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LUCAS LEAL - A SEMANA NA BOLSA - OBJETIVO ATINGIDO
MILTON CEDRAZ - POR UMA SALVADOR AMBIENTALMENTE CORRETA
ARMANDO AVENA - BAHIA: A ECONOMIA VOLTOU A CRESCER


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ENTREVISTAS
 


BRUNO DAUSTER - SECRETÁRIO DA CASA CIVIL DO ESTADO DA BAHIA


SEU INVESTIMENTO
 


JUROS CAEM, MAS TAXA CONTINUA ALTA PARA EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS




FRASE DO DIA
 


"A plena integração entre os sistemas de transportes de trilho e pneus traz para a população a garantia da diminuição do tempo de locomoção e a redução do custo com o transporte público"

Brunno Dauster
Secretário Casa Cívil do Estado









ENTREVISTAS
 
CEZAR LEITE - VEREADOR PELO PSDB


BE- A política no Brasil está passando por mais um momento delicado. As delações da JBS colocaram o presidente Michel Temer numa situação muito complicada. Na sua opinião qual a melhor solução para o país nesse momento? Por que?
 
CL:
O Brasil tem mostrado sinais de mudanças evidentes, em comportamento da sociedade, na participação política, na intolerância às práticas de corrupção. Sem dúvida, o principal militante político chama-se Economia. Pela economia governos caem e governos se fortalecem frente a população. Este fator tem contribuído no discurso da manutenção do Presidente Temer, junto as reformas necessárias ao nosso país. Porém, vivemos hoje um momento que não podemos recuar de valores importantes como transparência e honestidade. Quando analiso do ponto de vista Moral e Utilitarista, entendo que a melhor saída é o afastamento do Presidente Temer, eleições indiretas, seguir o rito constitucional, manutenção da equipe econômica como compromisso do próximo governante e manutenção das reformas trabalhistas, previdenciárias e da máquina pública. Moral porque precisamos confiar e saber que nosso Presidente possui conduta ilibada, republicana, voltada aos interesses na sociedade, valores não demonstrados nos recentes acontecimentos no palácio. Utilitarista porque na prática não vejo o Presidente com condições de continuar conduzindo as reformas, com baixa popularidade, base aliada dividida, mercado inseguro, trazendo possibilidades de perdas ao pouco que conseguimos.
 
BE- A crise política afetou bastante a economia na era Dilma. No governo Temer a economia deu sinais de recuperação, principalmente depois do avanço das reformas no senado e câmara. Esse novo escândalo pode interferir no progresso das reformas trabalhistas e da previdência em Brasília?
 
CL:
Certamente. As reformas trabalhistas e previdenciárias têm uma importância fundamental para o desenvolvimento de nosso pais a médio e longo prazo. Ao meu ver foi trabalhado a comunicação com a sociedade de forma ineficiente e retardada, o que trouxe um desgaste ao governo e a base aliada. Como a economia vinha dando sinais de melhoras, a pressão da sociedade não se mostrou intensa como na era Dilma, apenas os sindicatos, com a possibilidade da perda do Imposto Sindical Obrigatório, exerciam esta pressão nas ruas. No entanto, com os novos escândalos gerou uma nova tensão sobre uma base aliada já no limite das ações. Isto pode gerar novas negociações ou rompimento da base com saída do governo. O que precisa é de um compromisso dos deputados e senadores com as reformas, independente de continuidade ou não do governo Temer.
 
BE - Em caso de renúncia do presidente Michel Temer, o Brasil vai passar por um novo processo de eleições indiretas. Na sua opinião, pensando a situação política do país do jeito que está. Qual seria o melhor nome para assumir o país e tentar contornar a situação?
 
CL:
Encontrar um nome de consenso aos partidos frente a situação política, moral, jurídica, eficiência da lava-jato, é um enorme problema. Pensando, unicamente pela capacidade comprovada de condução na área econômica, ter bom trânsito político, ainda não ter nenhum envolvimento na operação lava-jato, acredito que ainda seria melhor o nome do Ministro Henrique Meireles.
 
BE- As delações da JBS colocaram em cheque a vida política de Aécio Neves e seus familiares. Esse processo pode atrapalhar o PSDB na campanha política de 2018?
 
CL:
Acredito que não. O PSDB não é Aécio Neves, não é José Serra, nem tão pouco Cezar Leite. O PSDB tem que ser a estabilidade econômica, o Plano Real, a eficiência em gestão, o desenvolvimento econômico sustentável, a política de austeridade, a responsabilidade fiscal, tudo isso é o PSDB. Teremos sim um nome forte em 2018, voltado ao trabalho, com seriedade, com capacidade de gestão, articulação, competente, compromisso com a verdade, envolvido com todos os problemas da nossa sociedade, e vamos acelerar o Brasil.
 
BE- Falando de Salvador, como você avalia esse primeiro semestre de gestão de Léo Prates a frente da casa?
 
CL:
Léo Prates está de parabéns, esta é minha primeira legislatura, mas posso ver claramente seu envolvimento nos trabalhos da câmara, nas aprovações de projetos dos vereadores, na modernização de práticas e sistemas de gestão da casa, conduzindo de forma democrática as plenárias.
 
BE- Quais os principais projetos que tramitaram na câmara municipal na sua opinião e por que?
 
CL:
Posso indicar como exemplo o Revitalizar, projeto do Executivo Municipal de grande importância não somente para Salvador com para a Bahia. O projeto traz uma série de incentivos fiscais para a região do Centro Histórico, em relação ao ISS e IPTU, fazendo que os imóveis tenham possibilidade de serem reformados e dando funções sociais e econômicas na área do centro. Sem dúvida a revitalização do Centro Histórico será um diferencial na vida da população local, como para o turismo da Bahia. Como nossa entrevista tem pauta econômica, e sou de veia liberal, aponto meus projetos de indicação como Parcelamento do ITIV em 12 vezes com objetivo de aquecimento do setor imobiliário e Isenção do ITIV na Compra do Primeiro Imóvel, a suspenção do TFF por 2 anos (Taxa de Fiscalização do Funcionamento) para empresas na cidade de Salvador, e o uso de 15% da arrecadação do IPTU para utilização no bairro arrecadador. 
 
BE- O Prefeitura de Salvador espera ampliar em 8% sua capacidade de empréstimo no próximo ano. Essa pauta estava na LOA entregue a câmara municipal na semana passada, como o senhor avalia essa questão? 
 
CL:
Com bons olhos, fruto da política fiscal austera e competente do secretário da fazenda Paulo Souto e do Prefeito ACM Neto, a prefeitura vem honrando com pagamentos, ampliando receitas municipais, aprovamos o REDA com redução dos gastos com terceirizações, trazendo credibilidade a gestão e reconhecimento frente aos credores nacionais e internacionais, permitindo ações importantes estruturantes como o BRT e Hospital Municipal. Claro que vivemos um momento econômico instável e requer atenção, mas a responsabilidade fiscal é uma marca do governo municipal.



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