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JOSÉ MACIEL - PÁTRIA CHEGA AO OESTE BAIANO
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RICARDO ALBAN - PRESIDENTE DA FIEB


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FRASE DO DIA
 


"Se fosse fácil já teria votado.Vamos fazer todo o esforço para (a votação) ser na próxima semana”

Henrique Meirelles
Ministro da Fazenda do Brasil, falando sobre a votação da previdência  

 

 








ENTREVISTAS
 
CLAUDIO CUNHA - PRESIDENTE DA ADEMI-BA
 

BE - A Construção Civil emitiu uma nota afirmando que não vai parar as atividades nessa sexta-feira de greve geral. Qual a posição do segmento em relação a reforma trabalhista e da reforma da previdência que tramita no congresso? Por que?

CC - Os últimos anos têm sido difíceis, crescimento da inflação, aumento de taxas de juros, crescimento do desemprego, motivados por uma insegurança jurídica e crise política e econômica sem precedentes. Reformas são sempre necessárias e fundamentais para se adequar à nova realidade do mundo, as mudanças comportamentais, ao aumento da expectativa de vida da população, a competitividade, para termos crescimento perene com equilíbrio fiscal. Entendemos portanto, ser extremamente importante e fundamental as reformas propostas.

BE - O IBGE divulgou recentemente que a construção civil foi um dos poucos segmentos que apresentaram uma estabilidade de alta nos primeiros meses de 2017. O setor tem conseguido vencer a crise e se recuperar do ano de 2016, considerado um dos piores das histórias para economia? 

CC - O setor da construção civil, enfrenta a mais dura e longa crise, foram feitos muitos sacrifícios para manter as empresas ativas, estamos nos reinventando. Com as mudanças dos cenários macroeconômicos o nível de expectativa voltou a subir, há uma redução de estoque significativa e o início de uma recuperação de preços. Apesar de nosso negócio ser de longo prazo, temos melhorado nossos índices em relação a 2016, mas para voltarmos a fazer novos lançamentos temos que ser bastante assertivos, mas não só a capacidade e criatividade dos empresários são suficientes, precisamos de estabilidade e segurança.

BE - O índice de desempregados no Brasil bateu recordes históricos. São quase 13 milhões de pessoas desempregadas e a construção civil sempre esteve entre as maiores oportunidades de emprego do país. Qual a sua expectativa em relação a contratação para esse final de primeiro semestre? 

CC - O ciclo do mercado imobiliário é longo, até o início das obras que são os maiores geradores de emprego, temos que superar várias fases, desde a identificação do terreno, a definição do produto, sua aprovação, e comercialização. Acreditamos que com as melhorias de cenários, aprovação das reformas, aumentaremos os lançamentos. Não existe crescimento econômico sem a indução da construção civil.

BE - Ano passado a Câmara de Salvador debateu largamente a questão do PDDU e da Lous, que o Prefeito ACM Neto já sancionou. A construção civil já consegue sentir os efeitos da nova medida? O que o senhor poderia comentar a respeito? 
 
CC - As aprovações do PDDU e LOUS, trouxeram a segurança jurídica imprescindível, para o ambiente de negócios, trouxeram também novas áreas, usos e parâmetros positivos, mas só a lei não basta é necessário que tenhamos a economia sob controle e a recuperação da empregabilidade.
 
BE - Quais os benefícios que a construção da Ponte Salvador Itaparica traria para o segmento na Bahia. Aquela região pode ser considerada um novo vetor de desenvolvimento?  

CC - Em termos comerciais a ponte pode trazer ganhos, pela melhoria do tráfego, escoamento de produtos pelo porto, rodovias e novas rotas comerciais. Como vetor de desenvolvimento, podemos ter novos mercados, mas é preciso que o poder público faça o seu papel, aperfeiçoando a infraestrutura urbana, dentre outras, zoneamento, o abastecimento de água, tratamento de esgoto, energia, dados, segurança, aterros sanitários.
 
 

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