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Colocando fim à celeuma criada após declarações de seu filho, Cacá, sobre um possível apoio ao presidenciável Rodrigo Maia (DEM)









ARTIGO
 
13/12/2017 00:00
JOSÉ MACIEL - PÁTRIA CHEGA AO OESTE BAIANO

Uma oportuna matéria do jornal Valor Econômico de primeiro de dezembro último  revelou um importante investimento no Oeste do Estado. Trata-se da primeira incursão do grupo Pátria no setor agropecuário, no que eles chamam de divisão de terras, o lado "caipira", conforme brincadeira dos executivos do grupo.
 
Mais conhecido no mercado pelos aportes nas áreas de infraestrutura , educação, saúde e no mercado imobiliário, a gestora Pátria, após um esforço de mapeamento  de 7 milhões de hectares e captação de 300 milhões de dólares, o "Pátria Investimentos"  adquiriu parcialmente uma fazenda de extensão de 3 mil hectares (de um total de uma propriedade de 7 mil hectares), no município de Luis Eduardo Magalhães ,  no Oeste baiano, e pretende  concentrar o foco na produção de soja e algodão. Outras três propriedades rurais estão sendo objeto de minuciosa análise ,  para fins de investimento, caracterizando  um  estágio chamado de "due dilligence", estágio este que deve ser finalizado no fim do primeiro trimestre de 2018. Desses três estabelecimentos rurais, um se localiza na  região  baiana do Oeste.
 
Diferentemente de outros negócios e aquisições, em que os investidores compram as terras e tocam diretamente as operações produtivas, o grupo  Pátria atua como "investidor", ou seja, adquire o móvel  e o arrenda, preferencialmente para  o próprio vendedor, aproveitando certamente a "expertise " agrícola deste último. O grupo em tela tem  priorizado o foco para terras em estágio de produção e terras com pastagens , mas com aptidão para conversão para grãos. A expansão da atividade produtiva vem das sobras da fazenda ainda não  utilizadas,   mas disponíveis para uso agrícola, respeitados os dispositivos do Código  Florestal, mormente os relativos ás  áreas de preservação   e Reserva Legal; e das terras com pasto degradado, que serão convertidas para grãos, como foi  assinalado.
 
Em "due dilligence" se encontram uma fazenda na Bahia, outra no Mato Grosso e uma terceira em Tocantins, ou  seja , a preferência  se localiza  na Bahia,  no Mato Grosso e  na zona do  MAPITO,  que representam locais com  ampla disponibilidade de terras com aptidão para a produção de grãos  e preços relativamente mais baixos.
 
O plano é adquirir  até o final de 2018 algo entre 25 e 30 mil hectares , totalizando 6 imóveis em carteira.
 
Trata-ser, portanto de   mais um investimento relevante no Oeste da Bahia, e que merece toda atenção e apoio das autoridades federais  e estaduais.  Entende-se que,   num caso como este,  apoiar significa não só o aporte de recursos em ações típicas de governos, mas também, conforme  já fizemos referência neste espaço, não  "atrapalhar", impondo um excesso de regulamentação,  aumentando a carga de impostos ( como já  se cogita no caso da Lei Kandir, que um projeto de lei no Senado pretende revogar), mantendo as restrições na aquisição de terras por estrangeiros, e assim por diante.
 
 
(1)  Consultor Legislativo e doutor em Economia pela USP. E-mail:  jose.macielsantos@hotmail.com

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