COLUNISTAS
FRASE DO DIA

“Há um clamor de mudança e renovação no coração dos baianos”

ACM Neto
Ptrefeito de Salvador, falando sobre a possibilidade de ser candidato ao governo do estado em 2018

OS 36 ANOS DO POLO INDUSTRIAL DE CAMAÇARI




Assim como as mulheres que chegam ao esplendor entre os 30 e 40 anos, o Polo Industrial de Camaçari comemora seus 36 anos neste domingo em plena vitalidade e encantando os investidores. Criado em 29 de junho de 1978, o distrito industrial vem se renovando de tempos em tempos e mantendo a competitividade com a modernização das plantas e a atração de novos empreendimentos. A razão para a manutenção da vitalidade do distrito está provavelmente na sua capacidade renovação, sempre modernizando as cadeias de produção existentes e criando outras.  Durante muito tempo o polo especializou-se na petroquímica, mas, gradualmente, sem perder a excelência nesse ramo, foi se diversificando, preenchendo as lacunas da matriz industrial e de tal modo que o Polo, antes chamado de Petroquímico,  passou a ser conhecido como Polo Industrial de Camaçari.  Em 2002, quando a Ford colocou em operação sua fábrica de automóveis na Bahia, o Polo abriu uma nova rota produtiva  e viabilizou sua diversificação, com a atração de várias empresas fornecedores de insumos e peças indispensáveis à produção automobilística. E assim vieram para o distrito dezenas de empresas de autopeças, sistemistas e também  empresas de pneus e de outros ramos, reduzindo dessa forma a concentração na produção de petroquímicos. Essa capacidade de criar de tempos em tempos novas rotas de produção foi novamente exercida em 2011, quando a Basf, uma das maiores petroquímicas do mundo, anunciou a  implantação do seu Complexo Acrílico, um investimento de R$ 1,2 bilhão.  O Complexo Acrílico da Basf, que deverá estar produzindo a plena carga até meados de 2015, ou antes,  cria  uma  nova rota de produção viabilizando finalmente a tão sonha indústria de terceira geração de petroquímicos. A implantação da Basf será, sob certo aspecto, mais importante que a Ford, pois viabiliza a produção de bens finais no estado, produzindo bens de consumo que agregam mais valor e geram mais emprego e cujo exemplo é a Kimberly Clark, um investimento de 100 milhões, para a produção fraldas, papel higiênico e absorventes, que veio para a Bahia atraída pelo complexo acrílico. Além disso, as empresas petroquímicas propriamente ditas como a Braskem e outras continuam investimento fortemente e mantendo a competitividade do distrito na área de petroquímicos básicos. O fato é que aos 36 anos o Polo Industrial de Camaçari está em plena expansão e coloca a Bahia no panteão dos grandes estados industriais do país. 

                                                      SALVADOR, O IPTU, E O SECRETÁRIO

 Não se pode negar que o Secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, está fazendo um bom trabalho na Secretária da Fazenda da Prefeitura de Salvador, especialmente no que tange a  modernização da gestão tributária da cidade. Mas, em termos de arrecadação, o nosso insigne Secretário está entregando ao Prefeito ACM Neto muito menos do que prometeu. O crescimento da receita total da Prefeitura de Salvador  no primeiro quadrimestre de 2014, por exemplo, foi de apenas 8,8 %, em relação ao mesmo período de 2013. A razão é simples: o secretário jogou todas as suas fichas no aumento da arrecadação sobre o patrimônio e sobre a base produtiva existente. Ocorre que Salvador é uma cidade muito pobre, sem indústrias, e, neste momento, sua economia está patinando, por conta do baixo crescimento nacional, que reduziu a atividade comercial, e da construção civil que está semiparalisada. Em meados de 2013, avisei ao secretário, daqui mesmo desta coluna, que a pobreza de Salvador era tal que, segundo o IBGE, em 2010, apenas 15,6 mil pessoas ganhavam mais de 20 salários mínimos. Mesmo estendendo a auferição de renda  para além dos holerites, ainda assim, dificilmente mais de 300 mil pessoas pagam um IPTU que valha a pena cobrar. Numa cidade como essa, centrar a ampliação da receita municipal  na  taxação do patrimônio não funciona, é preciso dinamizar a economia, ampliar a base produtiva e arrecadar mais impostos vinculados aos setores produtivos. Mas é sempre assim, todo secretário da Fazenda é obcecado pelo fluxo de caixa, carece de visão estratégica de longo prazo e esquece que só se aumenta efetivamente a arrecadação ampliando a economia produtiva.  Ano passado lembrei ao nosso secretário que a “ tributação é a arte de pelar o ganso fazendo-o gritar o menos possível e obtendo a maior quantidade de penas” , mas Salvador é um ganso depenado e é preciso engordá-lo para que cresçam mais penas. Ou seja, existem três maneiras para aumentar a arrecadação em Salvador. A primeira é taxar o que já existe, e isso tem limite, a segunda é ampliar a base produtiva, para assim taxar um número maior de contribuintes, e isso não tem limite.  Existe ainda uma terceira forma, mas essa depois eu conto ao leitor. 


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