ENTREVISTAS
 
CARLOS ANDRADE - PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO - BA
 

BE- Quais os pontos positivos que o ano de 2016 trouxe para o comércio. E Quais aos negativos que precisam de ajustes?  

CA- De ponto positivo eu destacaria a questão da reformulação política que o ano trouxe. Nós eliminamos um presidente da câmara dos deputados envolvido em esquemas de corrupção. Nós conseguimos alavancar um pouco a moral do congresso com as alterações feitas e assim a economia criou-se um fio de esperança para 2017. É preciso se entender que a situação do investimento fundamental para o comércio e está atrelada a solução da incerteza política. De negativo eu diria que foi um ano muito difícil para o trabalhador. Muita gente desempregada, sem dinheiro para comprar e isso fez o comércio ter um ano ruim. 

BE- O Desemprego atingiu patarates alarmantes em 2016. Em uma entrevista recente ao Portal Bahia Econômica o presidente do Sindlojas Bahia, Paulo Motta, disse que a perspectiva de contratação nesse final de ano é quase nula. O que o senhor tem a dizer a respeito?   

CA- Eu concordo com Paulo. Existiu uma pesquisa durante o ano onde se mostrava que o ano de 2016 seria muito ruim para o comércio devido ao desemprego. Porém durante o ano as coisas foram acontecendo e a economia estimou uma melhora muito tímida na questão do emprego nesse final de ano. As vendas e contratações nesses meses de festa vão ficar abaixo do espero pela situação econômica o trabalhador não tem poder de compra e isso gera prejuízo e dificuldades para o comerciante 
 
BE- Quais os principais benefícios que o comércio tem com as liquidações como Black Friday, Liquida Salvador, dentre outras?

CA-Nesse momento elas são fundamentais para o setor. É o momento que o comerciante tem para vender mais. Dar descontos, oferecer preços, comprar mais, girar o comércio. Essas liquidações ajudam o comércio a desovar o estoque parada. Elas precisam acontecer e se fortalecer a cada ano. Nós sabemos que muitos consumidores esperam o ano todo para comprar durante esse período de festas e o comerciante não pode deixar de vender nessas oportunidades. Nesse ponto eu alerto a importância da politica está estabilizada para economia se fortalecer e o consumidor poder gastar mais com o comércio”.

BE- Com a economia em crise o poder de compra do trabalhador diminuiu. Quais os reflexos que isso trás para o comerciante e como fazer para solucionar essa demanda?

CA-
As promoções ajudam nesse aspecto. Elas vem num momento em que o comerciante pode livrar aquele estoque parado e transformar ele em dinheiro. Isso é um ponto importante para qualquer comércio. Nós buscamos sempre em reuniões com empresarios e poder público, cobrar medidas que estimulem os consumidores e facam com que o comércio atue. E os períodos de compra são um desses pontos. Neses períodos os impostos são menores e os produtos entram em liquidações, e o faturamento aumenta.

BE- Qual a sua expectativa para o comércio em 2017?

CA-
Eu acredito que a política vai estar menos no foco e algumas questões vão ser resolvidas. Só assim a econmia vai possibilitar o trabalhador voltar a atuar e comprar. Eu acho que o lojista deve se preparar para um ano melhor que em 2016. Eu acho que as coisas vão se estabilizar e a economia vai voltar a crescer. Eu tenho que ser otimista, as mudanças e reformas políticas vão ser julgadas e a situação vai melhorar"  



 

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