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“Nem eu o convidei para o grupo de Rui nem ele me convidou para o grupo de Neto, até porque eu não tenho força para isso. Aí quem convida é o governador”,
 
Marcelo Nilo, Deputado Estadual (PSL)

Sobre o almoço que teve com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM).









ARTIGO
 
12/01/2018 10:30
ARMANDO AVENA - LULA VAI MEXER COM A ECONOMIA

 


A economia brasileira já está em rota de crescimento, mas a retomada dos investimentos, a mola propulsora de todo processo de crescimento sustentável, depende da situação do ex-presidente Lula. O volume de investimentos vai aumentar a medida que a capacidade ociosa das fábricas for se esgotando e isso já está ocorrendo em alguns setores, como atestam os dados do IBGE.  A chamada Formação Bruta de Capital Fixo subiu 1,6% no 3o trimestre de 2017, em relação ao 2o trimestre, e tudo indica que o processo se intensificou no último semestre do ano. O nível de investimento no Brasil, que hoje representa cerca de 16% do PIB, pode dar um salto em 2018,  mas isso vai depender do efeito Lula e no seguinte diapasão: o investimento vai crescer na medida em que a possibilidade do ex-presidente se tornar inelegível aumentar e vice-versa. Isso porque o empresariado acredita que a continuação das medidas de ajuste econômico é indispensável para garantir o retorno nos investimentos e tanto Lula quanto seu partido têm se mostrado contra essas reformas.  Aliás, se Lula acreditasse efetivamente na possibilidade de sair candidato já deveria estar preparando uma nova carta ao povo brasileiro, manifestando sua intenção de continuar com o processo que fez a economia voltar a crescer.  Nesse contexto, o julgamento do ex-presidente pelo Tribunal Regional Federal da 4a região, marcado para acontecer no próximo dia 24, vai ser o primeiro termômetro desse processo. São várias as hipóteses possíveis para o resultado do julgamento e em todas elas haverá a possibilidade do interessado recorrer, mas alguns detalhes tendem a dar maior ou menor segurança aquele investidor temeroso com a possibilidade de reeleição de Lula. Um deles, talvez o mais importante, será o placar do julgamento, ou seja, se a condenação for mantida por unanimidade, a possibilidade de Lula ficar inelegível será maior, embora ainda sejam possíveis vários recursos e até liminares permitindo o início da campanha. De todo modo, é a possibilidade de Lula ser ou não candidato que vai definir a velocidade dos investimentos no primeiro semestre de 2018.

 
O Papel de neto na disputa presidencial 
 

O Presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia, finalmente se assumiu como presidenciável e já está montando a estrutura de campanha. O nome de ACM Neto foi um dos mais cotados para ser o candidato do DEM à presidência, mas Neto desde o inicio trabalhava o nome de Maia, além disso, deve assumir outra presidência em fevereiro, a presidência do DEM. Neto já é um dos principais formuladores da campanha de Maia e formará junto com o pernambucano Mendonca Filho a linha de frente de sua campanha no Nordeste. Com isso, quem ainda duvida de que o Prefeito será candidato à governador pode tirar o cavalinho da chuva. É jogo jogado.

 
Wagner e Rui na disputa presidencial 
 

Não há candidato forte em nível estadual, sem que ele esteja atrelado a um candidato forte em nível nacional. A hipótese de Lula ser candidato seria, portanto, o sonho do governador Rui Costa que teria a popularidade do ex-presidente atrelada à sua campanha. Sem Lula, a melhor hipótese para o governador Rui Costa seria a candidatura à presidência do ex-governador Jaques Wagner, que é dada como favas contadas caso o ex-presidente não possa concorrer. Há, no entanto, duas hipóteses para o caso de Lula ser condenado. Uma delas seria Lula passar o ano de 2018 lutando na Justiça por sua candidatura e só indicaria um outro nome quando ela estivesse definitivamente inviabilizada. A outra seria indicar um substituto de imediato para dar início à campanha fortalecendo seu nome e sendo alavancado pelo ex-presidente. Essa última hipótese seria boa para a campanha de Rui Costa, que teria um ex-governador da Bahia disputando a presidência. Já a primeira hipótese resultaria apenas no sacrifício explícito de Wagner e do seu futuro político.
 

Temer e a presidência 
 

Quem anda pelos corredores do Palácio do Jaburu afirma com todas as letras: ele só pensa naquilo. Pois é, o presidente Temer trabalha com todas às suas forças para ser candidato à reeleição. Aposta tudo na economia e na redução das taxas de desemprego. Por lá se diz que se aprovar a reforma da Previdência em fevereiro, o investimento vai dar um salto e o PIB crescerá bem mais que 3%, viabilizando uma queda acelerada no desemprego. É muito otimismo para quem tem apenas 6% de aprovação.
 

A festa e a economia de Salvador 
 

O turismo em Salvador começou a se recuperar e o reflexo disso foi o aumento de quase 10% na taxa de ocupação média dos 26 maiores hotéis da cidade em 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior. E esse aumento foi em função do crescimento do turismo de lazer, pois o turismo de negócios continua estagnado e deve permanecer assim até que haja um novo Centro de Convenções. Em dezembro, a taxa de ocupação chegou a 60 % que é a taxa mínima para viabilizar o negócio da hotelaria e isso ocorreu por conta dos eventos no réveillon. Em uma cidade com forte peso na economia informal, é fundamental que se faça investimentos no ciclo de festas e de eventos.  Salvador não tem agropecuária, a indústria é pequena e são os serviços que empurram a economia e a festa gera serviços e ativa a economia informal. Em suma: investir em festa em Salvador, é investir em geração de emprego e renda.

 
Política de Céus abertos 


Congresso Nacional vai votar ainda este ano a política de “céu abertos” entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o acordo, empresas brasileiras e americanas poderão criar novas rotas entre os dois países sem limites de cotas. O acordo é restrito, mas é um avanço e pode abrir oportunidades de novas ligações aéreas entre o aeroportos de Salvador e os americanos.

 
Os Blocos de carnaval
 

A crise econômica é democrática, ela atinge a todos os setores sem exceção e não seria diferente com o Carnaval.  É essa, fundamentalmente, a explicação para a redução dos blocos que vão desfilar na quinta-feira, primeiro dia de Carnaval, e na terça-feira.  A demanda, especialmente nos blocos que atendiam a chamada classe C, caiu por conta da crise e, embora a economia esteja em processo de recuperação, a taxa de desemprego ainda permanece alta e o consumidor está preferindo eliminar essa despesa supérflua, até porque o carnaval será no começo de fevereiro coincidindo com as despesas de inicio de ano, como pagamento de IPTU, matrícula e material escolar. Ano que vem, com a economia a pleno vapor, tudo será como dantes no quartel de Abrantes.



 


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