COLUNISTAS
 

JOSÉ MACIEL - PÁTRIA CHEGA AO OESTE BAIANO
LUCAS LEAL - PANORAMA DO MERCADO: ALTA VOLATIVIDADE
ARMANDO AVENA - OS PRESIDENCIÁVEIS DA BAHIA


BUSCA
 



ENTREVISTAS
 


RICARDO ALBAN - PRESIDENTE DA FIEB


SEU INVESTIMENTO
 


BITCOIN BATE US$ 18 MIL APÓS ESTREAR NA BOLSA DE CHICAGO




FRASE DO DIA
 


"Se fosse fácil já teria votado.Vamos fazer todo o esforço para (a votação) ser na próxima semana”

Henrique Meirelles
Ministro da Fazenda do Brasil, falando sobre a votação da previdência  

 

 








ARTIGO
 
01/12/2017 21:29
ARMANDO AVENA - UM OÁSIS NO SERTÃO DA BAHIA

 



Entre as principais áreas econômicas do nosso Estado está um oásis localizado no sertão, na região do Vale do São Francisco, mas que, na verdade, não é sertão nem é Bahia. Não é sertão, pois, embora localizada no semiárido, sua produção é quase toda gerada com irrigação, e não é Bahia pois localiza-se na divisa de dois estados: Bahia e Pernambuco. Estamos falando de Juazeiro e Petrolina uma aglomeração urbana que une duas cidades, como se fossem uma só.

É tão dinâmica a economia desses dois municípios contíguos que se posicionou, entre janeiro e outubro deste ano, como o 2o maior polo do país na geração de novos empregos com carteira assinada.  Apenas São Paulo gerou mais emprego do que Juazeiro e Petrolina no período, e, convenhamos, a capital paulista tem uma população 20 vezes maior. Vista como se fosse uma única cidade, e é assim que deve ser vista sob o ponto de vista econômico, essa aglomeração urbana seria a 3a maior cidade da Bahia e teria um PIB de aproximadamente R$ 8 bilhões, sendo o quarto maior PIB da Bahia, abaixo apenas de Salvador, Camaçari e Feira de Santana, e maior do que os de Lauro de Freitas  e de Vitória da Conquista.

E juntas, as duas cidades estariam entre as seis maiores cidades da Bahia em termos de poder de compra. Juazeiro e Petrolina são as sedes do grande polo produtor de frutas e vinhos do vale do rio São Francisco, criado no início dos anos 2000 e que desde então só vem crescendo. 

E isso só foi possível por causa da irrigação que faz com que a forte seca que assola a região passe ao largo da produção. Para isso foi preciso um empurrãozinho do Estado e a liberação de recursos para crédito e para a aquisição de moto bombas flutuantes, que permitem a captação de água do rio São Francisco, de forma racional e sustentável. A produção é voltada para o mercado interno e externo e este ano as exportações são da ordem de quase 200 milhões de dólares nas duas cidades, colocando-as no ranking dos 10 maiores municípios exportadores tanto da Bahia quanto de Pernambuco e já são dois os voos semanais de carga que saem de Petrolina com destino a Europa.

O impacto dessa produção na indústria e no comércio local já é grande e os investidores, baianos e pernambucanos, começam a aportar com mais força na região. Juazeiro e Petrolina são líderes de uma região metropolitana, a Ride –  Região Integrada de Desenvolvimento Petrolina-Juazeiro e os governos da Bahia e de Pernambuco deveriam trabalhar juntos para potencializar a pujança dessa região.

                                      PESQUISA PARA O GOVERNO DA BAHIA

Para um estado como a Bahia, onde tradicionalmente a eleição para presidente tem forte influência na eleição para governador, qualquer pesquisa de intenção de votos para o governo estadual, antes da escolha dos principais candidatos à presidência da República e da definição de coligações, é importante, mas tem limitações.  Mas a pesquisa do Instituto Paraná divulgada esta semana com o Prefeito ACM Neto liderando a disputa com 49% das intenções de voto, seguido pelo governador Rui Costa com 33,7%, traz alguns números interessantes.

O primeiro é o baixo nível de indecisos, de apenas 5,9%, quando nacionalmente esse número é sempre superior a 20% e chega a 30% em algumas pesquisas.  Isso significa que os candidatos estão polarizados, que não há espaço para qualquer nome novo e que, para crescer, cada candidato terá de tirar votos do outro. Outro aspecto importante é o chamado voto cristalizado e aí 32,3% declararam que com certeza votariam em ACM Neto, enquanto 20,6% disseram que com certeza votariam em Rui.

Quanto mais cristalizado o voto mais difícil fica mudar a decisão do eleitor e, com poucos indecisos, a luta política torna-se mais acirrada. No mais, os índices de rejeição são similares, em torno de 30%, e a avaliação das administrações muito boas para ambos os candidatos. ACM Neto é aprovado por 70,8% e Rui por 65,7% dos eleitores, sendo que Neto pontua mais na avaliação ótima e boa.

Os números do governador Rui Costa cresceram em relação a última pesquisa, reflexo provável da enorme movimentação do governador no interior e da pouca circulação de ACM Neto. A visão é pontual e não permite estabelecer tendências, além disso a definição dos candidatos à Presidente da República pode num instante mudar bastante o cenário.

                                             PESQUISA PARA O SENADO

Na Bahia, desde 1985, quando da primeira eleição direta para governador após a ditadura, os candidatos eleitos para o Senado foram da mesma coligação do candidato eleito para governador. Ou seja, é o candidato a governador que puxa os votos dos senadores. Por isso, pesquisa de intenção de votos para o Senado, antes da chapa majoritária estar formada é quase inútil. Mas nem sempre foi assim, antes da ditadura, era o contrário, os eleitos para o Senado eram sempre candidatos de oposição ao governador eleito.

Em 1962, por exemplo, Lomanto Júnior ganhou a eleições para governador, mas os senadores eleitos foram Antônio Balbino e Josaphat Marinho, ambos da oposição. Já em 1954, Juracy Magalhães tornou-se governador pela UDN, mas o senador eleito foi Orlando Moscoso do PSD. Resta saber qual será o padrão da eleição de 2018?

                                    A ANAC E AS EMPRESAS AÉREAS

O Brasil talvez seja o único país do mundo onde as agências reguladoras de serviços protegem as empresas em detrimento do consumidor. Se, por exemplo, o leitor estiver com uma viagem área marcada e ficar doente ou sofrer um acidente qualquer e, por isso, for obrigado a cancelar a viagem terá de pagar uma multa de R$ 250,00 por trecho. Não adianta levar um atestado médico, ou provar que foi acidentado, pois só haverá isenção para os casos em que o passageiro apresentar doença transmissível. São as novas regras da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Ou seja: a empresa não presta o serviço, mas é remunerado por ele e a multa ainda pode ser maior que o valor da passagem.  

                                           AS MELHORES FACULDADES DA BAHIA

A Bahia tem três entre as melhores faculdades do país e elas não fazem parte das universidades federais, estaduais ou dos grandes grupos educacionais privados. São elas: O Instituto Superior de Educação Ocidemnte - Isos, especializado em pedagogia que ficou em 17o lugar no país; a Faculdade de Tecnologia Senai/Cimatec que está em 25o lugar; e a Faculdade Nobre, com nove cursos, entre eles direito e biomedicina, localizada na cidade de Feira de Santana.  O ranking foi divulgado pelo MEC.


Rua Dr. José Peroba, 297, edf. Atlanta Empresarial, sala 709/710 - Stiep - Salvador CEP: 41.770 - 235 - Tel: 3565 - 2888