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"As duas grandes empresas entregam o projeto formal de projeto e de sugestões para baratear a ponte. Assim que eles formalizarem o interesse e a proposta, nós vamos preparar a licitação e se tudo ocorrer bem, eu pretendo colocar a licitação no mês de abril na rua. Então, em abril nós estaríamos publicando a licitação da ponte. Se tudo ocorrer dentro do prazo"

Rui Costa
Governador da Bahia









ARTIGO
 
17/11/2017 05:27
ARMANDO AVENA - O MINISTRO DA FAZENDA EM SALVADOR

    



O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, desembarca em Salvador na próxima segunda-feira para proferir no auditório da Casa do Comércio a conferência de abertura do IV Fórum Bahia Econômica. É a primeira vez que Meirelles vem à Bahia desde que tomou posse do ministério e o evento é simbólico tendo dois objetivos principais.

O primeiro é reunir as lideranças empresariais e políticas da Bahia para discutir com a principal autoridade econômica do governo as perspectivas econômicas do país em 2018. O segundo é dar início a um movimento para recolocar a Bahia – maior economia do Nordeste e sétimo maior PIB do país – na mesa das discussões sobre o futuro do Brasil, retomando o seu papel de estado líder do Norte e Nordeste. A Bahia precisa defender com mais vigor seus projetos estruturantes, precisa aliar-se aos demais estados do Nordeste na defesa de um orçamento mais regionalizado e precisa pleitear uma maior participação nos recursos do BNDES e de outras agências de crédito.

Precisa também ser palco das grandes discussões sobre a economia brasileira e sobre futuro do Brasil e é esse o objetivo do Fórum Bahia Econômica.  Além do Ministro da Fazenda, está confirmada a presença do CEO da Vinci Airports Brasil, empresa francesa que administra o Aeroporto internacional de Salvador, José Luís Menghini, do Diretor de Crédito do BNDES, Carlos Alexandre da Costa, que falará sobre o apoio do banco às empresas baianas e nordestinas, de secretários de Estado e outros palestrantes.  As inscrições para o IV Fórum Bahia Econômica podem ser feitas no site www.bahiaeconomica.com.br.                                                                                                  

           A RECUPERAÇÃO DO COMÉRCIO NA BAHIA  
                                    


As vendas no comércio baiano estão em processo de recuperação e cresceram 1,4% em setembro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Mas nem todos os setores estão crescendo e alguns segmentos precisam urgentemente reestruturar sua posição no mercado. No lado positivo aparece o aumento nas vendas de veículos e motos, que cresceu 20% em setembro em relação ao mesmo mês do ano passado, aliviando a situação das concessionárias que há meses amargavam queda nas receitas.

O setor de eletrodomésticos, por outro lado, registrou um aumento explosivo nas vendas, com crescimento de 56%, enquanto o segmento de móveis cresceu 26%, sempre no mesmo período.  Esses índices expressivos refletem a queda da inflação, o aumento da massa salarial e do poder de compra do trabalhador e a queda nos juros, mas é fruto também do efeito estatístico já que comparados com a base deprimida do ano passado. Nos setores de livros e papelaria, artigos de uso pessoal e doméstico, materiais de escritório, tecidos, vestuário e calçados as vendas também estão crescendo a plena carga.

Mas existe um setor de forte peso no comércio cujas vendas estão despencando. Trata-se do segmento de hipermercados e supermercados que, só em setembro caiu 13,3%, mas vem registrando quedas consecutivas nas vendas desde maio de 2015. É por causa desse segmento e dos setores de combustíveis e artigos farmacêuticos, que as vendas na Bahia em setembro cresceram apenas 1,6%, enquanto no varejo nacional aumentaram 6,4%, em relação à mesma base de comparação.

O que está ocorrendo com o setor de Supermercados na Bahia? A maioria dos analistas indicam dois motivos para a queda nas vendas. O primeiro é que a taxa de desemprego continua alta e a comparação é feita com meses em que havia menor desemprego.

O outro é que o consumidor estaria deixando de comprar em supermercados e optando por estabelecimentos atacadistas, que não fazem parte da amostra da pesquisa, ou em mercadinhos de bairros. Essa última é a explicação dada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que gerou as informações acima baseadas em dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Se for assim, o setor de hipermercados e supermercados precisa urgentemente repensar sua posição no mercado consumidor baiano.

                                           OS SHOPPINGS E OS LOJISTAS


Outro segmento que precisa repensar sua posição no mercado de varejo é o de shoppings centers. A coluna teve acesso a uma planilha de custo de uma típica loja de shopping center e, sem dúvida, os custos de ocupação de espaço para os lojistas de pequeno porte são excessivos. O custo de ocupação, ou seja, o valor do cobrado pelo espaço, chega a mais de 20% do faturamento e quando se agrega o custo de mão-de-obra, outros custos fixos e o custo variável a margem de lucro fica muito pequena.

Em tempos de crise, o problema se agrava e é por isso que muitos shoppings de Salvador estão com até 15% da sua Área Bruta Locável vazia.  E em muitos estados os lojistas pleiteiam cada vez mais a criação de ruas de pedestres para dar uma outra opção ao comércio e aos consumidores.

                                BAHIA PODE VOLTAR A TER O 6O PIB DO PAÍS


Desde 2014, o PIB da Bahia vem melhorando sua participação no PIB nacional e pode voltar a ser a 6a economia do país. Em 2015, todos os estados brasileiros registraram redução no PIB  e com a Bahia não foi diferente. O PIB da Bahia atingiu o montante de R$ 245 Bilhões, com uma queda de 3,4%, mas essa queda foi menor que a verificada à nível nacional e a participação relativa do PIB baiano no PIB brasileiro aumentou, elevando-se de 3,8%, em 2013, para 4,1% em 2015.

Com isso, a Bahia, que em 2012 perdeu o 6o lugar no ranking dos maiores PIBs do Brasil para Santa Catarina,  voltou a disputar o lugar  e está praticamente empatada com o estado sulino. Santa Catarina ainda é o 7o maior PIB do país, com um montante de R$249 bilhões, mas, enquanto sua participação no PIB nacional se manteve constante, entre 2014 e 2015, a Bahia ampliou sua posição em 0,3 pontos percentuais, sendo o segundo estado que mais ganhou participação entre 2014 e 2015. 

Se mantiver a essa tendência, a Bahia pode ultrapassar Santa Catarina, mas é preciso que na retomada do crescimento o avanço seja maior que a média nacional.  Os dados do IBGE, divulgados na última quinta-feira, mostram que o PIB da Bahia é o maior do Nordeste em termos absolutos, representando quase o dobro do PIB do Ceará.  Aliás, somados, o PIB do Ceará e de Pernambuco praticamente empatam com o da Bahia. Já o PIB per capita é de R$ 16.115,00, inferior ao de Pernambuco que é de R$ 16.795,00, mas maior que o do Ceará.  
                                

               CAMAÇARI TAMBÉM É TURISMO


Camaçari não é apenas um dos principais municípios industriais do país, é também um dos que possuem mais atrações turísticas, a exemplo das belas praias de Arembepe e Itacimirim. E a prefeitura de Camaçari percebeu que esta vocação é a chave para ampliar o desenvolvimento municipal e lançou, na última quinta-feira, o projeto Costa de Camaçari com o objetivo de incluir a orla do município nas rotas turísticas do país. A orla litorânea de Camaçari, que fica a apenas 9 km do Aeroporto, vai receber nesse verão uma população flutuante de 102 mil habitantes, e se constitui um destino diferenciado no Litoral Norte.

No lançamento do programa, o Prefeito Antônio Elinado disse que nesse verão Camaçari terá um calendário de atividades com 66 eventos culturais, esportivos, recreativos e gastronômicos e que vai atrair investimentos como hotéis, equipamentos e serviços turísticos.
 

SOBRE A ESTRADA DO COCO


A concessionária Litoral Norte tem prestado um serviço de primeiro nível aos usuários da BA -099, conhecida como Estrada do Côco. Mas, neste momento, precisa dar uma resposta mais efetiva aos usuários no que se refere à agilidade nas obras na ponte do Rio Jacuípe e a  ampliação ou melhor administração da praça de pedágio. Ambos os gargalos estão gerando enormes engarrafamentos que podem se tornar gigantescos no verão. São gargalos de fácil solução que podem demonstrar que o setor privado dá respostas mais rápidas quando se trata de administração.
 

 
 


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