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“Os números do IBGE demonstram o caráter exitoso dessa iniciativa. O nosso foco é gerar cada vez mais novos postos de trabalho”

Sérgio Guanabara,
Titular da Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo de Salvador, ao creditar ao programa Salvador 360 o motivo do aumento de empregos.









ARTIGO
 
02/02/2018 08:38
ARMANDO AVENA - O CARNAVAL DA VIRADA




Já é carnaval, cidade. Nesta sexta-feira, Iemanjá sai das águas da Baía de Todos os Santos para ser homenageada e, neste ano especial, será a rainha das águas que abrirá o carnaval de Salvador. A festa começa oficialmente na próxima quinta-feira, mas a partir de hoje em cada canto da cidade da Bahia haverá um show, um ensaio de bloco, uma lavagem avisando que o carnaval chegou. E o ano de 2018, que começa sob o signo do crescimento econômico, vai se despedir da crise com um carnaval que vai registrar a maior movimentação financeira desde 2015. É o carnaval da virada na economia.

Estima-se que o carnaval de 2018 deve injetar R$ 11 bilhões na economia brasileira. E três cidades –  Rio de Janeiro, Salvador e Recife – serão responsáveis por 55% dessa movimentação financeira. O Rio de Janeiro sai na frente e deve atrair 1,5 milhões de turistas, gerando uma movimentação de R$ 3, 5 bilhões, e Salvador, que é a vice-líder na folia, vai atrair 770 mil turistas que vão injetar R$ 1,7 bilhão na economia baiana. Salvador responde assim por 15% da movimentação financeira do carnaval brasileiro, superada apenas pela folia do Rio Janeiro que responde por 30% do total.

Os números são do Ministério do Turismo, mas o trade turístico também anda entusiasmado com o carnaval. A ABAV –  Associação Brasileira de Agências de Viagens estima um aumento de 15% nos pacotes de viagens em relação a 2017. O Ministério do Turismo afirma que a taxa de ocupação de hotéis em Salvador será de 98% no carnaval e deve alcançar 100% nos estabelecimentos próximos aos circuitos.

É verdade que boa parte dos turistas utilizam plataformas alternativas, como o AirBnb, e não ficam em hotéis, mas em apartamentos e muitas vezes em casas de amigos, mas qualquer que seja a hospedagem quando 770 mil pessoas invadem uma cidade em clima de festa, o dinheiro gira, o emprego aumenta, as vendas crescem, os serviços deslancham e tudo isso dinamiza a renda e o emprego. 

Apesar dos números, são muitos os que reclamam de crise na folia. Há agremiações que não conseguiram botar o bloco na rua, camarotes que fecharam e outros que oferecem menos a preço mais alto. É natural, afinal 2017 foi um ano de forte crise, que descapitalizou empresas e empresários e isso se reflete na folia.

Mas há também quem faça deste o momento de dar a volta por cima, ampliando o camarote, trazendo atrações e inovações e apostando no poder de compra do turista que separou um dinheirinho para gastar com a folia. De todo modo,  entre o otimismo do governo, o lastimar de alguns setores e o entusiasmo de outros o que fica mesmo é a beleza do carnaval de Salvador. Evoé Baco.

                                                      O PREÇO DA GASOLINA

 O preço da gasolina em Salvador aumentou em até 15%  entre os meses de novembro e janeiro deste ano. É absurdo, qualquer que seja o angulo de análise. Na verdade, todos sabem que existe um cartel no setor de postos de gasolina, mas como o preço dos combustíveis é liberado torna-se difícil o controle.  Apesar disso, o consumidor ainda tem como intervir e o caminho é reduzir o consumo.

O primeiro passo é utilizar o álcool cujo preço quando atinge 70% do da gasolina já é mais rentável para o consumidor, o que já ocorre. Além disso, outras medidas, como deixar o carro em casa durante alguns dias da semana, usar apenas um automóvel por residência, fazer o transporte solidário e usar o metrô, reduzem a demanda. Quando a demanda se reduz, os estoques dos postos aumentam e manter estoques altos dá prejuízo, especialmente para os postos menores, que assim terão de fazer promoções e reduzir os preços. E um dono de posto mais inteligente pode perceber que diminuindo o preço aumenta exponencialmente seus clientes.

                                        A CONDENAÇÃO DE LULA E A BASE ALIADA

A condenação do ex-presidente Lula no TRF4 excitou os partidos da base aliada do governador Rui Costa. E o governador vai ter de conversar muito para manter a base unida. São quatro as principais questões a serem analisadas. A primeira é a viabilidade eleitoral do candidato a presidente a ser apresentado pelo PT. Lula era sinônimo de vitória e sem um candidato forte aliado a Rui a tendência da base é migrar. A segunda questão tem a ver com a relação desses partidos com o PT, que sempre foi difícil, e uma das queixas de parlamentares do PP e PR, por exemplo, são as vaias que recebem da militância petista em comícios no interior.

Com Lula como catalizador dessas alianças tudo ia bem, sem ele ninguém sabe o que será. E manter Lula no páreo já não dá, aliás o líder do PR na Câmara, deputado José Rocha, disse isso claramente esta semana e afirmou que fica difícil se aliar a Lula se sua candidatura for baseada em liminares. A terceira questão será a viabilidade politica do duplo palanque, ou seja, a possibilidade do partido apoiar um candidato localmente e outro nacionalmente. A quarta questão é, naturalmente, a composição da chapa que pode fazer aflorar o apoio em função dos cargos de Senador e Vice-governador.  Mas muita água ainda vai rolar, de concreto mesmo é que após o carnaval o mundo político vai ser adrenalina pura.

                                                    DATAFOLHA SEM LULA

A pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial divulgada esta semana traz um dado interessante. Quando se retira o nome de Lula da pesquisa, quem vence a eleição é o candidato “branco, nulo ou nenhum”, com pontuação que varia de 24% a 32%, a depender dos candidatos. Esse é o eleitor potencial de um outsider, um nome que venha de fora da estrutura política, desde que o eleitor saiba que ele existe.

                                                    OS SHOPPINGS DA BAHIA

Salvador possui atualmente 11 shoppings centers, ocupando a 8a posição no país em termos de área bruta locável. Mas o perfil dos clientes dos principais shoppings varia muito. O Shopping da Bahia é o maior shopping da cidade com 535 lojas, seguido do Salvador Shopping com 465 lojas. Ambos tem um perfil de consumidor bem equilibrado, mas no Salvador Shopping 30% deles são da classe A e 31% da classe B, enquanto no Shopping da Bahia os frequentadores são de 20% de classe A e quase 50% de classe B.

Em Salvador, o shopping com maior nível de frequentadores da classe A é o shopping Barra. Já o Salvador Norte Shopping é o oposto e tem 62% dos seus frequentadores classificados como classe C e D. O shopping Paralela tem seu perfil de consumidor concentrado na classe B, mas cerca de 15% dos frequentadores é de classe A. Já o Shopping Bela Vista tem quase 60% do seu público oriundo da classe B. 


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