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"As duas grandes empresas entregam o projeto formal de projeto e de sugestões para baratear a ponte. Assim que eles formalizarem o interesse e a proposta, nós vamos preparar a licitação e se tudo ocorrer bem, eu pretendo colocar a licitação no mês de abril na rua. Então, em abril nós estaríamos publicando a licitação da ponte. Se tudo ocorrer dentro do prazo"

Rui Costa
Governador da Bahia









ARTIGO
 
27/11/2017 09:00
JOSÉ MACIEL - A CONTROVÉRSIA DA TESE DO AGRONEGÓCIO ECOLÓGICO


Numa das colunas anteriores, fizemos alusão à tese do professor  Ademar Romeiro, da UNICAMP, segundo a qual o agronegócio será ecológico. A tese partia do princípio esboçado pelo também professor da UNICAMP, Antonio Bounain,  de que o processo de produção de produção  e  difusão de  inovações  no agronegócio mo Brasil (e no mundo em geral)  "mudou de natureza", no sentido  de ter de dar respostas a distintos interesses sócio-econômicos, sobretudo em função da variável ambiental.

O autor considera que a pressão para tal mudança decorre, dentre outros fatores, do aumento da crescente consciência ecológica em geral e da mobilização de vários  tipos de agentes, como as ONGs, alterando a agenda da pesquisa agropecuária. Nesse contexto, as instituições de pesquisa passaram, por exemplo, a desenvolver variedades de plantas resistentes a pragas e doenças, ao estresse hídrico, etc., além de incorporar  temas  relacionados ao campo da chamada agroecologia, rejeitando os modelos excessivamente calcados no uso intensivo de insumos químicos.

Do nosso ponto de vista, os mercados vêm impondo crescentes exigências aos países  considerados grandes produtores de alimentos, como o Brasil, seja por pressões  efetivas de consumidores ou decorrentes de  atitudes  protecionistas disfarçadas de governos que querem barrar ou dificultar nossas exportações agrícolas.  Há que se considerar também os marcos  da legislação ambiental brasileira, como o Código Florestal .Nessa perspectiva, as experiências de empresários e produtores em curso na direção da produção ambientalmente sustentável (como a da Fazenda da Toca, de Pedro Paulo Diniz) parecem  ainda incipientes e têm dificuldades de produzir ou replicar em grande escala.

Finalmente, a variante que se observa no plano das aquisições de empresas nacionais de produtos naturais por gigantes mundiais  do setor de alimentos, como a aquisição da Mãe Terra ( vendedora nacional de produtos naturais e orgânicos) pela gigante UNILEVER , embora apontando um movimento   na direção da adoção de produção sustentável por esta última, pode representar, em verdade, uma  tática de alcançar maior participação  da empresa gigante referida nos citados e promissores ramos de  alimentos naturais e orgânicos, e não uma efetiva disposição  desses grupos gigantes  de mudar suas estratégias de oferta nos mercados mundiais. Essa possível  relativização da tese do agronegócio ecológico se baseia sobretudo nas dificuldades de dar escala aos ramos aludidos e também por conta  do ambiente de agricultura nos trópicos, que sujeita o setor agropecuário ao aparecimento constante de doenças e pragas, requerendo o uso constante de defensivos químicos, ao menos nas  "emergências".

Nada obstante, a tese do renomado  professor Ademar Romeiro representa um raciocínio respeitável  e merece a nossa consideração.


JOSÉ MACIEL DOS SANTOS FILHO
Consultor Legislativo e doutor em Economia pela USP. Email:  jose.macielsantos@hotmail.com
 


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