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FRASE DO DIA

“Há um clamor de mudança e renovação no coração dos baianos”

ACM Neto
Ptrefeito de Salvador, falando sobre a possibilidade de ser candidato ao governo do estado em 2018

A CRISE DA ECONOMIA SOTEROPOLITANA




A economia de Salvador está em forte desaceleração. Os sinais emitidos pelo mercado de trabalho e por outros indicadores são inequívocos e tanto o governo do Estado quanto a Prefeitura de Salvador necessitam agir para evitar o aumento da taxa de desemprego.

A desaceleração da economia soteropolitana tem sua explicação na crise que atravessa o setor da construção civil e na redução nas vendas do comércio, especialmente no setor de automóveis.

A construção civil está semiparalisada por conta da insegurança jurídica e dos problemas com a Lous e PDDU e, com isso, o número de novos lançamentos é o menor desde o ano de 2006.

O desempenho da construção civil no primeiro trimestre de 2014 foi um dos piores da verificados no setor desde o início da década.  No período,  foram lançados apenas 554 unidades, o que representa apenas 16% do que foi lançado no ano passado e apenas 10% dos lançamentos de 2013.

Já o setor comércio sofre os efeitos da crise econômica nacional que fez refluir o consumo da classe C e que praticamente paralisou a venda de automóveis. O aumento da inflação e o medo do desemprego reduziu o ímpeto consumista da classe C e, mesmo com a realização de duas liquidações de grande porte, o desempenho do comércio em Salvador é sofrível.

O mais grave é que, quando os dois principais setores da economia baiana estão em crise, os efeitos na economia se disseminam por toda a cadeia de produção de bens e serviços e atinge a área de publicidade, os serviços de apoio à essas atividades e diversos segmentos vinculados.

Note-se que a ação da Prefeitura de Salvador tem sido proativa e as obras da administração pública tem sido um dos poucos elementos dinamizadores da economia.

Esta coluna já demonstrou em várias oportunidades que a economia de Salvador , que já não é a mais importante economia do Nordeste, superada que foi por Fortaleza, precisa de uma intervenção de porte, tanto por parte do governo do Estado quanto da Prefeitura de Salvador, uma vez que é nítida a perda de capacidade econômica do seu tecido produtivo.

Sem isso, a capital baiana, que já vem reduzindo sua participação na formação do PIB estadual, vai continuar definhando. 

Armando Avena

 


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