COLUNISTAS
 

LUCAS LEAL - A SEMANA NA BOLSA - OBJETIVO ATINGIDO
MILTON CEDRAZ - POR UMA SALVADOR AMBIENTALMENTE CORRETA
ARMANDO AVENA - BAHIA: A ECONOMIA VOLTOU A CRESCER


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ENTREVISTAS
 


BRUNO DAUSTER - SECRETÁRIO DA CASA CIVIL DO ESTADO DA BAHIA


SEU INVESTIMENTO
 


JUROS CAEM, MAS TAXA CONTINUA ALTA PARA EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS




FRASE DO DIA
 


"A plena integração entre os sistemas de transportes de trilho e pneus traz para a população a garantia da diminuição do tempo de locomoção e a redução do custo com o transporte público"

Brunno Dauster
Secretário Casa Cívil do Estado









ENTREVISTAS
 
CLAUDIO TINOCO - SECRETÁRIO DE CULTURA DA PREFEITURA
 

BE- Com o fuzuê e o furdunço, o carnaval de Salvador passou a ter 11 dias. Isso tem tido efeito econômico no que se refere a ocupação hoteleira e estimulo a economia?
 
CT- As pesquisas nos mostram que, no período do Carnaval, os turistas passam sete dias na cidade, dos quais quatro brincando nas ruas. Com isso, o pré-carnaval passou a ser uma alternativa para antecipar a chegada de turistas e ampliar a permanência deles em Salvador, aumentando a movimentação econômica com o consumo extra de alimentos, bebidas, hospedagem, transporte, roupas e acessórios, entre outras coisas. O Carnaval é o único evento que promove a ocupação hoteleira de quase 100%  dos cerca de quarenta mil leitos, bem como a movimentação econômica de R$ 1,5 bilhão, na Capital.
 
BE- A prefeitura conseguiu um patrocínio de R$ 50 milhões do setor privado para o carnaval. Assim podemos dizer que o carnaval de Salvador é autossuficiente?
 
CT- A Prefeitura capta R$ 30 milhões de recursos privados, que auxiliam no investimento total de aproximadamente R$ 50 milhões para garantir a oferta da infra-estrutura, dos serviços e das mais de 300 atrações artísticas e culturais. Além de compreendermos que os gastos com o Carnaval são investimentos que fortalecem a nossa cultura e a indústria do entretenimento e turismo da nossa cidade, somos convictos de que o Carnaval é mais que autossuficiente, pois a receita tributária gerada com a movimentação econômica, somada à captação de patrocínio, é maior que as despesas públicas com a festa.
 
BE- Quais os verdadeiros números do carnaval e como eles são calculados?
 
CT- Monitoramos os fluxos nos principais portões de entrada da cidade, com ênfase no aeroporto, rodoviária, porto e sistema ferry-boat. Neste ano, vamos incorporar o fluxo das principais praças de pedágio rodoviário, em virtude do crescimento dos turistas regionais e de outros estados que chegam pelas estradas. Realizamos, também, pesquisa de campo durante o evento, além do acompanhamento das taxas de ocupação hoteleira. Por exemplo, há previsão de recebermos 1.600 voos, dos quais 250 extras, durante o Carnaval, com oferta de 232.000 assentos. Pelo porto, receberemos 9.231 turistas vindos nos navios. Estimamos que 750 mil turistas venham à Salvador durante o Carnaval - 10% mais visitantes que o ano passado, do interior da Bahia, de outros estados, principalmente de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe; e de países como Argentina, Chile, França, Espanha, Alemanha e EUA.
 
BE- Os blocos afro tem tido dificuldade para desfilar. Qual a posição da prefeitura em relação a isso? 
 
CT- Total apoio pela importância que representam para a Cultura e a festa carnavalesca. Oferecemos a isenção tributária em muitos casos e o apoio financeiro para as entidades de matriz africana que não recebem patrocínio público de outros programas, sobretudo as de pequeno porte que têm maior dificuldade de captar patrocínio privado. Aproveitamos ainda a força da expressão musical dos afros, afoxés e índios na programação oficial da Prefeitura, desde o Fuzuê, Furdunço, passando pela participação especial na abertura do Carnaval, até nos carnavais de bairro.



 

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