COLUNISTAS
FRASE DO DIA

“Há um clamor de mudança e renovação no coração dos baianos”

ACM Neto
Ptrefeito de Salvador, falando sobre a possibilidade de ser candidato ao governo do estado em 2018

ARMANDO AVENA - O PAÍS DA BUROCRACIA




O Brasil precisa fazer uma cruzada contra a burocracia e aproveitar a eleição para exigir que os candidatos à presidente, governador, senador e outros cargos comprometam-se a por fim a um sistema cujo objetivo é infernizar a vida do cidadão e tornar o empresário menos competitivo. O cipoal de papéis e certidões que continua a se exigir dos cidadãos brasileiros, sempre que ele precisa de um serviço ou documento, é irracional e, o mais interessante, é que, apesar da informatização generalizada dos órgãos públicos, eles ainda exigem cópias autenticadas e firmas reconhecidas e outros absurdos. Papéis e mais papéis, unicamente para serem  anexados aos processos. Ou seja, a informatização foi inútil e o reinado da cópia autenticada ainda vigora. Apresso-me em dizer que essa situação não é culpa dos funcionários públicos, mas das absurdas leis que regem a burocracia no país. No entanto, essas leis terminam  por incutir na cabeça do burocrata que ele está ali, não para servir ao público, mas para exigir cada vez mais dele. Essa burocracia excessiva é responsável pela famigerada rede de despachantes e de empresas especializadas em destravar os processos e por criar “o pequeno poder”, aquele que o burocrata adquire quando, baseado nas leis absurdas que regem os processos administrativos, se vê com poder para paralisar um processo ou engavetá-lo impedindo que ele siga adiante. A burocracia se espalha por todo país e, no âmbito empresarial, se é difícil e trabalhoso abrir uma empresa, muito mais difícil e trabalhoso é fechar uma empresa. O fato é que o Brasil está preso a um cipoal burocrático que, desde o saudoso ministro da desburocratização, Hélio Beltrão, torna-se a cada dia mais emaranhando, reduzindo a competitividade da nossa economia e infernizando a vida do cidadão. O leitor deve lembrar-se disso quando for votar e escolher somente aquele candidato à presidente ou governador que tenha se comprometido explicitamente à modernizar a burocracia brasileira.

                                     AMEAÇA AOS INVESTIMENTOS DA STYROLUTION
Esteve na Bahia esta semana, o vice-presidente industrial da empresa alemã Styrolution que pretende construir em Camaçari, juntamente com a Braskem, uma fábrica de resinas ABS, material usado nas indústrias automobilística e de eletroeletrônicos. Infelizmente, o investimento de cerca de  R$ 200 milhões, um dos mais importantes entre aqueles anunciados para a Bahia e para a expansão do Polo Industrial de Camaçari, está ameaçado por conta da incerteza no fornecimento da nafta da Petrobras para as empresas petroquímicas.   O problema é que a Braskem tem um contrato anual de fornecimento de nafta  para alimentar toda a cadeia petroquímica do país,  mas, por conta da defasagem dos preços da gasolina,  a estatal estaria direcionado a nafta nacional para a produção desse derivado e comprando nafta importada para fornecer ao setor, que assim pagaria um preço mais alto pelo insumo. O contrato vence agora em 31 de agosto, mas, embora seja um dos acionistas da Braskem, e apesar de várias rodadas de discussão, a Petrobras continua querendo impor a nafta importada para o setor petroquímico. A Braskem e a Petrobras estão em negociações, mas se o contrato não for renovado e sem a garantia do fornecimento da matéria–prima a preços competitivos, os custos da petroquímica se elevariam tanto que o investimento estaria ameaçado. O governo do Estado e as lideranças políticas precisam estar atentos, pois o problema afeta diretamente a cadeia petroquímica da Bahia

                                                                  FINANÇAS 
Levantamento recente do portal da Uol, com bases em dados do Tesouro Nacional, mostra que a gestão financeira do Estado nos últimos anos não é tão ruim quanto se apregoa, especialmente após o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, ter tomado as rédeas da pasta.  O governador Jaques Wagner não está entre os nove, dos 27 governadores, que vão entregar aos seus sucessores um Estado mais endividado do que encontraram, pelo contrário. O nível de endividamento de um Estado é calculado  comparando o endividamento com a receita corrente líquida. No caso da Bahia, a relação entre a dívida e a receita corrente líquida caiu de 52% em 2013 para 32% em abril deste ano. Ou seja,  relação entre a dívida líquida e a receita corrente líquida, está em torno de 0,3%, bem inferior ao limite fixado, de 2 vezes a receita  corrente líquida, estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal.

                                                                FIM DE UMA BANDEIRA?
Eduardo Campos era o único entre os candidatos à presidente que anunciou explicitamente que, se eleito, não haveria aumento de impostos no Brasil e que, ainda assim, os programas sociais seriam mantidos. Era uma liderança moderna e inovadora. Que sua morte não seja em vão e que haja outros com capacidade para carregar essa bandeira. 


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