Prestes a completar 516 anos, a Baía de Todos os Santos ainda tem muito potencial a ser explorado. Hoje, entre portos, unidades industriais voltadas para o refino de petróleo e a construção naval, a Baía é rodeada por 18 municípios, que respondem por 33,2% da economia baiana, de acordo com dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).  Com novos investimentos, as águas, que banham uma área de 1,2 mil quilômetros quadrados pode fazer de Salvador novamente uma das principais rotas comerciais do mundo, a exemplo da posição que o local ocupou no período colonial, quando era a principal área de embarque do açúcar brasileiro que ia para a Europa.
 
Embora nem toda a riqueza dos municípios que a BTS banha esteja relacionada a ela, a baía é apontada como principal responsável pela riqueza entre o Porto da Barra, em Salvador, e a Ponta do Garcêz, em Jaguaripe. Caracterizada pela grande disponibilidade de águas tranquilas e profundidade natural atrativas para atividades voltadas ao mar, a BTS tem às suas margens empreendimentos como a Refinaria Landulpho Alves, os estaleiros Enseada e de São Roque do Paraguaçu, além dos principais terminais portuários do estado, responsáveis por movimentar as cargas recebidas e escoadas pela indústria baiana. E isso sem contar o potencial para o desenvolvimento do comércio e de serviços ligados ao turismo.
 
As oportunidades de investimentos na região serão tema da 3ª edição do Fórum Internacional de Gestão de Baías, que acontece no dia 13 de novembro, a partir das 14h, na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-Ba). “O evento atrai atenções locais e internacionais, ajudando a construir e a divulgar este novo conceito, junto com especialistas para discutir a gestão de baías e a criação da Agência de Gestão da BTS”, destaca um dos organizadores do fórum, Eduardo Athayde, que é diretor do WWI-Worldwatch Institute no Brasil e da Associação Comercial da Bahia (ACB). (Correio)