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LUCAS LEAL - A SEMANA NA BOLSA - OBJETIVO ATINGIDO
MILTON CEDRAZ - POR UMA SALVADOR AMBIENTALMENTE CORRETA
ARMANDO AVENA - BAHIA: A ECONOMIA VOLTOU A CRESCER


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BRUNO DAUSTER - SECRETÁRIO DA CASA CIVIL DO ESTADO DA BAHIA


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JUROS CAEM, MAS TAXA CONTINUA ALTA PARA EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS




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"A plena integração entre os sistemas de transportes de trilho e pneus traz para a população a garantia da diminuição do tempo de locomoção e a redução do custo com o transporte público"

Brunno Dauster
Secretário Casa Cívil do Estado









ENTREVISTAS
 
GLAUCO HUMAI - PRESIDENTE DA ABRASCE
 


BE- O Brasil passou por uma crise muito grande em 2016 e o setor de shoppings centers não ficou de fora. Os lojistas da Bahia se queixaram muito do ano, devido à baixa movimentação nos shoppings centers. Houve quedas significativas nas vendas nesse período. O que o senhor poderia comentar a respeito?
 
GH- É fato que a crise econômica abalou diversos segmentos no Brasil. O ano de 2016 foi muito desafiador, porém o setor de shopping centers registrou uma retomada do crescimento e se mostrou resiliente. A partir do segundo semestre percebemos uma leve melhora nas vendas. A curva permaneceu ascendente e deve continuar assim em 2017. Em relação ao movimento nos shoppings, após crescer mais de 30% ao longo dos últimos seis anos, o fluxo de visitantes apresentou queda de apenas 1,26% no ano passado, indicando que, apesar da indústria de shopping centers sentir os efeitos da retração, o mix de lojas diversificado, a segurança, a conveniência e os novos serviços que vêm sendo agregados aos centros de compras, cada vez mais completos, continuam atraindo o consumidor e evitaram quedas ainda maiores.

BE- Quais as perspectivas para 2017 em relação a crescimento de shoppings centers no Brasil?

GH-Vemos o ano de 2017 com otimismo e acreditamos em uma retomada da economia. O setor de shopping centers projeta um crescimento de cerca de 5% em 2017. Vale mencionar que, em 2016, a vendas subiram 4,3%, atingindo R$ 157,9 bilhões. 

BE- Na Bahia, muitas lojas fecharam as portas em 2016 e alguns projetos de shoppings no interior foram desativados. Como você observa essa questão?
 
GH-É comum haver um percentual de shoppings que postergam a inauguração, e isso ocorre por diversos fatores. São mais de 200 negócios reunidos em um mesmo empreendimento e, por envolver tantas partes diferentes, é natural que haja reajuste no cronograma de inauguração. Além disso, em um cenário político e conômico que gera incertezas para investidores e empreendedores, poderíamos ter tido menos inaugurações ainda. Mas não tivemos. Em nível nacional, encerramos o ano com um bom número de novos estabelecimentos – foram 20 novos shoppings centers, de 30 anunciados.
 
BE- Em termos de geração de empregos os shoppings tem conseguido manter o número de funcionários e evitar as demissões em massa que tem acontecido, por exemplo na indústria? O que o senhor poderia falar a respeito? 
 
GH-Como comentei acima, é fato que a crise atingiu diversos setores, incluindo o de shoppings, mas atuamos fortemente para evitar grandes impactos. Exemplo disso é que no ano passado foram registrados 26.302 novos postos de trabalho, 2,7% a mais do que no ano anterior. Cabe frisar que o segmento de shoppings  representa 2,57% do PIB e emprega diretamente 1.016.428 pessoas.

BE- A cobrança de estacionamento ainda é um tema presente nos consumidores de shoppings da Bahia. Os estabelecimentos sentiram uma queda nas vendas depois do início da cobrança. Em relação aos custos dos lojistas e a cobrança de estacionamentos nos shoppings o que o senhor poderia falar a respeito? 

GH-Não tenho dados que mostrem que houve queda nas vendas em locais que passaram a cobrar pelo uso do estacionamento. Mas posso te afirmar que a Abrasce defende rigorosamente que todos os shoppings são amparados pelo direito de propriedade e pelos princípios da livre iniciativa e livre concorrência, tendo autonomia para cobrar pelo uso do estacionamento sem quaisquer restrições. Por isso, a associação utiliza de todos os mecanismos legais de defesa para que seus associados tenham os seus direitos garantidos.




 

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