga? Qual a participação do governo do estado e qual a participação da iniciativa privada? 

JL -
A modelagem definitiva que responderá a esta pergunta ainda não está concluída, temos referencias em vários outros projetos já concluídos que foram feitos através de parcerias de investimento, a exemplo da construção da Arena Fonte Nova, do metrô, de hospitais e etc., que foram concluídos com êxito. A nossa equipe está trabalhando a proposta de modelagem com o apoio de consultorias com grande experiência em trabalhos com governos. A participação de empresas para a execução do projeto estará aberta a todas que queiram entrar no modelo de chamada pública que vier a ser definida, sejam elas empresas nacionais ou de quaisquer outros países, teremos procedimentos que serão publicizados e terão total legalidade e transparência. Temos certeza que é viável a construção do SVO e por isso trabalhamos com bastante cuidado no respeito e cumprimento de todas as normas legais necessárias e todas as decisões sempre terão em conta o que for melhor para a Bahia e para o nosso povo.
   
BE- Outra obra de importância grande para a Bahia é a FIOL. No último mês Temer noticiou a criação do programa avançar que vai substituir o PAC. Um grande investimento na área de ferrovias está previsto. A FIOL será contemplada pelo programa? Como vai acontecer essa questão?

JL -
O acompanhamento das questões relativas a Fiol está sendo feito pela Casa Civil e o secretário Bruno Dauster tem sido bastante atento a todas as movimentações do governo federal. A Fiol é hoje uma obra que não pode mais ser descartada, ela faz parte da construção de uma nova logística para que novos vetores de desenvolvimento econômico possam se expandir. O agronegócio da região do Matopiba, que é a confluência dos municípios limítrofes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, é hoje uma realidade que precisa ter caminhos por onde ser transportada até os países que compram os grãos produzidos. Das mesma forma temos os minérios da Serra Geral que precisam da Fiol e do Porto Sul para chegarem de forma mais competitiva ao seu destino final no exterior.
 
BE-Falando de política o cenário brasileiro continua com um grau de instabilidade muito grande. Primeiro Dilma saiu, depois Temer foi grampeado, e a economia tem sofrido muito com essa instabilidade. Uma nova troca de comando no Brasil, com eleições indiretas, resolveria o problema ?
 
JL -
O Brasil já vivenciou diversos tipos de situações de mudança de comando do poder executivo. Uma delas, em 1985, foi a eleição indireta que elegeu Tancredo Neves e posteriormente trouxe de volta as eleições diretas. Não estou com isso defendendo esta ou aquela proposta, o que considero essencial é o Congresso Nacional, as instituições, encontrarem uma solução que possa ser, senão a melhor, a ideal, pelo menos a mais razoável para tirar o país desta situação de incertezas e atravessarmos este tempo até as eleições de 2018. Qualquer modificação agora, seja do financiamento das campanhas, seja das regras eleitorais, só pode viger para eleições em 2018, não vejo como haver mudanças tão profundas nas regras eleitorais para serem implantadas em caráter de urgência sem ferir a Constituição do país. O governador Rui Costa, o nosso governo, tem uma base no Congresso formada por senadores e deputados experientes e de grande capacidade de pensar o que é o melhor para o nosso país, temos que evitar confrontos que possam levar o Brasil ao caos e a perda de todo o esforço de progresso e desenvolvimento construído da redemocratização em 1985 até agora.
 
BE-O senhor é a favor das eleições diretas para um curto mandato de um ano e alguns meses? 

JL -
Eu sempre fui e continuo sendo a favor de eleições diretas e democráticas, porém considero o tempo muito curto fazer uma eleição agora em 2017, que só poderá acontecer do meio para o fim do segundo semestre, com as eleições já previstas para outubro de 2018. Seria um tempo muito curto para um novo governo.
 
BE- Na Bahia o PP sempre esteve ao lado de Rui Costa. Esta aliança será mantida nas eleições do ano que vem, mesmo que a nível federal o partido não esteja ao lado do candidato do PT? 

JL -
A aliança do PP com o governador Rui Costa tem como base a realização de um governo sério e responsável na gestão da coisa pública e isto tem se efetivado se estamos sendo vitoriosos na implementação das metas que defendemos durante a campanha então não existe razões para pensar de outra forma as eleições em 2018.






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