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“Nem eu o convidei para o grupo de Rui nem ele me convidou para o grupo de Neto, até porque eu não tenho força para isso. Aí quem convida é o governador”,
 
Marcelo Nilo, Deputado Estadual (PSL)

Sobre o almoço que teve com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM).









ARTIGO
 
09/01/2018 09:35
JOSÉ MACIEL - MOVIMENTOS E CENÁRIOS TECNOLÓGICOS NO AGRONEGÓCIO

A retomada da economia brasileira , prevista com mais força para  2018, quando se vaticina um crescimento superior a 2%, espera mais uma vez contar com a contribuição do agronegócio, o setor que mais destaca no nosso cenário econômico, com uma participação de quase 25% do PIB nacional, e que acaba de ostentar mais recorde: a safra de 240 milhões de toneladas de grãos, representando um acréscimo de 30% em  relação ao ciclo anterior.

 

Esse desempenho exponencial tem sido possível graças aos investimentos em ciência e tecnologia, à atuação de instituições como a EMBRAPA,  e, mais recentemente, às inversões nas chamadas tecnologias digitais.

 

A instalação de sensores nos campos e nas máquinas agrícolas vem permitindo a a racionalização no uso de insumos , como a aplicação de quantidades  de fertilizantes adequadas a cada talhão do estabelecimento rural, a economia de água e energia na irrigação (a chamada "irrigação de precisão"), o uso correto de defensivos agrícolas, além das técnicas de controle biológico de pragas e doenças, diminuindo os requerimentos de defensivos químicos, o emprego de drones para monitoramento das plantações e rebanhos, e assim por diante.

 

Uma reportagem da revista VEJA , de 20 de dezembro último, registra , por exemplo, um caso em Luis Eduardo Magalhães em que um cafeicultor  acusou uma economia de 24%  no consumo de água e energia na irrigação com a  implementação de um sistema da Agrosmart, que monitora 10 variáveis  de solo e do microclima.

 

Por seu turno, a revista Exame, de  6 de dezembro, se refere a   uma análise do banco Goldman Sachs, na qual se estima que a produtividade no campo terá de aumentar  50% até 2050 para atender a demanda mundial de alimentos. Se aplicadas corretamente, as tecnologias digitais poderão agregar mais 2 trilhões de dólares  em produção de alimentos até o ano citado acima.

 

Esses movimentos,  que correspondem a um mercado de 240 bilhões de dólares para os fornecedores dessas tecnologias, exigirão mudanças nos marcos regulatórios para melhorar  a atração de  novos investimentos,  e na atuação dos órgãos de pesquisas.

 

No primeiro caso, impõe-se aperfeiçoamentos em alguns marcos legais, como as leis de inovação, de patentes, de proteção de cultivares, de biocombustíveis  , dentre outras. Uma das ideias em discussão é o alongamento do prazo de usufruto para os desenvolvedores de patentes. A criação de uma variedade de cana mais produtiva e com maior rendimento industrial  envolve riscos e custos significativos, e os prazos de fruição da tecnologia na legislação atual são considerados exíguos.

 

Do lado das instituições de pesquisa,  já está em andamento na EMBRAPA um plano para agilizar a formação de parcerias  com o setor privado , que envolverá  mais aportes de recursos da iniciativa privada  para projetos e produtos que tenham tecnologia da estatal. A propósito,  uma matéria do Valor Econômico de 22 deste mês é ilustrativa a respeito dessa nova estratégia de atuação da estatal.

 

 

 

(1) Consultor Legislativo e doutor em Economia pela USP - E-mail:  jose.macielsantos@hotmail com


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