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Zé Neto 
Deputado Estadual 









ARTIGO
 
06/10/2017 03:42
ARMANDO AVENA - ENTRE A FARSA E A TRAGÉDIA



“Hegel dizia que todos os fatos de grande importância na história acontecem duas vezes, mas esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.  Lembrei-me do vaticínio de Karl Marx ao ver a frequência com que os analistas andam dizendo por aí que o cenário da eleição de 1989, que elegeu o famigerado presidente Fernando Collor de Melo, é semelhante ao quadro atual. Se isso for verdade, o país precisa urgentemente se precaver. 

Em 1989, o cenário era de hiperinflação e forte descontentamento popular e a denúncia de que funcionários acumulavam rendimentos exorbitantes abriu espaço para que Collor lançasse sua campanha com o mote da “caça aos marajás”.  A partir de uma reportagem de capa da Revista Veja, que o colocava como a novidade no cenário nacional, Collor tornou-se o “novo” na política brasileira.  Enquanto isso, seus adversários ofereciam ao país o “velho”, ou seja,  nomes tradicionalíssimos  da política brasileira como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf e outros.  De novidade, além de Collor, só havia um metalúrgico de nome Lula e ambos foram para o 2o turno.

O cenário atual tem semelhanças com 1989: há igualmente um forte descontentamento popular, uma ojeriza à corrupção que se alastrou pelo país e uma desconfiança generalizada em relação aos políticos, formando  um caldo de cultura que dá margem ao surgimento de “salvadores da pátria” e “caçadores de corruptos”.

Alguns desses novos demagogos, como o indefectível Jair Bolsonaro,  já lideram as pesquisas e, infelizmente, seguindo a mesma toda de 1989, os partidos continuam apostando no “velho” e indicando as velhas raposas políticas como candidatos à presidência da República.

Mas há algumas diferenças importantes. No âmbito da economia, por exemplo, ocorre o oposto de 1989, pois o país está retomando o crescimento, a inflação é menor do que da Inglaterra e o emprego começa a voltar. É um dado novo, mas para a população a recuperação da economia não tem pai nem mãe, é órfã, haja visto a reprovação generalizada da gestão do Presidente Temer e o fato do Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tampouco ser considerado como algo novo.

Volta-se então ao cenário da semelhança com 1989 e, se for assim, corre-se o risco do vaticínio de Marx inverter-se no Brasil,  e a história se repetir primeiro como farsa, que foi a eleição de Fernando Collor de Mello,  e depois como  tragédia.

Em 1989, as velhas raposas da política brasileira achavam que podiam enfrentar e ganhar os dois candidatos que representavam o “novo”, Lula e Collor, e ambos foram para o segundo turno. Ulysses, Brizola, Covas,  Maluf e outros – a velha política de então – assemelham-se a Lula, Alckmin, Ciro, Marina e outros – a velha política de hoje – e se for isso que os partidos vão oferecer aos eleitores, o segundo turno da eleição presidencial de 2018 poderá ser pior do que foi em 1989 – quando a disputa se deu entre um candidato de direita e outro de esquerda. E será uma tragédia se nele houver, por exemplo, dois Bolsonaros, sem deixar alternativas para os brasileiros que almejam a democracia e a modernidade.

                                               CANDIDATOS AVULSOS

No parlamentarismo, o governo sempre tem maioria para governar, se não tiver cai. No presidencialismo, especialmente aquele que é praticado no Brasil, o governo pode ser eleito sem ter maioria, mas quando isso acontece ou o Presidente cai ou “compra” a maioria. Simples assim. Jânio Quadros, eleito por um partido pequeno, não tinha maioria no Congresso e renunciou; João Goulart tampouco teve essa maioria e foi deposto. Após a ditadura, Fernando Collor, eleito pelo minúsculo PRN, não tinha maioria e sofreu o impeachment, enquanto Dilma Rousseff, com uma incompetência única nos anais da história, destruiu a maioria que tinha e sofreu o impeachment.

Só três presidentes terminaram seus mandatos, Juscelino Kubistchek, Fernando Henrique Cardoso e Lula e o fizeram porque, de uma forma ou de outra, “compraram” a maioria no Congresso, fosse através de obras, de cargos ou da mais deslavada institucionalização da corrupção. Em resumo: presidencialismo sem partidos fortes resulta em crises sucessivas ou na política do “é dando que se recebe”. Se esse quadro já é dramático como está, com as candidaturas avulsas para a Presidência da República, ora em discussão no Supremo Tribunal Federal, se tornará caótico, pois, entre outras coisas, o presidente eleito terá de construir a maioria já morando no Palácio da Alvorada  e aí seu partido será inevitavelmente o partido de São Francisco.

                                                           TEMER JÁ GANHOU

Ao que parece, faltando exatamente um ano para as eleições para Presidência da República, não há denúncia contra o Presidente Temer que consiga vingar. Afinal, quem sonha com a presidência, sabe que em apenas um ano, e eleitoral, não há muito o que se fazer, e quem só pensa na eleição, especialmente os partidos, sabe que é muito bom ter um presidente tão impopular que sua capacidade de influenciar as eleições seja mínima. Por isso é quase impossível a denúncia ser autorizada, mas que vai ter muita encenação, isso vai,  e tudo de olho no eleitor.

                                       O DESCOLAMENTO DA ECONOMIA

 No Brasil, de vez em quando surgem verdades incontestáveis. Atualmente a máxima é: “a economia se descolou da política”.  Conversa para boi dormir. O que aconteceu é que a economia brasileira se colou a uma equipe econômica competente, integrada e que não faz aventuras.  Mas é bom não esquecer que a economia nunca se descola da política, assim, basta colocar o famigerado Guido Mantega, ou um heterodoxo qualquer, no Ministério da Fazenda e tudo volta a ser como antes no quartel de Abrantes.

                                             SUPER ENGARRAFAMENTO À VISTA

O verão na Bahia não espera o dia 21 de dezembro para começar e o sol já dá sinais de que as praias do Litoral Norte vão ser o destino de milhares de baianos. Essa é a parte boa. A parte ruim é que os engarrafamentos na Estrada do Coco, fatalmente irão aumentar, por conta das obras na rodovia. Um dos pontos que promete presentar baianos e turistas com um super engarrafamento fica na ponte do Rio Jacuípe, cujas obras, tocadas pela Concessionário Litoral Norte, andam lentamente, mais devagar que os carros que passam no local.
 
                                                    REGIÃO METROPOLITANA DE JORGE AMADO

Só Jorge Amado é capaz de unir Ilhéus e Itabuna, mesmo assim a disputa pelo local de nascimento do grande escritor é recorrente. Aliás, ao que parece, Jorge Amado veio ao mundo na fazenda de Auricídia,  localizada em Ilhéus, mas foi registrado no povoado de Ferradas, que era localizado em Itabuna, de modo que, de certa forma, é natural de Ilhéus e de Itabuna. A verdade é que as duas cidades estão tão amarradas quanto Malvina e  Mundinho no romance de Gabriela.

E vão ficar mais ainda já que o governador Rui Costa anunciou que no início do mês de outubro vai assinar contrato autorizando a duplicação da rodovia que liga as duas cidades. A duplicação da estrada vai conurbar Itabuna e Ilhéus que, sob o ponto de vista urbano, vão se tornar uma única aglomeração, independente da divisão político administrativo. E isso é muito bom, pois essas duas cidades se caracterizam pela complementariedade de suas economias, em termos de turismo, serviços, industrias e equipamentos urbanos e de infraestrutura.

Se passarem a se olhar como uma cidade só e a planejar o futuro como se fosse uma região metropolitana, Ilhéus e  Itabuna vão se tornar a terceira maior aglomeração urbana da Bahia e um locus para as oportunidades de negócio. O problema é que nome dar a nova região metropolitana. Bem que poderia ser: Região Metropolitana de Jorge Amado


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