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ARTIGO
 
30/10/2017 08:26
LUCAS LEAL - A SEMANA NA BOLSA - AINDA NA ACUMULAÇÃO



Tivemos uma semana de baixa volatilidade para a bolsa brasileira, os preços permaneceram num movimento lateral, levando o Ibovespa a terminar o período em queda de -0,54%.
 
No Brasil, o destaque da semana foi a reunião do Banco Central, que reduziu a Selic em 0,75%, levando-a para o patamar de 7,5%, os analistas esperam ainda mais um corte até o final do ano, mas os juro futuro já começam a indicar que o ciclo de redução dos juros está chegando ao fim. No cenário político, o presidente Temer, lamentavelmente, conseguiu barrar mais uma denuncia na Câmara e praticamente se consolidou até o final do mandato, agora ele deve direcionar os esforços e os recursos para a aprovação das reformas, com destaque para a previdência.
 
Nos Eua, a divulgação do Pib mostrou que a maior economia do mundo continua forte e cresceu 3% no terceiro trimestre, o mercado esperava avanço de 2,6%. Outro ponto de destaque foi a especulação que o presidente Trump deve indicar o diretor do Federal Reserve, Jerome Powell, para ser o próximo comandante do banco. Powell é considerado um dirigente na mesma linha de Janet Yellen, o que tranquiliza o mercado na condução da autoridade monetária. Na Europa, o Bce manteve a taxa de juros inalterada, mas anunciou que vai reduzir seu plano de incentivo mensal pela metade, de 60 bilhões para 30 bilhões, e o mesmo vai valer de janeiro até setembro de 2018, podendo ser prorrogado, caso haja necessidade.
 
Na semana que se inicia, nos Eua acontece a reunião do Fed, além disso, os rumores apontam que Trump deve anunciar o próximo presidente do Banco Central até 03 de novembro. Na Europa, teremos a divulgação do Pib da Zona do Euro. No Brasil, o destaque será a divulgação da Ata da última reunião do Copom, que deve ajudar os investidores a tentar antecipar os próximos passos da Selic.


 
  
 
 
 
Momento do Mercado

Conforme destacamos no Panorama anterior, os preços continuaram oscilando numa acumulação curta, entre o suporte dos 75 mil e resistência dos 77 mil pontos (ver retângulo em destaque no gráfico). O lado que o Ibovespa romper deve direcionar um novo rali (ver os triângulos em destaque no gráfico).
 
Caso a resistência dos 77 mil pontos seja rompida o objetivo continua nos 80 mil pontos.
 
Caso o suporte de 75 mil pontos seja perdido, o objetivo da queda vai estar nos 71,5 mil pontos.
 
Obs: Em virtude do feriado de finados, não teremos atualização do Panorama na primeira semana de novembro.

Bons Investimentos,

Lucas Leal

lucas@officeinvestimentos.com.br


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