COLUNISTAS
FRASE DO DIA

“Há um clamor de mudança e renovação no coração dos baianos”

ACM Neto
Ptrefeito de Salvador, falando sobre a possibilidade de ser candidato ao governo do estado em 2018

O FIM DO CICLO




Os candidatos à Presidente da República já estão à postos, é hora, portanto, de saber o que cada um vai apresentar aos país, especialmente no que se refere a política econômica.  A economia brasileira tem um grande desafio pela frente: retomar o crescimento econômico e esse vai ser um dos motes da campanha.  Os candidatos à Presidente devem saber que o crescimento econômico é baseado em ciclos que se esgotam. Os últimos quatro anos, por exemplo, marcaram o esgotamento do ciclo baseado no consumo interno e  na ampliação da classe C.  É difícil reconhecer quando um ciclo acabou, por isso a atual  política econômica está nesse pé, tentando revalidar o que já não existe.  É hora  dos candidatos à  presidente apresentarem algo novo ao país. Por exemplo: a China tem o maior mercado interno do planeta, mas grande parte do seu dinamismo vem das exportações.  Lá se mescla o crescimento do mercado interno com o estímulo às vendas externas.  Por aqui se dá o contrário e as exportações brasileiras estão caindo pelas tabelas. O déficit nas contas externas em 2013 foi  um recorde histórico, atingindo US$ 81,3 bilhões e está ficando cada vez mais difícil para o empresário brasileiro competir no mercado internacional. Essa é uma possibilidade de nova política econômica: aumentar a produtividade da economia brasileira para que ela possa ser mais competitiva internacionalmente e assim ampliar as vendas externas.   Isso passa por dois grandes movimentos: reduzir a carga tributária e investir na infraestrutura.  Quando o presidente Itamar Franco assumiu o governo,  a carga tributária brasileira  era de cerca de 25% do PIB e, desde então,  cresceu de forma contínua até alcançar 36% do PIB e esse percentual chega a 40% por conta de outros mecanismos.  Isso significa que  de cada real gasto ou investido no país cerca de 40% termina nos cofres do Estado. Os três últimos presidentes, FHC, Lula e Dilma, fizeram os impostos disparar no Brasil.  A outra ação é óbvia: investimento em portos, ferrovias, rodovias, capacitação e tudo aquilo que signifique tornar o produto brasileiro mais competitivo no exterior e assim melhorar o perfil da Balança Comercial. Este é o novo ciclo que precisa ser implantado na economia brasileira: uma bem dosada política de estímulo ao setor exportador e, com o controle da inflação e do gasto público,  uma retomada em outras bases do dinamismo do mercado interno.

                                              SINDÍCOS: OS BUROCRATAS DO DIA A DIA

O leitor pode reparar: sempre que um síndico assume a administração de prédios e condomínios no Brasil a primeira coisa que ele faz é propor o aumento da taxa condominial e a adoção de taxas extras para equilibrar as contas.  Ninguém fala em reduzir despesas, em cortar desperdícios, reduzir o quadro de pessoal ou racionalizar o processo administrativo, afinal, é melhor fazer o mesmo que os burocratas do setor público: tirar cada vez mais dinheiro do condômino. E assim, os síndicos brasileiros estão transportando para a administração de prédios e condomínios  a incompetência do setor público.    Ampliar o quadro de pessoal, criar novas despesas, aumentar a burocracia e os trâmites e fazer dezenas de reuniões, essa é a prática condominial no Brasil.  Como se não bastasse, um novo setor passou a orbitar em torno da administração de condomínios: o das empresas especializadas nesse tipo de serviço. Os métodos utilizados por essas empresas são, no mínimo, questionáveis, inclusive com a imposição de juros e taxas exorbitantes e a contratação de escritórios de advocacia, cujo objetivo é sempre tirar um pouco mais do condômino.  Os síndicos brasileiros não podem se transformar em burocratas do dia a dia, não podem repetir os erros do setor público. É hora de implantar a racionalidade do setor privado na administração de prédios e condomínios.

                                                                ADEUS A UBALDO

João Ubaldo Ribeiro foi imortal três vezes. A eternidade lhe foi dada pela Academia Brasileira de Letras e depois pela Academia de Letras da Bahia, mas, antes disso, ele já era imortal, pois vivia na memória dos seus leitores. "A imortalidade é uma espécie de vida que nós adquirimos na memória dos homens", dizia Diderot, e os homens, pelo menos aqueles que amam a literatura, jamais esquecerão João Ubaldo. "O segredo da verdade é o seguinte: não existem fatos, só existem histórias", dizia ele em Viva o Povo Brasileiro. Pois é,  os fatos não tem qualquer importância, por isso, Ubaldo permanece vivo, rindo, e contando suas histórias. 


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