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"Além de uma tradição cultural que precisa ser mantida e potencializada, o São João da Bahia também é uma atividade econômica para as cidades baianas. Acredito que o São João é para o interior, proporcionalmente, o que o Carnaval é para Salvador. Gera renda, atrai visitantes. As pessoas alugam suas casas, pousadas e hotéis ficam lotados e o comércio local é movimentado. Por isso é importante a participação do Estado para que as festas aconteçam",

Rui Costa(PT)
Governador da Bahia  









ENTREVISTAS
 
LIDICE DA MATA- SENADORA DA REPÚBLICA
 

 
BE- Senadora, o governo federal passou por um período muito conturbado em 2016. A saída da presidente Dilma, reformas, corrupção, tudo trouxe um cenário muito ruim para imagem do congresso. O reflexo veio numa crise econômica intensa. Setores como turismo e indústria questionam a situação a todo tempo. Em 2017, podemos esperar um cenário mais estável no congresso nacional?
 
LI - O ano de 2017 será marcado no Congresso Nacional, inicialmente, pelas mudanças nas mesas diretoras da Câmara e no Senado. No entanto, é importante ressaltar que o Governo Temer já trouxe uma grande instabilidade no momento em que constitucionalizou uma matéria de política fiscal que foi a aprovação da PEC 55. É importante fazermos um ajuste fiscal? Claro que é, mas não nos termos propostos por ele, que fez numa dimensão de levar no mínimo 20 anos. A correção somente pela inflação vai gerar perdas de investimentos na Saúde e Educação. Sabemos que há outras  alternativas para buscar o reaquecimento da economia. As medidas tomadas pelo governo vieram com muita timidez e com muito pouca capacidade de reaquecer o mercado.
 
BE- O turismo da Bahia vive um momento muito delicado. Segundo o trade o ano de 2016 foi o pior da história, com muitos bares e restaurantes fechando as portas. Na contramão desse processo não se tem uma definição clara do vai acontecer com Centro de convenções do estado. Quais medidas o governo estadual deve tomar para estimular o setor no estado?
 
LI- O governo do Estado deve incentivar a cadeia produtiva e estar sempre investindo na formatação de novos produtos e serviços, bem como em infraestrutura e promoção nos principais mercados emissores, divulgando os atrativos, atraindo novos voos. Eu acho que o governo tem buscado fazer isso. Eu acredito também que o Turismo é  uma área muito sensível às crises econômicas, pois no orçamento familiar, as viagens são os primeiros itens de corte em momentos de falta de dinheiro, embora essa lógica tivesse sido contrariada no último ano. A atividade pode ser um antídoto para as crises, pois tem uma grande capacidade de gerar empregos mais rapidamente.    
 
BE- O cenário político para as eleições da Assembleia Legislativa continua indefinido. O Prefeito ACM Neto deve definir na  próximas semanas o nome que vai fazer oposição. O governador tem três nomes dentro de sua própria chapa para concorrer. A senhora acredita que esse posicionamento da base de Rui, de criar três candidatos: o atual presidente, Marcelo Nilo (PSL), Luiz Augusto (PP) e Ângelo Coronel (PSD) pode ser prejudicial internamente.
 
LI - O fato de existirem três candidatos da base não é bom, mas para não haver prejuízos à base (do governo) é preciso que haja a manutenção da unidade em torno de um projeto político, que é o mais importante.
 
BE- A gestão do Prefeito ACM Neto está entre as mais bem avaliadas do Brasil. Porém, nunca se pagou um IPTU tão caro, nunca se pagou tanto em multa de trânsito, dentre outros impostos como o ITIV. Como a senhora poderia avaliar a gestão do Prefeito ACM Neto?   
 
LI- Muito se criticou a esquerda por aumentos de impostos e se dizia que a esquerda gostava de aumentar os tributos pois queria um Estado forte, mas a Prefeitura de Salvador, que é de um pensamento mais voltado à direita, prioriza a arrecadação sobrecarregando o contribuinte, oferecendo intervenções importantes na Orla, não podemos deixar de reconhecer, mas deixando lacunas importantes nas questões sociais. Para se ter uma ideia, Salvador é a capital que menos gasta, proporcionalmente, com a saúde pública de seus habitantes no país, segundo informações do Conselho Federal de Medicina (CFM), em conjunto com a ONG Contas Abertas. Em 2014, foram investidos apenas R$ 215,96 para cada habitante, ou seja, apenas R$ 0,59 por dia. Na Bahia, foram R$ 1,08 e, no Brasil, os governos federal, estaduais e municipais aplicaram, no mesmo período, R$ 3,89 por dia (R$ 1.419,84 ao ano) para cobrir as despesas públicas com saúde dos 204 milhões de habitantes. O cidadão comum está pagando para a construção da imagem de um governo perfeito, o que não é verdade.
 
BE- Como a senhora avalia a gestão do Governador Rui Costa(PT)
 
LI- Eu acho que Rui (Costa) faz a marca de um bom gestor, pois teve responsabilidade fiscal desde cedo, garantindo os salários em dia, assim, o que hoje é uma grande qualidade do gestor, diante da situação por onde passa o País. Ele enfrenta a perda da parceria com o Governo Federal, que tinha uma presidente que pertencia ao seu partido. Como todo governo, não posso dizer que o dele é perfeito, mas diante da crise econômica, ele tem se saído muitíssimo bem, mantendo projetos importantes nas áreas da Saúde e de Mobilidade Urbana. Em Salvador e no interior, foram mantidas as construções de hospitais como o Hospital da Mulher, a Maternidade de Ilhéus e as policlínicas que avançarão por todo o Estado. Tudo isso sem aumentar impostos e mantendo os serviços por toda a Bahia.
 
BE- A gestão de o presidente Michel Temer foi marcada como aquela que mais editou Medidas Provisórias no país. A economia de fato deu um sinal positivo depois dos primeiros meses de governo e o fim dos protestos das ruas. Temer prometeu uma série de reformas, dentre elas a previdenciária. Como a senhora ver essa questão?
 
LI- Não vejo esse sinal de recuperação. A queda da inflação era uma tendência e as medidas tomadas por ele até então mostram que ele não tem capacidade de gestão. Não vejo solução com o governo de Temer e nem como sairmos da crise na sua administração. Ele é incapaz administrativamente e não tem autoridade para comandar o País. A Reforma da Previdência como está posta é um desastre, pois poucos alcançarão a aposentadoria, sobretudo aqueles que hoje pagam o teto. Para se ter uma ideia, serão necessários 49 anos de contribuição para receber o valor máximo. Existe a necessidade de uma reforma, mas não essa que está aí, que prejudica as mulheres, os trabalhadores rurais...
 
BE- As mudanças trabalhistas proposta pelo governo federal abriram mais espaço para o diálogo entre o patrão e o empregado. Porém alguns defendem a tese da corte de direitos trabalhistas. Como a senhora observa essa questão?  
 
LI- Fazer reforma trabalhista, somos favoráveis desde que não prejudique o trabalhador, sobretudo em importantes conquistas, mas fazê-la em plena crise econômica e num momento de alta taxa de desemprego é entregar a cabeça dos trabalhadores.
 
BE-- A senhora acredita que o presidente Lula é o melhor nome para a presidência da república em 2018?
 
LI- Ainda é cedo para me pronunciar, mas eu não posso negar que ele é um candidato fortíssimo, uma vez que seu governo registrou um bom crescimento da economia com diversas conquistas no campo social.

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