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ARTIGO
 
26/01/2018 08:02
ARMANDO AVENA - UM CENÁRIO PÓS LULA




A condenação do ex-presidente Lula por unanimidade no julgamento realizado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) na última quarta-feira muda completamente o quadro da eleição presidencial deste ano e tira Lula do páreo.

A decisão colegiada torna o ex-presidente inelegível e para que o registro de uma possível candidatura à presidência seja deferida pela Justiça Eleitoral, será necessário a concessão de uma liminar, que pode cair a qualquer momento, ou ter o mérito da decisão julgada.

Além disso, os recursos impetrados junto ao Supremo Tribunal de Justiça e ao Supremo Tribunal Federal não podem mudar o mérito da decisão, mas apenas identificar irregularidades e, convenhamos, esses colegiados dificilmente reformariam uma decisão de caráter técnico, adotada por unanimidade por um tribunal eminentemente técnico.  Em outras palavras: Lula está fora da eleição e tudo o que ele pode fazer daqui para frente é agir politicamente.

Naturalmente, esse agir politicamente inclui a impetração de todos os recursos possíveis, mas manter Lula disputando nessas condições será aceitar sua posição de anticandidato, ou seja, ele estará ali simplesmente para fazer campanha pelo PT, fazer a surrada denúncia de golpe e alavancar outros candidatos, mas isso só poderá ser feito nas brechas eleitorais que a legislação permite entre a impetração dos recursos e o seu julgamento. Mas existe um plano B.

O plano B seria manter Lula candidato, mas já escolhendo um candidato a vice fortemente vinculado ao ex-presidente e pronto a substituí-lo no momento preciso. Nesse quadro, Lula se manteria candidato até o momento em que fosse preso para então seu vice assumir definitivamente a candidatura. O nome de Jaques Wagner seria perfeito nesse cenário, mas nele o ex-governador da Bahia iria para o sacrifício.

O mais razoável no atual cenário é que, após o natural processo de esperneação, o PT assuma definitivamente aquilo que o próprio Wagner chamou de Plano “E”, de Emergência, ou seja, constatando-se que Lula está fora do jogo, o melhor é escolher imediatamente o quadro mais bem posicionado do partido para disputar a presidência verdadeiramente. Ou então apoiar um nome de outro partido, mas com ligações fortes com o PT e com Lula.

Ambos são cenários de reconstrução da sigla e o último deles tem em Ciro Gomes o candidato ideal. E como fica Lula nesse processo? O ex-presidente ainda tem um capital político expressivo e pode transmiti-lo aos candidatos, mas a condenação unanime o deixou a um passo da prisão, pois condenado em segunda instância pode ser preso logo que o mesmo tribunal julgue os embargos declaratórios. O fato é que a condenação de Lula muda completamente o cenário para a eleição presidencial, pois o quadro que aí está só existe com ele candidato. Sem ele, haverá um freio de arrumação e a montagem de um novo cenário:  o cenário pós Lula.

                                                    O NOVO CENÁRIO

A grande incógnita no novo cenário é saber quem herdará a maior parte dos votos de Lula, ou se esses votos serão pulverizados entre vários candidatos. Se o PT assumir imediatamente uma nova candidatura, chancelada por Lula, seus votos ideológicos poderão migrar para esse candidato. Se não, serão pulverizados, beneficiando, provavelmente, candidatos como Ciro Gomes e Marina Silva. Bolsonaro também é uma incógnita, mas tudo indica que ele deve murchar sem a polarização com Lula que, em ultima instância, é quem alavanca sua candidatura. Por outro lado, sem Lula na disputa, perdeu-se o grande inimigo e o chamado centro político precisa urgentemente apresentar seu candidato, antes que algum aventureiro apareça.

                                                E O DESTINO DE LULA?

O ex-presidente Lula não tem mais alternativas. Politicamente sua carreira será encerrada ou paralisada e há grande possibilidade de terminar o ano na prisão. E ainda existem processos cujo desfecho pode ser uma nova condenação. Se ainda houvesse tempo e possibilidade, um exílio em outro país seria um bom caminho, mas, após a condenação, não parece mais factível. Resta saber se da prisão ainda será possível manter sua liderança política.    
                 
                                          A PONTE SALVADOR-ITAPARICA

Tem um artigo no edital publicado pelo governo do Estado que convoca empresas para analisar a possibilidade de construção e concessão da ponte Salvador- Itaparica que pode viabilizar a implantação de projetos imobiliários na Ilha de Itaparica. No edital, está previsto que o Secretário do Planejamento poderá envidar esforços para viabilizar a desapropriação de áreas que poderão se constituir em distritos industriais, centros logísticos, distritos turísticos, núcleos comerciais e de serviços, ou outras atividades econômicas. E a empresa que tocar a ponte “poderá́ propor mecanismos de captação de recursos provenientes da valorização imobiliária decorrente do projeto”. Ou seja, o edital prevê a ocupação imobiliária da ilha e isso pode viabilizar a engenharia financeira da ponte. Ponto para Leão.

                                            DESEMPENHO DOS PORTOS
 
Os portos públicos baianos, Aratu, Salvador e Ilhéus, fecharam o ano de 2017 com uma movimentação de cerca de 11,8 milhões de toneladas, um crescimento 7,5 % em relação ao mesmo período do ano anterior. O Porto de Aratu surpreendeu e registrou uma movimentação de 7,1 milhões de toneladas no período, um incremento de quase 14% em relação ao mesmo período de 2016. O Porto de Salvador registrou uma movimentação de 4,5 milhões de toneladas mantendo-se praticamente estável em relação a 2016. Já os portos privados, que incluem o terminal da Petrobras, a TPC, a Bahia Terminais e outros, registraram uma movimentação de 23,2 milhões de toneladas, uma queda de cerca de 0,3%. As informações são da Codeba.
 
                                                O DESTINO DE UMA NAÇÃO

“O homem razoável se adapta ao mundo; o irascível tenta adaptar o mundo a si próprio. Assim, o progresso depende do homem irascível”. A frase de Bernard Shaw se adapta perfeitamente a Winston Churchill, o primeiro ministro inglês de tirou o mundo das mãos de Hitler. Quando a Inglaterra estava perdendo a guerra e todas as lideranças políticas inglesas, inclusive o Rei, pregavam uma negociação com Hitler, Churchill mostrou-se irascível e aos gritos avisou ao Parlamento: “não se negocia com um tigre com a cabeça em sua boca”.

A irascibilidade de Churchill, estimulada por várias doses de uísque e muitos charutos por dia, impediram que Hitler dominasse o mundo. Essa história é contada no filme O Destino de uma Nação, em cartaz nos cinemas de Salvador. É imperdível.


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