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“Há um clamor de mudança e renovação no coração dos baianos”

ACM Neto
Ptrefeito de Salvador, falando sobre a possibilidade de ser candidato ao governo do estado em 2018

A ESTATAL DE FELIPÃO



O vexame histórico da seleção brasileira no Mineirão, quando foi derrotada por 7 a 1 pela seleção alemã, foi um exemplo de como como uma má gestão pode comprometer a capacidade de competir. Desde o início da Copa,  a seleção brasileira parecia uma empresa pública, cheia de burocratas dando entrevistas e vivendo num mundo fora da realidade. Os jogadores mostravam um entusiasmo pouco convincente, mas as declarações do técnico Felipão eram voluntariosas e cheias de certezas. Se fosse um bom administrador, falaria menos e colocaria mais empenho na capacitação, no estudo dos competidores e no fortalecimento psicológico dos atletas, que pareciam nervosos. A direção da seleção estava parecida com os políticos brasileiros que vivem emitindo declarações pomposas e  promessas que nunca se cumprem.  Como no provérbio italiano: "Tra il dire e il fare, c'è di mezzo il mare." Se  fosse uma empresa privada, a seleção não seria capaz de competir num mercado cada vez mais competitivo como é o do futebol.  A seleção não escolheu os melhores quadros para sua equipe, não se preocupou em capacitar os quadros escolhidos e, para completar, se mostrou extremamente dependente de dois componentes: Neymar e Tiago Silva. É como uma empresa privada que não capacita adequadamente seus quadros e fica na dependência da criatividade deste ou daquele vendedor, deste ou daquele executivo. A equipe de Felipão não tinha planejamento estratégico, treinou pouco, estava encantada com o elogio fácil e não concebeu um plano adequado para se inserir numa competição dificílima. Faltou planejamento estratégico, metas, e capacitação para a seleção brasileira. Ter tudo isso não daria a garantia de ganhar a Copa, apenas de que seria uma equipe competitiva e não se submeteria a resultados vergonhosos. A verdade é que a seleção parecia uma estatal brasileira, sujeita a vontade do governante e não aos ditames do mercado, talvez por isso, tenha sido goleada de forma tão acachapante.  
 

Armando Avena


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