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"Se fosse fácil já teria votado.Vamos fazer todo o esforço para (a votação) ser na próxima semana”

Henrique Meirelles
Ministro da Fazenda do Brasil, falando sobre a votação da previdência  

 

 








ENTREVISTAS
 
AFONSO FLORENCE - DEPUTADO ESTADUAL PT


BE- A política no Brasil está passando por mais um momento delicado. As delações da JBS colocaram o presidente Michel Temer numa situação muito complicada. Na sua opinião qual a melhor solução para o país nesse momento? Por que?

AF -  A melhor solução é a saída de Temer com eleição direta para presidente da república. O melhor seria eleições gerais.

BE- A crise política afetou bastante a economia na era Dilma. No governo Temer a economia deu sinais de recuperação, principalmente depois do avanço das reformas no senado e câmara. Esse novo escândalo pode interferir no progresso das reformas trabalhistas e da previdência em Brasília?

AF - O ano de 2014 foi de menor desemprego da série histórica e maior poder aquisitivo dos salários. É fato que tivemos uma crise fiscal, mas ela carregava externalidades, tinha relação direta com a crise macroeconômica. Em 2014, quando o governo Dilma alterou sua orientação macroeconômica após um segundo turno que consagrou politicamente e eleitoralmente o "novo modelo de desenvolvimento" adotando medidas políticas, em especial um forte ajuste fiscal, ocasionou forte queda da atividade econômica perdendo rapidamente o apoio popular. Após o impeachment, o governo Temer realizou ajuste fiscal estrutural, diferente e mais profundo daquele de Dilma, jogando o país na maior recessão da sua história. Portanto, não houve melhora do quadro macroeconômica, houve redução da inflação em decorrência da recessão. Vindo as provas de corrupção e tentativa de obstrução da justiça por Temer ele não consegue mais governar, menos ainda aprovar reformas impopulares, as reformas que retiram direitos não passarão.

BE - Em caso de renúncia do presidente Michel Temer, o Brasil vai passar por um novo processo de eleições indiretas. Na sua opinião, pensando a situação política do país do jeito que está. Qual seria o melhor nome para assumir o país e tentar contornar a situação?

AF - Para tirar o país da crise só renovando mandato popular com eleições diretas.

BE- O PT da Bahia recolocou Everaldo Anunciação como presidente no estado. Ele teve apoio do Governador Rui Costa e isso deixou algumas lideranças internas do PT contrariadas. Isso pode atrapalhar nas eleições de 2018, onde o governador vai tentar se reeleger?

AF - De forma alguma.

BE- O Deputado e presidente da Assembleia legislativa Angelo Coronel afirmou que pretende convencer Otto Alencar a ser candidato a governador em 2018. Isso representaria uma quebra interna no cenário do PT no estado. Como o senhor avalia essa situação?

AF - O senador Otto tem dito, reiteradamente, que apoiará Rui Costa em 2018.

BE - O presidente Lula continua liderando as pesquisas de intenção de voto para eleições de 2018. Porém, a justiça continua incluindo ele como réu em vários processos, tanto da lava-jato, como em outros casos. Como o senhor avalia essa situação?

AF -Na democracia, condenação só com provas e não há, nem haverá, provas contra Lula.

BE- Sem o presidente Lula quem seria o nome do PT nas eleições?

AF - Lula será nosso candidato.




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